João Pereira Coutinho, o idiota útil

João Pereira Coutinho quando pretende ser idiota não precisa de se esforçar muito, a coisa flui-lhe naturalmente. Outras vezes é propositadamente idiota com intenção utilitária, de tipo tarefeiro ideológico. É o caso desta crónica que publicou no Correio da Manhã, com o título muito apropriado de “Delírios”.

E porque é que o delirante João Pereira Coutinho é um idiota útil? Porque – ainda que faça uma pergunta pertinente (ou precisamente por causa disso) cuja resposta servirá sempre para levantar dúvidas e não chegar a conclusão alguma – a utiliza para esconder o fulcro das questões e evitar, desse modo, abordá-las.

Ao pretender reduzir a discussão da cimeira Rio + 20 ao aquecimento global antropogénico, João Pereira Coutinho lança uma cortina de fumo sobre aquilo que este tipo de cimeiras deve e deveria realmente debater: a sustentabilidade dos recursos, o aumento populacional, a democratização do consumo à escala global, a redistribuição, a equação energética, a plausibilidade da manutenção de modelos desenvolvimentistas baseados no crescimento constante pelas vias da produção e do consumo, as políticas de cariz ecológico e ambiental (não é por algumas expressões estarem desgastadas  e vilipendiadas que deixaram de significar precisamente o que significam) que o futuro exigirá para que a viabilidade da vida humana no planeta se mantenha em termos conjunturalmente equilibrados.

João Pereira Coutinho faz-me lembrar as igualmente delirantes autoridades da Carolina do Norte, também elas estúpidas, idiotas e com uma perspectiva “utilitária” da sua própria estupidez. [Read more…]