1. A Troyka e o Governo sabem o que estão a fazer? Sim. 2013 prova que sim, pois, contra todas as expectativas, deu-se um ligeiro crescimento.
2. Espremer o nosso Povo, orçamento após orçamento, será a forma mais pedagógica de o levar a poupar mais, a produzir mais, a desenrascar-se cá dentro e a ir lá para fora, emigrando em massa? Sim. 2013 prova que sim. Nós emigramos para fora de Portugal. Reformados franceses imigram para dentro de Portugal e muitos outros reformados de luxo aspiram a uma vida de paz terminada em Portugal ou dividida entre as suas metrópoles e um sossegado recanto português.
3. Será possível pagar aos credores quase sem investimento económico, com escasso crédito e elevadas taxas de juro? Sim. 2013 prova que sim. [Read more…]
Eu simplesmente adoro ler Jorge Fiel, enfim, convergência de almas. Faz-me sentir como que intimamente compreendido e acompanhado neste enorme mundo minúsculo, árido e susceptível da blogopinião:
Infelizmente, é absolutamente vital para o progresso e a liberdade do País que o Orçamento do Estado para 2014 seja aprovado e posto em vigor. Qualquer um, menos o beatífico e parcial Bagão Félix, menos a privilegiadíssima social Ferreira Leite e estafermo mediático, menos o ronhoso Pacheco Pereira, menos o grande emissor de perdigotos Daniel Oliveira, menos a perene indignada Clara Ferreira Alves, menos o alarve castrato Pedro Marques Lopes, qualquer um que não tenha trabalho e não seja funcionário público, percebe o quanto a face do País está na berlinda e suspensa do dinheiro do mundo. Claro que a possibilidade de cortar unilateralmente salários e pensões é uma hecatombe social que deveria ter sido possível evitar lá atrás, no tal passado de que os meus amigos chupcialistas não querem que fale. 
Pois, 

Meu caro oponente ideológico
O que vem saindo aos bochechos acerca do Orçamento do Estado para 2014, mediante cirúrgicas e venenosas fugas de informação governamentais com vista a queimar ora o Primeiro-Ministro Portas ora o Primeiro-Ministro Passos, configura o estado absolutamente infernal em que a duplicidade do actual Governo português se move: a cooperação na coligação e a paz no seio dos actuais incumbentes é exercida segundo a lei de Talião, olho por olho, mentira por mentira, e o princípio da vingança servida a ferver e congelada.
Eu sei que o Primeiro-Ministro é fraquinho e teimoso. Eu sei. Mas a divindade faz milagres colectivos com os mais incompetentes e incapazes, com os mais covardes e estouvados, menos com os competentes e repletos de si, porque o paradoxo da realização espiritual ocorre na precisa auto-anulação e no fracasso pessoais à luz dos critérios-selva dos humanos, o ápice da realização espiritual dá-se na descida ao âmago de nós mesmos pelo inferno da derrota, pela entrega de si nas mãos do Alto, cônscios da nossa cintilante miséria no plano mais vasto de um Cosmos, provavelmente mais um grão de pó entre os Multiversos, mas em que cada coração é maior que a soma de cada um deles-Cosmos. Só mesmo o pós-morte para premiar e dar sentido absolutos a uma vida nascida e morta no lixo de Manila, nascida e morta nas minas diamantíferas de África, nascida e atolada no pântano da Incúria como é Portugal. Uma vida pessoal ou colectiva fracassada ainda beneficia da larga promessa das Bem-Aventuranças. Alguém tape a boca ao beato que aqui posta e assassine o fascista que há em mim, se há alguém no blogue que lê o blogue,
Portugal é um País extraordinário que consegue ter um Governo moribundo há dois anos e uma Esquerda Fóssil, Mumificada há quarenta com um manifesto problema de hiperventilação psíquica: exagera nos seus choques e dores de ilharga, está sempre à espera de um pretexto para se zangar e as lentes que usa para a realidade são as do eterno farisaísmo, inflexível, lapidário, aflito por partir para grandes batalhas campais contra moinhos de vento, aparecendo sempre em minoria.






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