Às minhas solteironas

Esta semana partiu-se de vez a velha saboneteira de porcelana, já muitas vezes remendada com supercola, que andei a empacotar e a desempacotar nas mudanças de casa dos últimos 15 anos. Era um traste inútil que eu não queria deitar fora, como não quero deitar fora todos os outros trastes inúteis que me fazem lembrar gente que já não está. A saboneteira foi um presente de emancipação de uma das minhas velhotas, a Luísa, talvez a minha preferida, e era um pretexto para manter perto de mim as minhas velhas solteironas. [Read more…]