Mesmo depois de eleito um preto para presidente, nos States continuam os assassinatos de pretos, condenados à morte apenas por serem pretos. Se isto é uma democracia, eu não sou democrata.
Fotografia: Tami Chappell
Nota: antes que me venham com a música do não se diz preto, diz-se negro, de um lado ou do outro, conto uma experiência de vida: dei aulas a uma turma constituída maioritariamente por africanos, adultos. Um dia lá calhou, nunca soube policiar a linguagem, e sai-me um preto, onde deveria estar um negro. Fiquei um pouco atrapalahdo, confesso, e pedi desculpa aos presentes. Resposta imediata:
– Professor, isso não tem mal nenhum, o que conta não é a palavra, mas a maneira como a dizem. Já me insultaram chamando-me negra, e como a disse agora, aqui ninguém se ofendeu.
Isto dito com o melhor sotaque guineense.







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