A ameaça terrorista em Portugal

Pode ser uma imagem de estrado

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Em Junho de 2025, a Unidade Nacional de Contra Terrorismo da Polícia Judiciária desmantelou o Movimento Armilar Lusitano, uma milícia de extrema-direita, de inspiração neonazi.

Esta organização terrorista, formada em 2018, defendia abertamente o uso da violência armada contra todos os seus alvos, fossem eles políticos de esquerda ou da direita moderada, imigrantes, ambientalistas ou membros de associações cívicas.

O plano, para além da consolidação do seu grupo paramilitar terrorista, incluía a criação de uma extensão política capaz de representar os seus interesses e de concorrer a eleições. No fundo, uma espécie de Hezbollah português. Resta saber quem seria o Irão destes fundamentalistas nazis.

O objectivo final, segundo a investigação da Judiciária, passava pela deposição do sistema democrático português, pela supressão do Estado de Direito e das liberdades e garantias constitucionalmente garantidas, substituindo-o por um regime totalitário inspirado pelas ideias de Adolf Hitler. Numa fase inicial, apurou a PJ, os terroristas pretendiam criar “tribunais populares” para julgar e executar aqueles que considerava responsáveis pelo “declínio da nação”, como é o caso de Nuno Markl, esse perigoso consumidor de banda desenhada.

Cada país tem o Estado Islâmico que merece.

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De uma conta a outra

(Como me escasseia o tempo para posts, peço a gentileza de eceitarem, uma vez ou outra, um post de um dos meus filhos, Marcos Cruz)

DE UMA CONTA A OUTRA

As suas contas cada um que as carregue, mas há contas sem ponta por onde se lhes pegue. Se eu pudesse pagá-la em simpatia, pois nada me importaria, só que além de eu saber que ninguém a aceitaria, sei também que não ma devolveria. Faria dela refém, e com ela ficaria, quem de mim não recebesse, a mal ou a bem, tudo quanto lhe cabia. Eu, por mais voltas que desse, só novamente a veria quando me resolvesse a pôr as contas em dia. Mas se, de repente, me saísse a lotaria, toda aquela gente me perdoaria a dívida pendente, esperando que tal simpatia, por ser de categoria, me enchesse de gratidão, a ponto de abrir a mão e, literalmente, tornar a conta corrente. Então, se eu aumentasse a quantia e, por juros de não-cobrança, lhes desse mais do que devia, até mostrar cagança poderia, que à santidade o meu bom nome subiria. Na verdade, assim é a nossa Bolsa de Valores: uma valsa de cobrados e cobradores. Quem melhor a dança é quem não tem amores para além da finança. É uma fidelidade cómica, mas dela vive o fiel da balança económica. A nós, pecadores, não nos resta outra saída senão amar a balança da vida, esperando que seja devida a frase que desde criança por todos nós é ouvida: ‘Enquanto há vida, há esperança!’.