
Efectivamente, brutal. A ver vamos.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Efectivamente, brutal. A ver vamos.

Já aqui falei sobre a violência policial que pudemos assistir nas imediações do Estádio de Alvalade no dia do clássico entre o Sporting e o FC Porto. Deixei aqui testemunhos de vítimas que relatam o terror que se viveu e acesso a links nos quais podem ver a brutalidade policial.
Ontem, recebi esta notícia. Além de ser uma mentira, é uma forma cobarde de sacudir a água do capote. A polícia que causou feridos e que mandou pessoas para o hospital, pessoas essas que estavam a celebrar, inclusive mulheres e crianças, como se pode ver pela imagem, passa ainda como elemento importante para acabar com confrontos. A mesma polícia que mete uma criança desesperada à procura do pai num cenário de guerra. Tudo por causa de confrontos que não existiram.
Como é que me vou sentir seguro nas imediações dos estádios, com os meus a comer, a beber, a cantar… Se corro o risco de ser agredido pela polícia sem ninguém me defender?
[Read more…]Segunda-feira, foi dia de Sporting vs FC Porto. Como sabem, eu sou portista. É um jogo quentinho, é um jogo que nos coloca a semana toda com uns sentimentos estranhos que vão do “é desta que goleamos os gajos” ao “vamos perder o campeonato aqui”. Coisas de adepto da bola que deixa a emoção sobrepôr-se à razão, mesmo reconhecendo por vezes.
Levo quase 10 anos de jogos de futebol. São muitos anos a levar com uma indústria altamente minada, com estádios sem condições para visitantes, com revistas abusivas, com policias desejosos por ter um alvo fácil. Tanto me cansei, que apesar de ter ido a Alvalade, aproveitei o facto de estar a viver em Lisboa para falar com um grande amigo meu sportinguista. Em vez de ir para aquele cortejo em que somos tratados como ovelhas, fui para as rulotes que estavam repletas de adeptos do Sporting. Fui tratado de uma forma irrepreensível. O ambiente estava incrível, típico de clássico. Umas tochas se abriam de vez em quando, muitos telemóveis a filmar, muita gente orgulhosa do ambiente que se vivia ali. Se me custou? Não, porque tenho mais de 15 anos e percebo o que vai naqueles corações. O amor ao clube pode ter cores diferentes, mas é entendido por quem partilha desta doença.

Eu era um daqueles gajos que tinha a certeza absoluta que Cristiano Ronaldo acabava a carreira em Portugal. O dinheiro há muito que não é problema, o Sporting foi o clube que o formou e apresentou ao mundo do futebol, e Ronaldo, acreditava eu, seria o bigger man, aceitaria uma redução salarial e terminaria a carreira como herói aclamado de Alvalade. Talvez um dia dessem o seu nome ao estádio.
A verdade é que não sei se o Sporting estaria interessado em receber Ronaldo, mais ainda numa fase em que as polémicas ultrapassam claramente a magia dentro das quatro linhas. Mas custa-me a crer que o Sporting, ou clube algum em Portugal, incluindo o meu Porto, recusasse o melhor jogador português de todos os tempos.
Não! Ninguém pára Porro e Nuno Santos faz o terceiro em Frankfurt.
Efectivamente, há resistência, mas não é silenciosa.


Percebe-se bem o crescimento da extrema-direita, quando olhamos para a forma como o ódio se propaga no futebol, no seio do qual individualidades muitíssimo inteligentes concluem que insultar em massa um jogador vai fazer com que jogue melhor. Não admira, portanto, que o CH tenha sido cozinhado num programa de “debate” futebolístico, nessa ágora de erudição que dá pelo nome de CMTV.
Não sou do Sporting, não vi o jogo com o Braga e não reconheço a cara do Ricardo Esgaio se o vir na rua, mas tem toda a minha solidariedade. Já os adeptos de futebol chegados de 500.000 AC deviam ter acesso bloqueado às redes sociais. Desejar a morte de alguém por um erro num jogo de futebol é estar ao nível de um neo-nazi. Não tem espaço numa sociedade democrática e, seguramente, não encaixa nos parâmetros de liberdade de expressão. É, isso sim, discurso de criminoso.

