‘Swaps’ – abordagens teóricas (II)

continuado de ‘Swaps –  abordagens teóricas (I)

Contratos de ‘swaps’

‘Swaps’ são parentes próximos dos contratos cambiais e de futuros. ‘Swaps’ são acordos entre duas partes para trocar fluxos de caixa ao longo do tempo. Há uma enorme flexibilidade nas formas que os ‘swaps’ podem tomar, mas os dois tipos básicos são os ‘swaps’ de taxa de juro ou ‘swaps’ de moeda. Muitas vezes estes são combinados quando o juro recebido numa moeda é trocado pelo juro noutra moeda.

‘Swaps’ de taxa de juro (1.ª parte)

Como outros derivados, ‘swaps’ são ferramentas que as empresas podem usar para facilmente mudar as suas exposições ao risco e as suas estruturas de balanço. Consideremos uma empresa que contraiu uma dívida e registou nos seus livros a obrigação de reembolsar um empréstimo a 10 anos de US $ 100 milhões de capital, a uma taxa de cupão de 9%/ano. Ignorando a possibilidade de reembolsar o empréstimo, a empresa espera ter de pagar de US $ 9 milhões anualmente, por 10 anos e um pagamento total de US $ 100 milhões no final dos citados 10 anos. Suponha-se, porém, que a empresa está desconfortável por ter esta obrigação fixa nos seus registos contabilísticos. Talvez a empresa tenha um negócio cíclico, em que as suas receitas variam e possam, decididamente, cair até um ponto em que seria difícil fazer o pagamento da dívida.

Suponha-se, também, que a empresa ganha um montante das suas receitas através do financiamento da aquisição de seus produtos. Normalmente, por exemplo, um fabricante pode ajudar a financiar os clientes, nas compras de seus produtos, através de um crédito subsidiário ou de operações de ‘leasing’ (locação financeira). Geralmente, estas condições dizem respeito a períodos relativamente curtos e são financiados com algum prémio sobre a taxa de juro de curto prazo prevalecente. Isto coloca a empresa em posição de ter as receitas a flutuar para cima e para baixo segundo a evolução das taxas de juros, enquanto seus custos são relativamente fixos.

Esta é uma situação clássica onde um ‘swap’ pode ser usado para compensar o risco. Quando as taxas de juros sobem, teria de pagar mais sobre o empréstimo, mas estaria a fazer mais pelo financiamento do produto. O que a empresa realmente preferiria é ter um empréstimo de taxa flutuante no lugar de um empréstimo a taxa fixa. Pode usar um ‘swap’ para realizar esse objectivo.

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