Shhiiiuuuuuuuu!

Finda a primeira jornada os destaques vão para a Arábia Saudita e o Japão, que venceram a Argentina e a Alemanha, os derrotados, mas promissores, Senegal e Irão, Ochoa e Courtois, os melhores na baliza, o golo de Richarlison, o novo R9, a lesão de Jair Neymar, que coloca o Brasil entre os favoritos e, claro, o recorde de Ronaldo, a marcar em cinco Mundiais, e que não precisou de mais do que um jogo para calar a boca aos haters mais aziados.

Sobre o jogo de Portugal só Bernardo, Ronaldo, Fernandes e Dias têm lugar garantido na seleção, todos os outros estiveram muitos furos abaixo do que é preciso para se ir longe na competição. É tirar o Otávio e meter o Horta, tirar o Félix e meter o Leão, tirar o Guerreiro e meter o Mendes, tirar o Neves e meter o Palhinha, tirar o Danilo e meter o Pepe, tirar o Santos e meter o Mourinho e só tirar o poeta voador se forem a tempo de ir buscar o Éder.

Susana Peralta pergunta:

Sabia que o Parlamento não conhece o OE que hoje vota?“.

Sim, sabia. Aliás, toda a gente sabe. Nem o que hoje vota, nem os que votou para 20122013201420152016201720182019, 20202021 e 2022 [1] e [2].

E gostei do conceito “cacofonia orçamental”: proponho que abranja os “tetos de despesa”, mencionados pela Autora. Os vinculativos, sim, mas também os indicativos.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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Geração de Mulheres Europeias Agressivas

Igor Korotchenko, jornalista do regime de Putin, transmite a mensagem do mestre contra essa nova “geração de mulheres europeias agressivas” que vieram “da cozinha” para a política. Segundo Korotchenko, essas mulheres que até lideram países como a Finlândia ou a Estónia, que lideram ministérios da defesa como na Alemanha, que defendem princípios socialistas ou ecologistas e que até protestaram contra as bases americanas na Europa, são agressivas e rudes contra o regime de Putin e provocadoras da “nova guerra”, obviamente…
Palavras deste calibre também poderiam ter sido proferidas por alguém da bancada do Chega, por um Pedro Frazão por exemplo. Mas não é preciso ir tão longe, no início desta guerra ouvimos excelentíssimos cavalheiros da área do PSD (e até do PS), como José Miguel Júdice, a prognosticar o fim desta Europa das ministras da defesa de saltos altos e de maquilhagem que, obviamente, não seriam capazes de fazer frente a Putin.

Este é um excelente exemplo para quem ainda não percebeu que as fronteiras desta guerra não são as fronteiras da Ucrânia, da NATO ou do Donbas, e que as verdadeiras fronteiras são absolutamente ideológicas, desenham-se entre quem está no campo de Putin, Trump, Orban, Ventura, Le Pen e Bolsonaro e entre quem defende o humanismo, a igualdade, o estado de direito, uma sociedade baseada no conhecimento ou a erradicação da pena de morte. Muito recentemente o cenário Trump-Putin-Le Pen não esteve assim tão longe do horizonte e ainda não está tão afastado quanto isso. Este cenário a acontecer no atual contexto, não tenham dúvidas, seria o fim da picada.