‘Swaps’ – abordagens teóricas (V)

continuado de ‘Swaps’ – abordagens teóricas(IV)

‘Swaps’ Exóticos

Até agora tratámos com carne e batatas dos mercados de derivados, ‘swaps’, opções, contratos a prazo e futuros. Exóticos são as complicadas misturas daquilo que muitas vezes produzem resultados surpreendentes para os compradores.

Um dos mais interessantes tipos de exóticos é a chamada taxa variável inversa. No nosso ‘swap’ fixo para flutuante, os pagamentos flutuantes oscilaram com a LIBOR. Uma taxa variável inversa é aquela que varia inversamente com alguma taxa como a LIBOR. Por exemplo, o padrão pode pagar uma taxa de juro de 20% menos a LIBOR. Se a LIBOR é de 9%, então o inverso paga 11%, e se a LIBOR sobe para 12%, os pagamentos sobre o inverso cairiam para 8%. Claramente, o comprador de um inverso lucra desde que o inverso das taxas de juros caia.

Tanto o flutuador normal e como os flutuadores de taxas variável inversa têm uma versão sobrecarregada chamada ‘super-flutuadores’ e ‘super-inversos’ que flutuam mais do que um para um, com movimentos nas taxas de juros. Como um exemplo de um ‘super-inverso’ de taxa variável, considere um flutuador que paga uma taxa de juros de 30 por cento menos duas vezes a LIBOR. Quando a LIBOR é 10 por cento, o inverso paga

30% – 2 x 10% = 30% – 20% = 10%

E se a LIBOR cai 3% para 7%, então o retorno na taxa variável inversa aumenta de 6%, de 10% para 16%.

30% – 2 x 7% = 30% – 14% = 16% [Read more…]

‘Swaps’ – abordagens teóricas (III)

– continuado de ‘Swaps’ – abordagens teóricas (II) –

‘Swaps’ de taxa de juro (2.ª parte)

É óbvio, a empresa podia também ir aos mercados de capital e contrair um empréstimo a taxa variável e então usar as receitas para transformar o seu empréstimo em taxa fixa. Conquanto isto seja possível, geralmente é bastante caro, porque exige a subscrição de um novo empréstimo e a recompra do empréstimo existente. A facilidade de entrar num ‘swap’ é a consequente vantagem.

O ‘swap’ especial seria um dos que permutou a sua obrigação fixa para um acordo de pagar uma taxa flutuante. Cada seis meses, concordaria em pagar um cupão com base em qualquer que fosse a taxa de juros vigente à época, em permuta de um acordo com outra parte  para o cupão fixo da empresa.

Um ponto de referência comum para compromissos de taxas flutuantes é a chamada LIBOR. Representa a LIBOR (London Interbank Offered Rate – Taxa Oferecida no Mercado Interbancário de Londres) e é a taxa que bancos internacionais mais usam para cobrar uns aos outros por empréstimos titulados em dólar no mercado de Londres. LIBOR é regularmente usada como taxa de referência para um compromisso de taxa flutuante, e, dependendo da credibilidade do mutuário, a taxa pode variar de LIBOR para LIBOR mais um ponto sobre LIBOR.  [Read more…]

‘Swaps’ – abordagens teóricas (II)

continuado de ‘Swaps –  abordagens teóricas (I)

Contratos de ‘swaps’

‘Swaps’ são parentes próximos dos contratos cambiais e de futuros. ‘Swaps’ são acordos entre duas partes para trocar fluxos de caixa ao longo do tempo. Há uma enorme flexibilidade nas formas que os ‘swaps’ podem tomar, mas os dois tipos básicos são os ‘swaps’ de taxa de juro ou ‘swaps’ de moeda. Muitas vezes estes são combinados quando o juro recebido numa moeda é trocado pelo juro noutra moeda.

‘Swaps’ de taxa de juro (1.ª parte)

Como outros derivados, ‘swaps’ são ferramentas que as empresas podem usar para facilmente mudar as suas exposições ao risco e as suas estruturas de balanço. Consideremos uma empresa que contraiu uma dívida e registou nos seus livros a obrigação de reembolsar um empréstimo a 10 anos de US $ 100 milhões de capital, a uma taxa de cupão de 9%/ano. Ignorando a possibilidade de reembolsar o empréstimo, a empresa espera ter de pagar de US $ 9 milhões anualmente, por 10 anos e um pagamento total de US $ 100 milhões no final dos citados 10 anos. Suponha-se, porém, que a empresa está desconfortável por ter esta obrigação fixa nos seus registos contabilísticos. Talvez a empresa tenha um negócio cíclico, em que as suas receitas variam e possam, decididamente, cair até um ponto em que seria difícil fazer o pagamento da dívida. [Read more…]