
Num momento em que a sociedade portuguesa se rege cada vez menos por valores e princípios, urge fazer o elogio a quem o merece. Ricardo Sá Pinto revela uma coerência ímpar desde que é conhecido no mundo do futebol, mostrando que não é daqueles que pauta a sua actuação pelos interesses do momento ou por tacticismos tão artificiais quão prejudiciais para a verdade desportiva.
Ricardo Sá Pinto resolve o problema sempre da mesma maneira: à bordoada. Foi assim quando Artur Jorge não o convocou para a Selecção Nacional, foi assim quando foi expulso no último jogo da sua carreira (que melhor forma de terminar uma carreira recheada de êxitos?), foi assim ontem com Liedson.
Quem pode condenar um Homem que se limita a dar tudo o que tem dentro de si? Quem pode condenar um Homem que não tem vergonha de esconder os seus mais nobres sentimentos? Quem pode condenar o verdadeiro Menino Guerreiro?
Tivéssemos à frente do país gente desta e Portugal seria muito melhor. Já estou a imaginar, na reunião semanal que se realiza no Palácio de Belém, o Presidente da República a esbofetear furiosamente o Primeiro-Ministro por causa das escutas; ou Jaime Gama, no Parlamento, a levantar-se do seu lugar para pontapear um Deputado que não obedecera à sua ordem para terminar o discurso; ou Maria de Lurdes Rodrigues a torturar um funcionário titular da FLAD que não aceite avaliar um colega seu que não é titular.
Doa a quem doer, esta é a mais pura das verdades, daí que não se perceba a demissão do Sporting desta inquestionável figura do futebol português. Sá Pinto forever!






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