Leica

leica

Leica é a máquina que queremos ter quando formos grandes, embora a maioria de nós não o consiga. Leica é a máquina que todas as outras máquinas querem ser quando forem grandes, embora nenhuma consiga. Há quem pense que é um luxo, mas, fora alguns exemplares criados para coleccionadores desvairados, as Leicas são caras – muito caras, ai, ai – porque são incrivelmente boas, porque estão à beira do que é humanamente possível fazer de melhor nestes domínios.

Sempre foi assim. Há quarenta anos, um administrador da marca, admirando filigranas minhotas, teve a intuição de que a gente que fazia aquelas peças delicadas e magnificas seria a ideal para fazer os seus complexíssimos sistemas ópticos e máquinas fotográficas. E assim acontece desde então. Nas mãos dos melhores fotógrafos do mundo estão Leicas feitas em Portugal. A marca, contra as expectativas reinantes, acaba de inaugurar mais uma fábrica em Vila Nova de Famalicão, num investimento de dezenas de milhões de euros apostando, mais uma vez, em mão de obra de qualidade. Nos tempos que correm, esta é uma boa notícia. E lembra-nos que certos anti- germanismos generalizantes que andam por aí deviam pensar melhor. Os preconceitos nunca acertam.

Comments


  1. Nunca pude ter ! Será desta ?

  2. Konigvs says:

    “Vê isso na Leica” uma das frases que relembro dos tempos em que era capitalista porque tinha um emprego. Leica era o microscópio lá do sítio.

  3. Antonio Caldeira says:

    O que dirão os iluminados da economia sobre os índices de produtividade desta fábrica. De lá sairão por dia umas dezenas de câmaras ao passo que numa qualquer fábrica do oriente sairão milhares…
    Mas Leica há só uma embora também insistam chamar o mesmo a algumas Panasonic.


  4. NÃO DUVIDO QUE A LEICA SEJA A MELHOR MÁQUINA FOTO
    GRÁFICA DO MUNDO , TALVEZ NA QUALIDADE DE LENTES .
    CLARO QUE É UM ORGULHO PARA PORTUGAL CONTINUA
    REM A SEREM FEITAS EM PORTUGAL . TALVEZ UMA DAS MUI
    TO POUCAS EXCEPÇÕES DE QUE NOS POSSAMOS ORGU
    LHAR . TODAVIA , HÁ OUTRAS BOAS MARCAS NO MUNDO ,
    PARTICULARMENTE NO JAPÃO , CUJO NOME NÃO DIGO PA
    RA NÃO FAZER PUBLICIDADE OU DENEGTIR A IMAGEM DA
    LEICA . SÓ , QUE NO MEU CASO , ME SENTI REVOLTADO QUE O FAMIGERADO CAVACO FOSSE INAUGURAR ESSA GRANDE FÁBRICA À QUAL DESEJO OS MAIORES E MELHO
    RES SUCESSOS.SÓ QUE ESSE SUJEITO FAZ-ME LEMBRAR
    O SINISTRO SÓCRATES , PORQUE PERMITIU PROMOVER A CORRUPÇÃO E A MINHA DESTRUIÇÃO .
    SEMPRE FUI UM ADEPTO DA FOTOGRAFIA DESDE MIÚDO
    E TIVE UM VALIOSO E BEM COMPLETO EQUIPAMENTO FO
    TOGRÁFICO , QUE , INFELIZMENTE , MUITOS FOTÓGRAFOS PROFISSIONAIS NÃO TINHA OU NÃO PODIM TER , COM O QUAL TIREI MILHARES DE FOTOGRAFIAS PARA O PSD NO TEMPO DO SINSITRO CAVAQUISMO , SEM NADA COBRAR , PORQUE INFELIZMENTE , DEVIA TER SIDO NA ALTURA O MAIOR ACTIVISTA DO PSD , LUTANDO SOBRETUDO CON
    TRA O COMUNISMO ESTALINISTA E POR CAUSA DISSO , COMEÇOU A MINHA DERROCADA , PERSEGUIDO PELOS COMUNISTAS DA CÃMARA DE ALMADA E PELOS CAVAQUIS
    TAS , QUE NÃO ADMITIAM CRÍTICAS ,
    AMBOS ERAM DIATADORES ESTALINISTAS ..
    TIVE QUE VENDER TAL CONJUNTO FOTOGÁFICO , POR QUESTÕES FINANCEIRAS , QUE HOJE GRANDE FALTA ME FAZ . FOI A PAGA DOS DEMOCRATAS PERSEGUIDORES DO CAVAQUISMO .
    OXALÁ NUNCA ACONTEÇA O MESMO Á LEICA , QUE CREIO ,
    INFELIZMENTE , JÁ TER PASSADO TAMBÉM POR MOMEN
    TOS DIFÍCEIS , Á QUAL DESEJO BOA E ETERNA VIDA .

