
Li por aí, na imprensa “de referência”, que a greve dos professores é desproporcional, entre outros argumentos diminuidores, alguns até paternalistas.
Desproporcional, para mim, é ver o Estado ser um agente de trabalho precário no país, a vestir a pele de hipócrita ao exigir aos outros o que não pratica.
O Estado tem costas largas mas há nomes concretos a apontar. Costa e os seus ministros da educação são apenas os últimos. A actuação dos ministros da educação nos últimos 18 anos tem sido clara e consequente. Desacreditação da classe docente, estabelecimento de práticas que promovem o “sucesso” educativo e desorçamentação continuada.
Por isso, fazem muito bem os professores em não se habituarem. Fosse eu professor e faria o mesmo.






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