Sem ninguém

2 de Novembro, Dia dos Fiéis Defuntos. Pensei naqueles que não têm ninguém que os recorde, que deles sintam saudades e que por eles chorem. Aumentou em Portugal o número de corpos não reclamados (sem-abrigo, toxicodependentes, imigrantes, etc.). Mortos que ninguém chora.

A vida parece ser injusta para tantos seres humanos. Uns muito amados e saudados, merecedores até de homenagens e prémios póstumos ao fim de um ano, de dez, de cinquenta… Queria dar um bem-haja ao serviço prestado pela irmandade, de São Roque que, para muitos, é a única família presente no funeral. Tratam de providenciar ao falecido uma despedida digna. Manifestam também que aquela criatura significou, com toda a certeza, algo para alguém nalgum momento: algum gesto seu, um olhar, uma palavra. Por isso, terá valido a pena a sua vida!