Além de Barcelona

Saint Louis, Antuérpia, Los Angeles, Melbourne, Munique, Montreal, Atlanta, Sydney, Rio de Janeiro. Há que manter o rigor

Crónica do Rochedo XI – A morte de Rita Barberá

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Há uns dias vi uma reportagem do canal televisivo espanhol Antena 3 sobre Rita Barberá. Nesse momento decidi que tinha de escrever sobre a reportagem em causa. A preguiça foi adiando a empreitada. Até que ontem, Rita Barberá foi encontrada morta num quarto de hotel em Madrid.  Sofreu um enfarte, segundo o que se pode ler nos jornais espanhóis.

Vamos por partes. Quem foi Rita Barberá? Foi a presidente da Câmara de Valência (Alcaldesa como se diz por aqui) durante 24 anos, pelo Partido Popular (PP) e grande obreira das vitórias do seu partido na “Comunidad Valenciana”. Adaptando à nossa realidade, foi um dinossauro político e daqueles bem grandes – a ela muito deve o PP de Aznar e ainda mais o de Rajoy, de quem era amiga pessoal. Enquanto autarca revolucionou Valência (para o bem ou para o mal dependendo das opiniões e dos alinhamentos partidários de cada um). Uma coisa é certa, existe um antes e um depois de Barberá em Valência. E só isso já é relevante. Até que…

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Breve sumário da crise política brasileira

A era da informação trouxe-nos um obstáculo de maior quando nos debruçamos perante este tipo de acontecimentos: a cada hora que passa, o rol de informações e contra-informações que os órgãos de comunicação social nos dão a conhecer a uma velocidade, diria, de torpedo, fazem com que por vezes, o nosso discernimento sobre o ponto de situação seja cada vez mais difícil e confuso. Grande valia no mundo actual é conseguir, no meio do cataclismo informativo que nos injectam, conseguir criar uma âncora que nos permita fundar uma opinião limpa e isenta.

Sobre a actual crise brasileira, resumidamente, chego a 4 conclusões e 3 dúvidas:

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Economista britânico diz que Europa está na iminência de um ‘IV Reich’ | iOnline

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Lusa . 4 Mar 2015 – 15:22

O economista britânico Stuart Holland disse hoje em Lisboa que a Europa está “na iminência de um IV Reich”, referindo-se à situação na Grécia e à “hegemonia de Berlim” na União Europeia. 

“Temos uma hegemonia alemã que (os antigos chanceleres) Willy Brandt e Helmut Kohl não queriam. Eles não queriam uma Europa alemã, mas Angela Merkel que não tem as referências da Europa Ocidental não aceita conceitos como a solidariedade”, disse à Lusa o economista britânico, à margem da conferência “Grécia e Agora?”, que decorre na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Texto integral em http://wp.me/p29WGc-Ak

Portugal não é a Grécia

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Depois dos casos BPN, BPP, BCP, BANIF, BES, Sobreiros, Miguel Relvas, Submarinos, Vistos Gold e do seu próprio caso pessoal – contributivo e Tecnoforma -, entre muitos outros, percebe-se agora que ao insistir na ideia de que “Portugal não é a Grécia!”, Passos Coelho estava afinal a defender o bom nome e a honorabilidade do povo grego (que não as das elites dirigentes da Grécia que são iguais às nossas).

Publicado originalmente em: http://wp.me/p29WGc-Ah

Política: profissão sem preparação!

sem surpresas (mas com um certo ar de alarme)

pela primeira vez desde que tenho consciência cívica e política (desde os meus 11\12 anos) decidi não assistir a uma noite eleitoral. deixei o professor marcelo a pregar aos incautos, o dr. karamba marques mendes a adivinhar o número exacto dos próximos cortes orçamentais, a Judite de Sousa (sem ou com Montenegro; com ou sem equívoco na pessoa) num saco do Pingo Doce e a televisão desligada de forma a poupar energia e pagar menos à China Three Gorges. encontrei-me com a minha princesinha AMF e fomos ao cinema ver Grace of Monaco de Olivier Dahan. apesar da história ser batida, o filme de Dahan acaba por ser bastante interesse e, no plano técnico, é simplesmente fantástico. desde os planos à direcção das cenas, passando pelo límpido som de voz nos diálogos entre personagens.

a campanha foi degredante. do surfer rosa (bem que queria ir ver os pixies para a semana ao primavera sound mas mas todo o argent é escasso nos dias que correm) nos currículos escolares aos vírus despesistas. de reminiscências do holocausto que não foi vivido em verso à governação socratina. Até o filósofo (cientista política, teorético político) teve que se meter na querela e vir a público lavar roupa suja. Sócrates himself, teve ali uns 7 orgasmos seguidos durante os 3 episódios em que pode comentar a campanha. discutiu-se tudo excepto política europeia. discutiu-se tudo excepto os problemas que neste momento precisam de ser resolvidos na europa bem como os que estão a rebentar. como a deflação. o partido socialista ainda tentou lançar a discussão sobre a mutualização da dívida na fórmula desusada de eurobonds mas… com tamanha babugem estavam à espera que a malta andasse informada e estivesse minimamente ciente dos projectos europeus defendidos pelos candidatos?

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