Cheira a tapetes sacudidos

A memória é fraca. Ouvimos falar do terror que foi a ditadura, alguns de nós até o viveu, como se fosse um passado distante, bem enterrado nas profundidades do irrepetível. Nestes tempos gráficos, não será por falta de imagens que se não visualiza o que foram décadas de perseguições, assassínios, guerra e fome. Porém, as pessoas estão a aceitar a ultrapassagem de certos limites que, nos anos negros, antecederam a barbárie.

Talvez seja a ausência de medo a razão para que se permita uma nova eclosão do ovo da serpente. E só sente o medo quem vislumbra o perigo, o que acontece menos quando a memória se esbate. Por isso, sente-se no ar um certo cheiro a mofo, daqueles que resulta de se sacudirem os tapetes velhos ou de, desculpem o pleonasmo, limar velhos populismos para que aparentarem novidade. Por ora brilham, como ferro onde se passou lixa, mas acabarão ferrugentos, como ferrugentos acabaram os sonhos dos que nasceram nas décadas das ditaduras.

Comments

  1. JgMenos says:

    A dita ditadura caiu ao fim de 49 anos de forte crescecimento económico e social, mais por inépcia e falta de arrojo que por revolta popular.
    A comunada, que ao tempo formava mais que tudo uma agência soviética, montou esse cenário de terror que agora serve à esquerdalhada para acenar com fantasmas.

    Como sempre os cretinos sempre se proclamam cheios de razão, ainda que o país tenha uma economia endémica, esteja crivado de dívidas, e não se veja rumo para consolidar a parafernália de direitos e garantias que permanentemente adicionam à ementa das perfeições esquerdalhas.

    Ontem foi o 25 de Novembro, data em que a canalha esquerdalha levou nos cornos,
    Morreu gente nesse esforço.

    • j. manuel cordeiro says:

      “A dita ditadura” – revelou-se, novamente. A esquerdalhada tornou possível que vexa. escreva o que está a escrever sem consequências. Havia de ser no tempo dessa “dita ditadura” para ver onde ia parar. Excepto, claro, se estivesse do lado dos bufos e dos pides, o que me parece o mais provável.

      • JgMenos says:

        Lá vem o papão da opressão total: havia guerra e haviam agentes estrangeiros; e inépcia e falta de arrojo…

        • j. manuel cordeiro says:

          Deve ser irmão do papão da esquerda.

          Porque é que que houve guerra? Ora deixe ver… Ah! Foi por causa das ditaduras.

          • JgMenos says:

            Pois então não havia de ser por causa das ditaduras! Bastava entregar as colónias a meia dúzia de palhaços como acabou por ser feito com resultados esfusiantes de democracia e justiça social!
            Isso sim seria democracia avançada.

    • j. manuel cordeiro says:

      Sobre as dívidas, vá perguntar ao Jacinto Leite Capelo Rego, esse grande financiador do CDS. Ou ao Oliveira e Costa, delfim do PSD. Ah! espere, a corrupção é de esquerda. Especialmente da que nunca foi governo. Não vá lavar esses neurónios, não.

      • JgMenos says:

        E Sócrates e a matilha da CM de Braga, e robalos, e a maçonaria das autarquias comunas.

        E a corrupção é toda a falsidade, todo o ardil, toda a fantasia a serviço de interesses.

        • j. manuel cordeiro says:

          Não olho apenas para um lado, como vexa, que vem sempre com essa conversa da esquerda.

          • JgMenos says:

            A esquerda, diferentemente da direita, faz da corrupção um direito na medida em que CARREGA OS CORRUPTOS DE DIREITOS.
            Onde param as leis sobre o enriquecimento ilícito ou injustificado ?

          • Paulo Marques says:

            Onde param os controlos de capitais? Onde pára o fim do sigilo bancário? Onde param os perdões fiscais?

        • José Peralta says:

          Ó “menos ”

          Realmente “cheiras a môfo, como se sacudíssemos um tapete velho” !

          E…”como sempre, os cretinos sempre se proclamam cheios de razão”… (Vejo com inefável prazer, que já compraste um espelho !)

          “A dita ditadura caiu ao fim de 49 anos de forte crescimento económico e social”…

          .Pos foi ! Ao fim de 13 anos de guerra colonial e milhares de mortos e estropeados, (dos dois lados) que a dita dura, tentava esconder (morriam “só em acidentes de viação”…os cofres do Estado, estavam a abarrotar !

          E tu vens, muito “cu-movido”, muito “lacri-mijante” dizer que “morreu gente no 25 de Novembro”…

          Um sentimentalão empedernido, um direitalho de “lágrima fácil” , como os crocodelhos, é o que tu és !

