Hoje foi notícia no telejornal da RTP1 que os presidentes dos conselhos directivos das entidades reguladoras ganham entre 14 e 15 mil euros ilíquidos por mês (vídeo, a partir de 20:24).

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Hoje foi notícia no telejornal da RTP1 que os presidentes dos conselhos directivos das entidades reguladoras ganham entre 14 e 15 mil euros ilíquidos por mês (vídeo, a partir de 20:24).

O escritor Giuseppe Tomasi di Lampedusa deixou-nos a seguinte frase:
Algo deve mudar para que tudo continue como está.
Veio-me à memória quando li o seguinte título no ‘Público’:
Accionista da Jerónimo Martins propõe Pedro Soares dos Santos para presidente
À Sociedade Francisco Manuel dos Santos, controlada pela família Soares dos Santos, justamente por se tratar de uma sociedade, é permitido ser accionista único da sociedade anónima JM – legalmente é obrigatório o mínimo de cinco sócios (accionistas), em caso de participações individuais.
A mim, pelo menos, não me causa a menor surpresa que, à renúncia à presidência pelo pai, o também comentador político Alexandre Soares dos Santos, suceda o filho Pedro. Tenho a certeza, pois, de que a mudança familiar de merceeiro não ameaça os interesses da JM e do paraíso fiscal da Holanda que, continuará, a embolsar os impostos sobre os lucros da dita sociedade.
As organizações de Professores deram mais um passo no sentido da unidade na acção que a o vEXAME de Nuno Crato
nos exige. Este é o tempo de agir, mas não vale a pena trazer para a discussão argumentos sem sentido – eu quero lá saber o que tiveram ou deixaram de ter na, igualmente estúpida, avaliação de desempenho!
Vamos lá então, tentar sistematizar as questões:
a) Decisão política: para Nuno Crato a qualidade é uma consequência da avaliação. É assim no 1ºciclo, com o exame no fim da “antiga 4ª classe”, ou no 2º, com os exames no 6ºano. Para esta gente e, em certa medida para parte da equipa de Maria de Lurdes Rodrigues, avaliar é classificar e qualquer aprendiz na formação inicial de Professores sabe que a avaliação é muito mais que isso. Logo, o exame aos Professores é um elemento de coerência políticas nas práticas de Crato. Já o mesmo não poderemos dizer do PSD que em 2008 se colocou ao lado dos professores contra a prova.
E, em jeito de avaliação da medida política, o chumbo é mais que certo: ninguém vai tratar da poluição do Rio Tinto junto à Marina do Freixo. [Read more…]
Primeiro levaram os anarquistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
Cavaco Silva, mais uma força de bloqueio
Pensionista envia diploma da convergência das pensões para o TC

“O modelo de prova demonstra que os docentes tinham toda a razão em rejeitá-la. Quanto mais não seja, por uma questão de dignidade” (Editorial do Público).
Matias Alves, do terrear:
“Da natureza da função docente
Ora, a forma como se exerce o ensino (…) transcende a feição burocrática dos serviços públicos.
Não podem ser objecto de ordens, e reclamam antes uma fiscalização, até porque, em regra, nem são funcionários do Estado aqueles cuja acção é fiscalizada. E mesmo quando – como sucede com os médicos escolares, ou com os professores oficiais – esses indivíduos são funcionários, eles não estão sujeitos a determinações ou ordens relativas aos serviços que executam como os outros funcionários. A um professor nada se pode ordenar concretamente sobre o exercício das funções. Nenhum director geral pode dizer a um professor que ensine desta ou daquela maneira. Pode, porém, haver uma Inspecção que verifique se eles cumprem os seus deveres.
Um professor não pode deixar de ter liberdade.In António Pires Lima (1945). Administração Pública, Porto: Porto Editora”
“Pelo quadro, dou-lhe um conto de réis; pela moldura, dou-lhe cinquenta contos”, dizia o potencial comprador de um quadro medíocre ornado de uma magnífica moldura. Lembrei-me desta cena enquanto assistia à enésima referência edulcorada à memória do presidente Kennedy. Verdade, verdadinha, é que em vão procuramos entre os disparates e dislates políticos – e, até, crimes – que tal personagem protagonizou, algo que justifique a adoração e mitificação a que se assiste. Já quanto ao cenário cultural, político e social do tempo não se pode dizer o mesmo.
Final da década de 50, inicio da década de 60. É o tempo dos sonhos, do emergir de uma nova era. É o tempo das lutas pelos direitos civis nos EUA, pela libertação do Vietname, de Cuba,das colónias em África. É o emergir da juventude como sujeito social. Na música, na literatura, na arte em geral, exalta-se o novo dia. É o tempo das revoltas poéticas. Tudo parece possível. Durante algum tempo, fomos melhores do que somos. Por razões pouco claras, quer-se que Kennedy surja como uma referência iconográfica desta época. Nada mais errado. Para lá do folclore, para lá de tudo o que envolve a sua morte, Kennedy não está com os que sonham. Está com os que os transformaram esses sonhos em pesadelos.
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

Por esse motivo, Cristiano Ronaldo não jogou na *seleção. Despediu-se hoje da seleCção. Em português europeu. Efectivamente, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
O mesmo Ministério Público que se “esqueceu” dos podres do ministro Luís Neves.
O PGR foi nomeado pelo actual primeiro-ministro.
Mas alguém acredita na separação de poderes?
Os neonazis vão estar em festa na Maia. Não vai haver polícias para nos bater.
Para o presidente do FC Porto, isto é um “contacto” normal. Lembrei-me logo do inofensivo contacto do dia 16 de Fevereiro de 2016.
Efectivamente: 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; etc.
O Bochechas é um castiço.
—Diogo Hoffbauer
Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
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