Ontem foi dia de Sporting vs FC Porto. E a coisa começou antes. Mal o FC Porto chegou a Lisboa, em pleno Aeroporto começou a palhaçada. Uma qualquer alma exigiu que fosse feita uma medição da temperatura a toda a comitiva. Valeu a intervenção da polícia – e já agora, o Francisco J. Marques caladinho era um poeta…
Mais tarde, durante a madrugada, um bando decidiu antecipar os festejos de Santo António junto ao Hotel do Porto e toca a lançar foguetes e petardos. Depois, mal o jogo começou, a claque do Sporting decidiu que afinal além do Santo António, toca a festejar também o São João e entraram as tochas em acção. Para a seguir, bolas de golfe. Já o jogo tinha terminado e “bora lá” agredir um jornalista da SporTV.

Isto tudo com realização e produção dos adeptos do clube dos viscondes, aquele clube que gosta de afirmar que os outros são uns arruaceiros e eles uns meninos de coro. Não, não são. Nada os distingue dos mesmos meninos do Benfica ou do Porto. Nada. Como nada distingue o Conde das Forças Armadas da restante tribo de dirigentes da bola. Um hipócrita. Agora, comparem quando o mesmo tipo de atitudes são levadas a cabo pelos meninos do FC Porto. Comparem.
Bem, quanto ao que interessa, o futebol, o FC Porto ofereceu dois manjericos ao Sporting. O que se justifica tal a vontade de festejar os santos populares demonstrada pelos adeptos do clube adversário. E por hoje já chega….salvo seja.
O universo do futebol, como qualquer universo, contém monumentos espectaculares e lixeiras a céu aberto, artistas geniais e gente pouco recomendável.
Há, neste universo, muita gente a fazer figuras tristes. Neste mesmo universo, são sempre os outros que fazem figuras tristes e nunca os nossos. Os nossos, no máximo, reagem a provocações, os outros é que são violentos, desonestos e malcriados.
O último Porto-Sporting ficou marcado por vários episódios tristes, com direito a final apoteótico, no pior sentido da palavra.
Acabado o jogo e recolhidos jogadores, treinadores e dirigentes, eis que todos iniciaram o discurso da culpabilização alheia, reclamando virtudes próprias e escarrando defeitos alheios.
Frederico Varandas, que sempre teve mau perder ou mau empatar, usou a sala de imprensa do Dragão para atribuir as culpas de todos apenas a Pinto da Costa. Do outro lado, os portistas, oficiais e oficiosos, defenderam o presidente portista, erguendo o pendão dos títulos alcançados, quando o que estava em causa era o contributo, directo e indirecto, que tem dado para a lixeira a céu aberto que é o universo do futebol. [Read more…]

A declaração à imprensa de Frederico Varandas no final do jogo entre o FC Porto e o Sporting é um verdadeiro tratado de manipulação. Expectável e até compreensivo.
O ainda presidente do Sporting vive na angústia e no medo. Não é fácil ser presidente de um clube do tamanho do Sporting, o terceiro maior clube português tendo contra si a principal claque do clube, a Juventude Leonina. Uma claque conhecida pela sua violência, cujos acontecimentos de Alcochete vieram apenas sublinhar o que todos no mundo da bola já sabiam. Ora, Varandas ganhou as eleições com um discurso duro contra os membros desta claque a quem apelidava de guarda pretoriana do anterior presidente, Bruno de Carvalho. Após a sofrida vitória, procurou cortar o mal pela raiz. A juventude leonina nunca lhe perdoou. Mesmo com a vitória no campeonato a coisa amainou mas não acabou. Temos que ter a noção de que não é fácil para a família de Varandas conviver com o medo, com as constantes ameaças e o perigo que é estar na mira dos elementos mais violentos do futebol. Quem conhece o mundo das claques dos grandes clubes percebe melhor do que estou aqui a falar.
Ora, Varandas precisava desesperadamente de algo que fizesse aproximar as partes. É preciso encontrar um inimigo e transforma-lo em inimigo comum. A vitória nas próximas eleições internas está mais que garantida mas a paz com os elementos mais violentos do clube ainda está longe. Ou estava.

