O ano do cancelamento de Ricardo Reis

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Ricardo Reis é um dos economistas portugueses mais reputados, dentro e fora de portas. E estava na linha da frente para ser o novo economista-chefe do FMI.

Acontece que Ricardo Reis, sendo um economista sério, independentemente daquilo que possamos achar do seu pensamento económico e político, teve a ousadia de afirmar o óbvio: que as tarifas de Trump afectariam sobretudo o regular Sam.

Trump não gostou.

Reis foi cancelado.

E a sua candidatura a economista-chefe do FMI desconsiderada.

Quem o afirma é o Financial Times, esse perigoso órgão de propaganda comunista.

Se não servir para outra coisa, que o cancelamento de Ricardo Reis sirva para que a direita democrática – sobretudo a liberal que gosta de flirtar com Mileis e Bukeles – perceba que ninguém está a salvo do fascismo pós-moderno de Trump. Agora podem ser os “socialistas”, but make no mistake: os próximos “socialistas” serão vocês. E não digam que o Niemöller não avisou.

 

A frase do dia:

“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo