João Pereira Coutinho, o idiota útil

João Pereira Coutinho quando pretende ser idiota não precisa de se esforçar muito, a coisa flui-lhe naturalmente. Outras vezes é propositadamente idiota com intenção utilitária, de tipo tarefeiro ideológico. É o caso desta crónica que publicou no Correio da Manhã, com o título muito apropriado de “Delírios”.

E porque é que o delirante João Pereira Coutinho é um idiota útil? Porque – ainda que faça uma pergunta pertinente (ou precisamente por causa disso) cuja resposta servirá sempre para levantar dúvidas e não chegar a conclusão alguma – a utiliza para esconder o fulcro das questões e evitar, desse modo, abordá-las.

Ao pretender reduzir a discussão da cimeira Rio + 20 ao aquecimento global antropogénico, João Pereira Coutinho lança uma cortina de fumo sobre aquilo que este tipo de cimeiras deve e deveria realmente debater: a sustentabilidade dos recursos, o aumento populacional, a democratização do consumo à escala global, a redistribuição, a equação energética, a plausibilidade da manutenção de modelos desenvolvimentistas baseados no crescimento constante pelas vias da produção e do consumo, as políticas de cariz ecológico e ambiental (não é por algumas expressões estarem desgastadas  e vilipendiadas que deixaram de significar precisamente o que significam) que o futuro exigirá para que a viabilidade da vida humana no planeta se mantenha em termos conjunturalmente equilibrados.

João Pereira Coutinho faz-me lembrar as igualmente delirantes autoridades da Carolina do Norte, também elas estúpidas, idiotas e com uma perspectiva “utilitária” da sua própria estupidez. Como lhe dou o bónus de não o supor apenas um idiota natural, considero-o o idiota útil, aquele que tapa o sol com uma peneira em nome dos interesses de outros.

Que outros? Nem ele sabe exactamente. Sabe apenas que defende uma ideologia que, para se perpetuar enquanto pode, precisa que algumas questões ou evidências sejam negadas por tanto tempo quanto lhes seja possível.

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Segundo o meteorologista açoriano Anthymio já reformado e grande profissional, o planta está a entrar numa milenar ERA DE FRIO – mas concorda em que este aquecimento anormal e inesperado é possível da a concentração de poluentes dos automóveis e indústria que fazem capacete denso que dificulta a entra da energia solar (só entra no planeta 40% pois que o resto fica na estratisfera e atmosfera e ao solo só chega, se chega 40% e destes, uma parte fica no mar e nas matas e nos animais que a consomem e vão até à terra e alimenta a VIDA – depois 10% volta à atmosfera por irradiação- é um vaivém que se altera com a qualidade do ar – e as compomentes gasosas no capacete impeder a energia do sol que aquece demais -mas não impede que se caminha para Era de frio de milhares de anos (glaciação e se virmos o nosso vale glaciar da serra da Estrela e as pedras partidas umas contra as outras (ai o nome técnico será cascalheira-vê-se na NET) além de que o VIDOEIRO é a árvophe das latitides geladas que na glaciação anterir não deveria descer táp baixo mas desdeu até às Serra da Estrela – é linda e pode-se confundir com o choupo de casca branca muito brana e nós pretos espécie que juntamente com a cascalheira atesta o vale glaciar de Gouveia – assim há uma espécie de “contradição já que há milhares de anso os homrns não tinham a poluição das modernas tecnologias – se o ar for limpo e creio ninguém estar interessado e menos ainda a Xina e India pelo que céu azul e linpo como havia ainda na dácada de 80, acabou até porque a densidade do capacete impede a circulação verticar da atmosfera – assim aprendi com Anthymio e um lindo livrinho de artº amigo que n~´ao sei como me desapareceu e mostrabva as alterações por faixas do globo – e assim crei oq se queremos melhor clima depende do que se faz ou não e a ECO92 em NY e o Rio+20-Lisboa disseram o que estava errado mas não como remediar porque os países poluentes não tªem interesse e a isso acrescentamos os acidentes como os de Fucushima – por mi8m o exercício de um dia sem carros e interessante é que há os transportes colecivos e um dia não é nada para tentar fazer dispersar 100 anos de mandar gases para o ar – o plena é rápido mas não tanto – e temos o calor dos motores dos carros e de tudo o que faz calor e que usamos – só um rígida lei poderia ajudar.-nos e limpar mais o ar e temperatura +++ etc – por mim calor mata-me e repirar ozono em vez de oxigénio faz-me mal a mim e aos bébés – só caba a cada um fazer a sua parte porque quem governa não fará nunca nada a não ser leis e papeis e conversa fiada-mcor

    • António Martins says:

      Chi, Maria Celeste, além de escrever mal Português, que grande confusão vai nessa cabeça….

  2. asCético says:

    Penso que nestas cimeiras há quem tenha boas intenções e há quem, a partir da instalação do alarmismo queira impor uma ideologia e um controlo sobre os recursos naturais. Não acredito muito nas boas intenções das ONG ambientalistas. São políticos como os outros, mas com a agravante de seguirem uma ideologia baseada em dogmas científicos, que uma vez aceites pelas pessoas legitimarão todo o tipo de políticas que tenham como objetivo a salvação do mundo!

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