Cultura de cancelamento no Qatar 2022

Os talibãs do cancelamento descobriram agora que irá começar um Mundial de futebol no Qatar e correram em matilha, apontando baterias à FIFA, promovendo um boicote que está condenado ao fracasso, porque a cultura woke apesar de histriónica, pode até conseguir boa imprensa e condicionar políticos no Ocidente, mas é irrelevante no Mundo.

Os jogadores e selecções qualificadas irão marcar presença, indiferentes a questões políticas. Tem sido assim desde a primeira metade do século passado, já tivemos Mundiais organizados pela Itália em 1934 ou Argentina em 1978. Em Jogos Olímpicos, que dizer de Berlim em 1936, Moscovo em 1980 ou Pequim em 2008? Isto para me ficar pelas maiores organizações desportivas à escala planetária. Na Fórmula 1, o calendário de 2022 incluiu os GP do Bahrein, Arábia Saudita, Azerbeijão, Singapura e Abu Dhabi, que são ditaduras assumidas ou camufladas por “democracias” de partido dominante…
Mas a cultura woke decidiu, está decidido, o Mundial 2022 é para cancelar. Andaram distraídos nos últimos 12 anos, porque não foi decidido agora o país organizador e salvo algum imponderável de última hora, não se alteram locais porque sim. Concordo que artistas ou espectadores possam não frequentar locais onde não se sintam à vontade ou bem recebidos, mas à política o que é da política, ao desporto o que é do desporto.
Pessoalmente, irei ver alguns jogos de selecções como Brasil, Argentina, França, Bélgica, Países Baixos, Inglaterra, Espanha ou Uruguai, à equipa da FPF não ligarei pevide enquanto servir os interesses de Jorge Mendes e for treinada pelo seu amanuense, o inginheiro Nandinho.
No futuro, entidades como a FIFA, UEFA, COI e outras que regulam o desporto, se quiserem, se tiverem vontade política, podem colocar nos cadernos de encargos das candidaturas aos maiores eventos desportivos, respeito pelos direitos humanos e garantias de Liberdade durante os mesmos. Mas também há que perceber que cada país tem um voto nas Confederações internacionais e África ou Ásia, são hoje em dia mais influentes na hora de eleger dirigentes que Europa, América ou Oceania…

Comments

  1. JgMenos says:

    E temos aquele caso dos direitos humanos na Ucrânia que é chatérrimo de abordar com o ruído dos mísseis e da artilharia… e faz tão bom tempo no Qatar|

    • POIS! says:

      Pois aqui temos…

      O pastoresco Menos em ritual de purificação. Mas só ainda na primeira fase.

      Em seguida, vai-se catar. No Catar.

    • Paulo Marques says:

      É verdade, ainda alguém tinha que perguntar que aconteceu em Kherson para ter menos buracos que um queijo suíço.

  2. Carlos Almeida says:

    Liberocas e salazaristas, unidos venceremos

    A bem da nação

    Carlos Almeida

  3. Paulo Marques says:

    Qual cancelamento? Até o drunfo está no passarinho para a bancarrota. Qual condicionar, se tão bons negócios foram feitos novamente na COP?
    Mas obrigado pela admissão que já nada destinge os jogos olímpicos do resto do entretenimento, e de que os convidados são de decisão puramente política da hegemonia, contrariando o politicamente correcto de culpar os atletas russos.
    Quer ver, veja, nada muda. Só não digam que não interessa para nada, deixem de estranham que as pessoas tenham iPhone.

    Essa do “respeito pelos direitos humanos e garantias de Liberdade durante os mesmos” por parte da “Europa, América ou Oceania”, de resto maioritariamente pintadas a vermelho pelo +tangasdalutaidentitariamericana, é para rir?

  4. Anonimo says:

    Quatar já perde com o Ecuador.
    Vai ser difícil manter os milhões de qataris interessados no torneio

  5. Anonimo says:

    Vê quem quer, quem não quer põe à borda.
    Veremos no fim a força do dito boicote, ou se o povo falou. Sabendo que a maior parte das vezes o povo não sabe o que diz. Entretanto já neva. É preciso aquecer as casas, e a nova geração demora em inventar o aquecimento verde. A velha geração já deu o que tinha a dar, lixou isto tudo.

    • C Almeida says:

      Vê quem quer, quem não quer ……….

      Típica frase de um liberoca anónimo que nem coragem tem de se identificar.

      Carlos Almeida

      • Anonimo says:

        é assim mesmo, camarada almeida! Pô-los no sítio, esses liberocas.
        Na casa d’almeida a bola catari não entra.

    • Paulo Marques says:

      Tem a mesma que a reciclagem ou não ter um iPhone, practicamente nenhuma. Mas sempre é mais do que esperar que as contas certas paguem a renda, ou que os unicórnios produzam riqueza.

  6. André A. says:

    A seu ver, 6500 mortes na construção dos estádios –39 mortos por golo como alguém calculou– não deveria ser razão para haver qualquer comoção e repúdio porque há outros problemas no mundo e siga a festa. E o problema é o «histrionismo» desta causa e não a falta de «histrionismo» nas outras. E a política e o desporto podem distiguir-se assim tão facilmente –que contradiz com a sua opinião do Jorge Mendes (que, aí, estamos inteiramente de acordo).

    • JgMenos says:

      És um ignorante e provavelmente estúpido.
      Comprovadamente, em 2020 morreram nas obras 20 trabalhadores; seriam precisos mais de 300 anos de obras para matar 6.500.

      • POIS! says:

        Pois ficamos sem palavras!

        A elegância, a fina ironia, o subtil remoque, sempre, mas sempre, no respeito pelos opósitos, eis mais uma demonstração do inconfundível estilo oratório e escritório de JgMenos.

        O que não admira, dada a sua precoce convivência com a nossa mais distinta intelectualidade nos mais seletos salões da nossa mais fina sociedade.

        Note-se, nomeadamente, o sapiente emprego do termo “provavelmente”! Só ao alcance de um prodígio!

      • Paulo Marques says:

        Comprovadamente, era o quarto segredo de fátima.

  7. luis barreiro says:

    Gostava de ver as poias falarem sobre as mortes bem maiores nas construções de infraestruturas nos países socialistas, essas com números bem maiores! Mas para ele essas mortes são do bem. Ganha vergonha moço.

    • POIS! says:

      Pois não vai ter sucesso, ó burreiro!

      Porque a única poia falante, em todo o Mundo, é Vosselência. Está até no Guiness! Ainda não viu a foto, com a farda lá do matadouro e tudo?

      Vosselência nem sabe o sucesso que tem!

    • Paulo Marques says:

      Primeiro era preciso haver países socialistas, depois eram os trabalhadores que decidiam.
      Mas se é para falar nos países do mal(tm), também tem que os comparar com os seus iguais, com quem nos damos muito bem, não com a metrópole. E mesmo assim…

  8. Paulo Marques says:

    E não é que nada foi cancelado? Parece um padrão…

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