  5. Nascimento says:

    Qual filigrana?Mas quem é que te contou essa história?Teve e tem, com o tipo de areias e aguas, na realizaçao/luminosidade das LENTES… o resto veio por acrescimo !aiaiaiai

  6. Nascimento says:

    Já agora, a M9, fica a anos luz em materia de digital, no que toca ás performances de outras marcas.
    O que está sempre á frente? as lentes…claro!!
    Eles que bem se têm “esforçado”, mas…

  7. Nascimento says:

    então toto lanças a postada e não tens argumentos técnicos? Só prova que neste blogue do Aventar, que és uma besta ignorante tecnicamente. Vieste para aqui ladrar, armar ao bonitinho, para acudir à economia Alemã; olha fodeste-te, porque de fotografia não percebes um boi. Foste! Para a próxima estuda mais um bocadinho de técnica fotográfica. Os engraçadinhos lambem o rabo e cheira-lhes sempre a flores. Ordinário? Eu? Sim, mas perante asnos não há outra resposta


  8. Um “brinquedo” para quem gosta de fotografia.
    Gostaria… mas são caras. 🙂


  9. Por só agora ter podido ler estes comentários, não tive oportunidade de lhes dar qualquer resposta que se adequasse. De resto, não tenho hábito de comentar os meus próprios textos, a não ser que alguma das pessoas que têm a amabilidade de os ler me interpele. Um post pode ser – e a maioria das vezes é – um pretexto para opinar e trocar pontos de vista. Se tivermos sorte, de aprender uns com os outros. Por isso, sr. Nascimento, devo dizer-lhe que nem suspeitei que os seus dois primeiros comentários convocassem um debate “técnico”, já que de técnico pouco têm, mas a afirmação de convicções pessoais. Depois do terceiro comentário, como calcula, não há conversa possível. Nem me parece que o sr. alguma vez a desejasse. Aos outros leitores que tiveram a amabilidade de comentar, gostaria de sublinhar que, mais do que discutir tecnologia, relevo o facto de uma empresa de elevado nível de valor acrescentado investir, neste momento, em Portugal. A referência que fiz à qualidade da mão de obra e a sua relação com as filigranas é retirada de um escrito do, na altura, presidente da empresa que, note-se, se instalou no nosso país há cerca de quarenta anos, quando a tecnologia digital aplicada à fotografia não era nem uma hipótese. Quanto a ela ser alemã, é-me indiferente. Rejeito qualquer forma de xenofobia ou maniqueísmo nacionalista.


  10. Ainda um ponto, em relação à pertinente observação de António Caldeira. Tem razão na piada à Panasonic. Na verdade, embora em Portugal se fabriquem os produtos verdadeiramente Leica (nomeadamente as linhas M e, tanto quanto sei, a nova S, para além de outros produtos ópticos de elevada qualidade – não esquecendo que a antiga M6 tinha mais de 400 peças móveis de alta precisão – daí a necessidade de uma mão de obra de qualidade), a Leica, por razões prováveis de sobrevivência, têm, já há alguns anos, um protocolo com a Panasonic, que incide, sobretudo, sobre as gamas compactas que usam, na linha Lumix, lentes Leica que ostentam a marca por serem fabricadas – provavelmente pela Hoya – com as especificações e concepção da marca alemã. E, se quer que lhe diga, quando saem modelos gémeos de uma e outra marca, duvido que valha a pena comprar a Leica, já que o que se paga a mais são alterações insignificantes de software e a marcazinha vermelha para os que gostam de ostentar estatuto social. Ainda há dias, comparando os dois novos modelos “bridge”, Leica V-LUX4 e Panasonic DMC-FZ200 – ambas muito interessantes para quem prefere este tipo de máquina – não encontrei razão para uma diferença de 300 euros entre as duas (660 – 960). Mas a grife vermelha é irresistível para muitos. Sempre podem sonhar que têm uma Leica a sério. Como as que são feitas cá…

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