Perguntas SemiComunas. Respostas AusteroFascistas

1. A Troyka e o Governo sabem o que estão a fazer? Sim. 2013 prova que sim, pois, contra todas as expectativas, deu-se um ligeiro crescimento. 

2. Espremer o nosso Povo, orçamento após orçamento, será a forma mais pedagógica de o levar a poupar mais, a produzir mais, a desenrascar-se cá dentro e a ir lá para fora, emigrando em massa? Sim. 2013 prova que sim. Nós emigramos para fora de Portugal. Reformados franceses imigram para dentro de Portugal e muitos outros reformados de luxo aspiram a uma vida de paz terminada em Portugal ou dividida entre as suas metrópoles e um sossegado recanto português. 

3. Será possível pagar aos credores quase sem investimento económico, com escasso crédito e elevadas taxas de juro? Sim. 2013 prova que sim. 

4. O défice do Estado poderá ser reduzido, mesmo com retracção da economia das famílias, mesmo com aperto da tesouraria das empresas, mesmo com a abstenção bancária em financiar PME, mesmo com o aumento das despesas sociais do Estado? Sim. 2013 prova que sim. A austeridade vai resultar. É preciso exportar o máximo possível, receber o máximo de turistas possível, manter a estabilidade social, isto é, dizer não a histerias e a impaciências, desimitar os gregos no que seria um gigantesco desconseguir português, atender ao máximo de sinais promissores possível e ter um discurso e uma atitude positivos. 

A Troyka e o Governo desafiam o Povo austerizado a confiar, a trabalhar no duro, a aguentar firme, e a esperar pelo melhor. Mas primeiro e antes de tudo, a austeridadezinha salvadora, o pagar aos credores toda a dívida contraída alegremente no passado. Estava escrito que seriam sempre outros Governos a fazer das nossas tripas coração para a pagar. Quem disser a verdade e fizer o que seja do interesse do Estado Português, será defenestrado. Ou não.