          E sim ! Em 1974, havia “um forte crescimento económico”, mas na Lua, ou nos catrafundalhos por onde vegetavas…já a remoêr (intúo) a azia, a raiva surda e vingativa…e a vomitar a bílís amarela e fétida !

          Porque, no teu tempo, é que era bom !

          Não mudaste nada ! As melhoras, ò “menos” !

          • JgMenos says:

            Peralta continuas aziado.
            A tua história da guerra colonial: os naturais de Àfrica, sendo negros eram para abandonar à matilha esquerdalha e sendo brancos era para meter no Alentejo nalguma colectiva de reeducaçao.
            E em Angola : bacongo, ganguela, ovimbundo e mais meia dúzia, é tudo preto é tudo angolano, branco é que não pode ser, a não ser que fosse comuna.

            Se tivesses vergonha calavas-te que já tens idade para não fazer semelhantes simplificações de esquerdalho!
            E sim, houve a crise do petróleo lá por 74, mas já tiveste 3 depois disso e já não tens nem estás a caminho de ter petróleo.

          • José Peralta says:

            Ó “menos”…

            Simpliicações por simplificações, continuas a fazer bom uso do..espelho !

            O que só te fica bem ! E, como na história da “branquelas”, o espelho responde-te :

            Se tivesses vergonha calavas-te que já tens idade para não fazer semelhantes simplificações de direitalho !

    • Paulo Marques says:

      Era tão boa, mas tão boa, que caiu de podre frente a um pequeno grupo de esquerdalhos que eram tão perigosos que nem lhes deram um tiro nas fuças como mereciam.

    • POIS! says:

      Pois!

      Citando: “Ontem foi o 25 de Novembro, data em que a canalha esquerdalha levou nos cornos,”

      Tá bem! A canalha direitrolha lá ganhou 1 a zero. Depois da cabazada que levou na descolonização, foi uma vitória jeitozinha. Temso que ser desportistas, não se pode ganhar sempre!

      • JgMenos says:

        Aí tens toda a razão,
        A descolonização é o justo orgulho da esquerdalhada.
        Uma tal borrada requer autores à altura!

        • POIS! says:

          Pois!

          Citaaandooo-ooo: “Uma tal borrada requer autores à altura!”

          Pois requer. E quem foram os verdadeiros autores? Salazar, cuja cobardia chegou ao ponto de dizer que só punha os pés numa colónia quando de lá saísse o “último terrorista”, enquanto mandava para lá os outros a fazer safaris.

          E Caetano que tanto atava como desatava o que atava e tornava a atar o que desatava e voltava a atar, para depois desatar. Aliás tal personagem lembra aquela história dos cirurgiões que desataram a discutir longamente, na sala de operações, o que fazer ao doente. Quando o iam operar, já estava quase morto. Consta que foi, aliás, o que aconteceu a Salazar.

    • POIS! says:

      Pois!

      Ao ler tão inefável prosa de JgMenos parece-me que cheira a tapetes…engolidos! A má digestão de Menos é evidente!

    • abaixoapadralhada says:

      Diz o repugnante nazi menor:

      “Morreu gente nesse esforço.”

      Tens razão. Logo no dia 25 de Abril de 1974, morreram pessoas assassinadas por criminosos Pides, como tu deves ter sido

  2. JgMenos says:

    …só se falou de violência doméstica!!!

    • Paulo Marques says:

      O parlamento a discutir assuntos da vida das pessoas invés de fantasmas? C’horror!

    • POIS! says:

      Pois!

      E o que foi o 25 de novembro senão violência doméstica? Ao que consta, a Jaima andava queixosa e pediu ao guarda Ramalho para intervir.


  3. O Português tem memória de peixe, esquece rapidamente, é escravo das tradições e expressões retóricas, como por exemplo no meu tempo é que era bom, Coimbra é a cidade do Conhecimento e a terceira cidade do país… enfim, não me surpreende o cheiro a mofo que vai imperando, aos que têm memória (como por exemplo a Igreja) interessa que o povão seja de memória curta.

    • anticarneiros says:

      Estás a ficar muito inteligente. Deves ter comida a sopa antes da comida, como faz toda a gente no Mundo.

  4. Julio Rolo Santos says:

    Quem passou pela ditadura do Estado Novo sabe avaliar o que as ditaduras significam. Mas, numa sociedade democrática como a nossa, o que dizer da corrupção instalada, somos o quinto país mais corrupto, e de uma justiça que a não combate?

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