Na realidade, Lost (Perdidos) não chegou ao fim

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Pronto, acabou. Lost (Perdidos) chegou ao fim. Ponto final numa das mais relevantes séries televisivas das últimas duas décadas. Foram mais de 100 episódios, distribuídos por seis temporadas, que entusiasmaram e decepcionaram, que agradaram e irritaram. Lost deu-nos tudo isso. Foi brilhante, como em toda a primeira temporada, foi banal, como nalguns episódios da terceira época. Mas sempre provocadora. Além de misteriosa. E intrigante.

Que não haja dúvidas. Lost não é ‘só’ uma série televisiva. É algo mais. Desde o dia em que o voo Oceanic 815, que ligava Sydney a Los Angeles, caiu numa misteriosa ilha do Pacífico, até ao último segundo, acompanhamos a vida de um grupo de sobreviventes, conhecemos os respectivos passados, uma existência atribulada naquele organismo vivo onde habitavam e uma potencial realidade alternativa, que até poderia ser a real, sendo que a ilha seria uma espécie de sonho estranho onde tinham ocorrido experiências esquisitas, onde era possível viajar no tempo, deslocar a própria ilha no espaço… E muito mais. Não viu a série e está confuso? Não é de espantar. Quem a viu esteve num estado de permanente confusão ao longo de anos. Especulou-se sobre tudo. Quem era Jacob? E o irmão? O que é a coluna de fumo? Quem são ‘os outros’? E a Dharma Iniciative? O que significaram os números com que Hurley ganhou o loto?

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Lost (Perdidos) em oito minutos

Lost (Perdidos) é uma das minhas séries de televisão preferidas. É claro que, depois de uma excepcional primeira temporada, reunindo do melhor que já se fez em televisão, entrou numa certa deriva esotérica e de intrincados mistérios.

Cada episódio trazia mais perguntas que as respostas que proporcionava. Às vezes chegava a irritar a ponto de quase nos deixarmos perder no enredo e ponto de quase a deixarmos. Mas quando isso estava para acontecer, como por magia, lá recuperava o fulgor e regressava ao essencial: as teias de complexas relações humanas.

Lost regressa aos ecrãs da televisão nos EUA no início do próximo mês. Em Portugal deve demorar um pouco mais.

Ora, após uma longa pausa de cerca de meio ano, esta parece a altura exacta para recordarmos o essencial que passou. Em oito minutos.

 

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