Leica

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Leica é a máquina que queremos ter quando formos grandes, embora a maioria de nós não o consiga. Leica é a máquina que todas as outras máquinas querem ser quando forem grandes, embora nenhuma consiga. Há quem pense que é um luxo, mas, fora alguns exemplares criados para coleccionadores desvairados, as Leicas são caras – muito caras, ai, ai – porque são incrivelmente boas, porque estão à beira do que é humanamente possível fazer de melhor nestes domínios.

Sempre foi assim. Há quarenta anos, um administrador da marca, admirando filigranas minhotas, teve a intuição de que a gente que fazia aquelas peças delicadas e magnificas seria a ideal para fazer os seus complexíssimos sistemas ópticos e máquinas fotográficas. E assim acontece desde então. Nas mãos dos melhores fotógrafos do mundo estão Leicas feitas em Portugal. A marca, contra as expectativas reinantes, acaba de inaugurar mais uma fábrica em Vila Nova de Famalicão, num investimento de dezenas de milhões de euros apostando, mais uma vez, em mão de obra de qualidade. Nos tempos que correm, esta é uma boa notícia. E lembra-nos que certos anti- germanismos generalizantes que andam por aí deviam pensar melhor. Os preconceitos nunca acertam.