Sem ninguém

2 de Novembro, Dia dos Fiéis Defuntos. Pensei naqueles que não têm ninguém que os recorde, que deles sintam saudades e que por eles chorem. Aumentou em Portugal o número de corpos não reclamados (sem-abrigo, toxicodependentes, imigrantes, etc.). Mortos que ninguém chora.

A vida parece ser injusta para tantos seres humanos. Uns muito amados e saudados, merecedores até de homenagens e prémios póstumos ao fim de um ano, de dez, de cinquenta… Queria dar um bem-haja ao serviço prestado pela irmandade, de São Roque que, para muitos, é a única família presente no funeral. Tratam de providenciar ao falecido uma despedida digna. Manifestam também que aquela criatura significou, com toda a certeza, algo para alguém nalgum momento: algum gesto seu, um olhar, uma palavra. Por isso, terá valido a pena a sua vida!

A maturidade dos mais novos e o quarto mandamento

Escrevo este texto enquanto a filha médica toma conta de uma súbita doença da mãe médica.

É o Quarto Mandamento dos Cristãos e Muçulmanos em ação. Lamento a doença, mas é um facto que apoia o meu argumento. A mãe era para viajar, a doença não lhe permitia. A filha ordenou e a mãe obedeceu. Há maturidade na mais nova, aprendida dos seus ancestrais.

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