Ontem foi dia de jogo grande. O que começou por ser um jogo de futebol, acabou numa batalha campal. No jogo jogado vimos uma equipa a tentar ganhar, o FC Porto e outra a procurar não perder o campeonato logo em Fevereiro. Pelo meio um árbitro sofrível que conseguiu prejudicar as duas equipas. Propositadamente? Não me parece. Não é fácil para ninguém este tipo de jogos. E se os jogadores falham…
Não vou discutir a grande penalidade não assinalada nem o amarelo mal dado. Não. Nem vou discutir a batalha campal final. Foi feia? Foi. Mas quem não? Caso único? Não. Nem é um exclusivo nosso e nem será a última vez.
Depois de tudo isto ter acontecido e quando as coisas estavam mais calmas, com os dois treinadores a colocar água na fervura e ambos a explicar que tinha sido uma vergonha e que todos tinham culpa no acontecido, o presidente do Sporting vai à conferência de imprensa e acrescenta gasolina a um fogo que estava quase extinto. A que propósito? O “Conde das Forças Armadas”, no seu subconsciente, não acredita na capacidade da sua equipa para recuperar os seis pontos de atraso. Só isso justifica o triste papel representado. Um bom exemplo do “calimerismo” nacional que tantas vezes o Fernando Nabais descreveu aqui no Aventar.
Os adeptos do Sporting gostam? É possível. Bater em Jorge Nuno Pinto da Costa é um dos desportos preferidos de muito boa gente. Culpar o FC Porto de tudo e um par de botas, também. O problema é saber se resulta. Não me parece. Até pela forma como o FC Porto se une nestes momentos. Só que não deixa de ser de uma irresponsabilidade tremenda. Um momento ao mais puro estilo Bruno de Carvalho.
O Conde das Forças Armadas fartou-se de criticar o seu antecessor mas ontem provou que é uma mera cópia do outro. Os longos tempos em que trabalharam juntos, em que Varandas tanto o bajulou para depois o deixar cair com estrondo não foram inocentes. O que ontem vimos foi a criatura. O criador está no BB Famosos. Tudo farinha do mesmo saco.
Bruno de Carvalho exige ser recebido por Marcelo.

O Reino Unido anunciou hoje a exclusão de Portugal da sua “lista verde”, que permitia aos turistas ingleses fazer férias em Portugal e regressar ao país sem cumprir quarentena. A decisão das autoridades britânicas, baseada na evolução dos números da pandemia, era previsível, depois daquilo que foram os festejos do campeonato ganho pelo Sporting, que agora se reflectem no aumento diário de casos em Lisboa e Vale do Tejo. Ontem, por exemplo, 50,8% dos novos casos positivos foram registados naquela ARS. No dia anterior foram 60,6%. No anterior 81,6%. And so on.
A vantagem sobre outros concorrentes do turismo, como Espanha, Itália ou Grécia, durou pouco tempo. Foi desperdiçada. E, a continuar assim, depois do outro grande evento desportivo que foi o encontro de hooligans ingleses na Ribeira do Porto, corremos algum risco de, daqui por duas semanas, estarmos a assistir a um novo pico de infectados. E, eventualmente, mais restrições. Internas e impostas pelos países que cá vêm passar férias. Ou vinham.
E tudo isto porquê?
Fernando Medina tem-nos dado uma lição de como saber surfar a crista da onda. Isto sem que se lhe conheçam quaisquer “actividades extra-curriculares” que incluam surf ou outra variante.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa é uma espécie de camaleão político, comporta-se como o aluno do quadro de honra, querendo passar a imagem de que é dos que diz irra! quando bate com mindinho na perna da mesa.
Está, portanto, do lado certo da política: a escola do Partido (pouco) Socialista. Oportunista, dissimulado e charlatão.
Puxemos o filme atrás.
Em 2011 dizia que precisávamos de José Sócrates como Primeiro-ministro, graças à sua “liderança”, ao seu “conhecimento”, “experiência”… ou seja, quando convinha, #JoséSócratesNoComando.
Em 2021, José Sócrates traiu a confiança dos portugueses. Depois de descoberto o véu à noiva, de ter sido dito o “sim” e de tantas noites de núpcias calorosas, naquilo que parecia ser um casamento para durar, afinal era violência conjugal e, portanto, #MeToo.
Pronto, tudo bem. José Sócrates ganhou duas eleições, uma delas com maioria absoluta, perdoemos Fernando Medina por esta, tendo em conta que muitos de nós fomos enganados.
Avancemos, continuando, ainda assim, em 2011. [Read more…]

