A liberdade dos mercados

Ricordi politici e civil

Levo vinte anos relendo assiduamente um pequeno conjunto de autores cujos escritos, quase todos sob a forma de máximas, apotegmas e conselhos, nos deixaram um retrato desencantado da natureza humana: Castiglione, Guicciardini, Maquiavel, Gracián, La Rochefoucauld, Chesterfield. Aprendo muito devagar, e por isso talvez demorarei a vida inteira para compreendê-los. A cada ano que passa, as releituras ganham outro sentido — e iluminam mais o presente. Foi o que senti neste serão, quando repassando Guicciardini me pareceu encontrar uma descrição lapidar do autoritarismo que se prepara sob o nome da “liberdade dos mercados”, apregoada pelos admiradores de economistas como Hayek, Mises e Friedman:

Não acreditem naqueles que pregam fervorosamente a liberdade, porque quase todos, senão todos, têm por objectivo satisfazer os seus interesses particulares; e a experiência mostra-nos claramente que se eles conseguissem obter os seus propósitos por meio de um Estado autoritário, correriam ao seu encontro”. [Read more…]

O liberalismo de Pinochet

defesa dos golpes de estado. Nada de novo. É da história, a forma de rapazes de Friedman praticarem os ensinamentos do mestre.