Afinal quem foi engrolado?

A extrema-direita insurgente e blasfema acha que lhe caiu no sapatinho um Artur Baptista da Silva. Vai-lhes custar a entender como o presente estava envenenado.

Não querem contra-argumentar em relação ao que o homem disse (e que é de senso comum), tal como Pires de Lima comeu e calou num frente-a-frente televisivo  A festa surge porque podem atacar ad hominen, com razão, convenhamos, embora não tão extensível como pensei inicialmente em relação ao jornalista Nicolau Santos (um homem, que soube admitir o seu erro, coisa que nem sequer entendem, os fanáticos desconhecem a remota possibilidade de perderem a razão): a responsabilidade principal cabe a um desses clubes lisboetas onde se janta numa anglo-tradição de snobs, e pelos vistos um cartão de visita chega perfeitamente como credencial. Curiosamente não enrolou a Associação Abril, horror dos horrores, podia ao menos ser uma colectividade de Novembro,

Eu levo com o clássico argumento insurgente: faltam-me “uns rudimentos de economia”, e isto vindo de uma casa onde se confunde diariamente finanças e gestão com economia política e a ignorância sobre e História Económica e Social é crassa, esgotado o catecismo de Viena. De caminho levo com uma inovação vocabular, “engrupido“, seja lá o que isso for na língua em que foi imaginado. Nada de novo onde já me foi explicado que como professor de História do secundário não estava à altura dos doutos, por sinal ignorantes. [Read more…]