Em primeiro lugar, parabéns a todos os sportinguistas, em especial aos cá da casa, pela merecida conquista do campeonato, sem espinhas ou discussões: quem perde zero vezes durante todo o campeonato, em princípio não ergueu o troféu por obra do acaso.
Em segundo lugar, a pergunta que se impõe? Eduardo Cabrita tem nudes de António Costa? É que, a cada dia que passa, restam cada vez menos justificações plausíveis para que continue no cargo, se é que ainda existe alguma, pelo que a teoria da conspiração, neste caso, poderá não estar assim tão afastada da realidade. Alguma coisa o homem há-de ter, para que um político sabido e experiente como António Costa continue a colocar em causa a sua própria credibilidade e a do governo que chefia, como de resto se viu hoje no Parlamento, com um ministro-desastre como Eduardo Cabrita. [Read more…]

…. era um Poeta. Vamos lá ver, além de não ter razão na questão da carga policial (aconteceu o mesmo em Alvalade), esta é a hora de se dar os parabéns a quem ganhou. Não custa nada: Parabéns Sporting. O FJM não é mais portista que eu. Quando muito será tanto. E sabe perfeitamente que se o FC Porto estivesse outra vez 19 anos sem ganhar nada e fosse campeão este ano, nem a pandemia nem as cargas policiais evitariam festejos de arromba. Sabe o FJM e sabe, certamente, aquela coisa que está de Ministro da Administração Interna, o tipo que segundo o último “PodAventar – Esquerda, Direita, Volver” só ainda está ministro porque deve ter uns “nudes” do Costa. Este último e a Dona Graça não prepararam o momento. Como costume. Era assim tão difícil abrir as portas de Alvalade, de forma controlado e deixar os adeptos festejar com a equipa em segurança?
Pinto da Costa critica arbitragem do Sporting (2021)
“Falar de árbitros é estúpido, mas há muitos estúpidos” (2012)
Jorge Cruz
(Texto publicado na edição de Fevereiro de 2021 do Jornal “Palavra”, Mensal da paróquia de Reguengos De Monsaraz).

Vincent van Gogh, Woman with a Mourning Shawl [https://bit.ly/3t4tDlZ]
Mais acima vivia o vizinho Miguel, que era casado com a vizinha Maria Antónia, que morreu muito nova. O vizinho Miguel era choffeur de camionetas.
A vizinha Catarina, que era costureira, e o vizinho Lino que era canteiro de granito, viviam na casa seguinte. Era o nº 10. Mais tarde, o vizinho Lino emigrou para França, e quando voltou, já reformado, ia à pesca, numa mobillete azul que trouxera de França. Ainda fui com o vizinho Lino à pesca algumas vezes. Era um bom pescador.
Sempre a subir a rua, viviam a vizinha Ilda e o Vizinho Joaquim Barbeiro, que era barbeiro. Nessa altura, em que eu era pequenino, tinham uma vaca no quintal para dar leite. Ainda não havia leite de pacotes, e o leite era vendido à porta. Os leiteiros traziam um cântaro de zinco e um receptáculo com as medidas, dos quartilhos e meios quartilhos até ao litro.
Não é *Diretivo, jornal A Bola: é Directivo. Como o *Coletivo, jornal A Bola, é Colectivo. Mais respeito, sff.

Francisco Seixas da Costa até nem parecia ser um mau embaixador. Mas é – sejamos claros! – um javardo. Deixemo-nos de eufemismos. E os políticos que se revêem no seu estilo são isso mesmo – uns javardos.
Para além de javardo, é cobarde. Atira a pedra e esconde a mão. Não gostou que lhe respondessem à letra no Twitter, vai daí fez-se de calimero (como se os primeiros insultos não tivessem partido dele) e a seguir bloqueou a sua conta.
Para além de javardo, não sabe escrever. Revêem-se escreve-se com dois e. Com um e, fica revêm-se – se não sabe o que significa, pergunte ao seu colega Jorge Ritto.
Quando penso em Francisco Seixas da Costa, penso num dos coveiros da Linha do Tua. A mando de Sócrates e de Mexia, prestou junto do ICOMOS um trabalho essencial para a construção da barragem e para a destruição de uma das mais belas linhas férreas do mundo. Espero que tenha sido recompensado em conformidade.
Entretanto, muito atento ao fenómeno futebolístico, ficamos a saber por si que os adeptos do FC Porto são javardos e que todos os sportinguistas apoiantes de Bruno de Carvalho também o são. De fora da sanha javarda de Francisco Seixas da Costa fica Luís Filipe Vieira. Pelos vistos, o discurso por ele proferido na Assembleia Geral do Benfica há pouco tempo – «Não comprámos o filho da puta de um resultado», «Jorge Mendes não tem um caralho de um jogador, caralho» ou «Isso é merda» – não é suficiente para ser apelidado de javardo.
Pois é, senhor embaixador, o respeitinho é muito bonito.
… que até faz parecer o ex-líder da Juve Leo, Fernando Mendes, um tipo respeitável.
Não admira. É preciso não esquecer que os procuradores do Ministério Público são aqueles que tiveram a pior nota no exame do CEJ. Podiam ter chegado a juízes, mas nunca passaram de procuradores.
Embora, como é óbvio, a educação não se compre. Podes até chegar a presidente da República, não é por isso que serás mais educado do que o mais pobre que te elegeu.

Que me desculpe quem ficar aborrecido, mas só me ocorre uma coisa: face ao diz que disse que não disse que disse de Bruno Carvalho, só me ocorre que esta é a versão Trump em jeito nacional. Depois de ter dito ontem que, afinal, nunca foi sportinguista e que deixou de ser sócio, hoje afirmou que vai impugnar a Assembleia Geral de ontem e que se vai recandidatar. Este percurso errático faz-me lembrar Trump, que não tem escrúpulos em dizer uma coisa e o oposto, se preciso até no mesmo discurso. Eu não sou pessoa de bola, mas não posso deixar de sentir pena ao assistir ao definhar de uma organização centenária. É, também, uma oportunidade para sublinhar a imensa mediocridade que envolve o futebol no geral, que estica os seus tentáculos à política e aos negócios. Este caldinho tem todos os ingredientes para correr mal.

Três perguntas ao senhor Comendador:
Enquanto os holofotes mediáticos nos entretêm com o circo, o governo entreteve-se a não zelar pelo interesse nacional.
Entretanto, voltado ao tema do post, Costa, não destoando dos seus antecessores, aposta em resolver os problemas com mais legislação. Sempre fica mais simples dar a entender que a causa do problema é a ausência de legislação do que explicar porque é que a legislação existente não é aplicada.

Fotografia: Miguel A. Lopes/EPA
Olhando para aquilo que foi a época futebolística do Sporting, a coisa não correu assim tão mal. Os leões ganharam a Taça da Liga, estão na final da Taça de Portugal, fizeram uma campanha muito digna na Liga dos Campeões, apesar do fosso que existe entre o Sporting (e qualquer equipa portuguesa) e equipas como o Barcelona ou Juventus, e por pouco não conseguiu o segundo lugar da Liga Portuguesa. Apesar de Bruno de Carvalho.
Para quem quer ser campeão, claro, tudo isto poderá saber a pouco. Ou a nada. Mas também podia ter sido muito pior. Não obstante, estes resultados não justificam, nem de perto, aquilo que ontem se passou. Nada justifica. Por isso é que o lugar das pessoas que ontem invadiram a academia de Alcochete, armados como criminosos que são, e que agrediram técnicos e jogadores, é a prisão. Algo que, muito provavelmente, não irá acontecer. O que é uma pena. O lugar dos delinquentes é na cadeia, para bem dos restantes, aqueles que vivem dentro de certos limites de civilidade, e que têm o direito a viver sem o medo constante de ser aterrorizado e espancado por grunhos acéfalos. [Read more…]
Já sabíamos que os leões são muitos fortes no mundo desportivo que existe para lá do futebol. Daí até comprar o título o nacional…

Nunca falta dinheiro para salvar bancos. Nunca. Pode faltar na Saúde, na Educação, na Acção Social ou na Cultura, mas para salvar bancos, o que muitas vezes significa assumir calotes de devedores multimilionários que, pela posição que ocupam, poucos ousam incomodar, nunca falta um cêntimo.
De igual forma, nunca falta nos bancos dinheiro para salvar clubes de futebol. Pode faltar para as famílias, pode faltar para as empresas de outros sectores de actividade, mas para salvar clubes de futebol, o que muitas vezes significa assumir os custos de operações que, por mero acaso do destino, encheram os bolsos de meia-dúzia de agentes e dirigentes desportivos, também não falta um cêntimo que seja. [Read more…]
Óptimo. Este «não me candidato ao Sporting» significa a continuação de ortografia por aquelas bandas e a ausência de confusões como «agora facto é igual a fato (de roupa)».

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

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Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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