Um Imposto para a Saúde ou para a Doença?

Ana Jorge é pediatra. Substituiu Correia de Campos. Uma espécie de metamorfose para adoçar a comunicação de medidas injustas no sector da ‘Saúde’. No lugar do presumido e inconveniente Campos,  Ana Jorge, de voz e sorriso maviosos, é a interprete ideal para comunicar o nefasto.

A despeito da mudança, o cerne da política de saúde do governo continua determinado e inflexível: eliminar direitos, restringir serviços e cobrar mais aos doentes. Tudo indica, novas medidas anti-sociais estão a fermentar. Agora foi a vez de Ana Jorge  divulgar a possibilidade de criar um imposto para a Saúde, no programa “Terça à Noite” da Rádio Renascença.

À parte de naturais dúvidas sobre a constitucionalidade e de outros aspectos de índole política contraditórias de um governo dito socialista, pergunto: a ser criado, deve designar-se Imposto para a Saúde ou para a Doença? A segunda hipótese é a mais rigorosa, uma vez que competirá, sobretudo, à população envelhecida e aos inúmeros doentes crónicos que a integram suportar grande fatia do imposto anunciado. Castigados por baixos rendimentos, excluídos de seguros de saúde por insuficiência de meios ou limites de idade, constituem, de facto, o segmento populacional mais exposto aos efeitos da penalização fiscal – aplicável predominantemente a doentes, sublinhe-se. [Read more…]