Porquê RTP?

Ontem o Benfica jogou no seu estádio contra o Braga. Um bom jogo, disputado e sem grandes polémicas. Este foi o jogo que eu vi na RTP. Hoje, nas redes sociais e na concorrência da RTP, descobri que o canal público de televisão não me mostrou uma parte essencial do jogo. Censurou. Em directo e a cores.

Um jogador da equipa da casa, um veterano nestas coisas da bola, avançou para o fiscal de linha e agrediu-o. Sim, é uma agressão. Como outras do mesmo género que, infelizmente, se vê nos estádios de futebol em Portugal (e não só). E que, quando perante uma arbitragem que se dá ao respeito, termina na expulsão do jogador. Não foi o caso. O jogador Di Maria continuou impávido e sereno nas quatro linhas.

A RTP decidiu não mostrar o sucedido. Preferiu ignorar. A exemplo da equipa de arbitragem. Se esta não se dá ao respeito, a outra, a RTP, sempre tão lesta (e bem) a denunciar estas situações noutros estádios, preferiu não respeitar os seus telespectadores. São opções. Que dizem tudo. Que explicam muita coisa.

Alguns dirão que a Benfica TV, o Porto Canal ou a Sporting TV também o fazem. Não duvido. Só não são pagas pelo erário público. Só não são estações públicas de televisão. E não me venham com clubites, o que o Di Maria fez não é caso único. Nem será a última vez que vamos ver uma coisa destas. O que é caso único, que me lembre, é a censura da RTP. Porquê?

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    “Estas imagens não foram transmitidas durante o jogo.”

    O que só por si, já mostra um padrão de comportamento, neste caso da RTP.
    É isto que faz a suspeição no futebol. A duplicidade comportamental dos árbitros, dos órgãos de comunicação social, dos dirigentes federativos.
    O que vai fazer o CA? E o CD?
    Só há uma verdade aceitável. Aquela que se torna consensual. Como já escrevi algumas vezes, não é por acaso que nos programas televisivos, mesmo nos desportivos, há 3 ou 4 intervenientes a falar sobre um mesmo assunto.
    Precisam-se adultos no futebol e não de arregimentados como a maior parte das vezes se percebe, nesta indústria em que se tornou o futebol.
    Podia enunciar um montão de exemplos, onde nem sequer faltariam as análises às arbitragens aos jogos desta época que ainda vai a meio. Para o árbitro A que comenta no canal televisivo X, um lance não é passível de penálti. Já noutro que não o X, é falta para grande penalidade. E se passarmos ao jornais este tipo de análises contraditórias repetem-se.
    Vamos lá nós entender esta gente!
    Agora, admitamos que isto se passa na final da Liga dos Campeões, cujo vencedor move sozinho umas centenas de milhões.
    O futebol nos dia de hoje não se compadece com este tipo de arbitragens

  2. Anonimo says:

    O jogo não tinha var?

    • Anonimo says:

      Gosto do “thumbs down” a uma pergunta de quem não viu o jogo (não, nem todos os jogos das Taças têm VAR, ou pelo menos não tinham)

  3. Como há sempre pior, então se o VAR desligar-se era o cúmulo da vergonha, ninguém o ver é glorioso.
    Quem quiser que continue a ver.

    • Salgueiros says:

      “VAR desligar-se ”

      Essas técnicas sofisticadas é só para ganham os jogos aos 115 minutos

      • Pois, tem que se ser bem específico, não vá perguntar-se quem o fez vezes seguidas.
        Tá assim tão mau, não veja. Para mim, foi uma excelente recuperação de tempo mal gasto.

  4. Tuga says:
  5. Anonimo says:

    A RTP passar ou não passar será o menos importante. Nada mais serviria do que para comentadeiros e especialistas dissecassem o lance até à exaustão.
    Nas palavras do imortal pacheco Pereira, deixemos o acessório e passemos ao essencial.
    O árbitro viu, ou se não viu, foi chamado à atenção pelo dito assistente, aka bandeirinha. Sendo um lance de vermelho, decidiu pela punição menor. Porquê? Bastava isso… e depois de tornada pública a resposta do dito, passava a jurisprudência. Mas isto seria um cenário possível num contexto de “indústria” ou verdadeiro “negócio”, como gostam de etiquetar o futebol; que em Portugal é mais negociata ou feira da ladra.

  6. balio says:

    Não houve agressão nenhuma. Di María encostou a cabeça à do fiscal de linha; não lhe deu uma cabeçada nem o agrediu de qualquer outra forma. Encostar a cabeça e gritar-lhe é certamente inamistoso, mas não é uma agressão.
    Em quase todos os jogos há jogadores que encostam a cabeça à de um adversário e geralmente nem cartão amarelo apanham por isso, precisamente porque encostar a cabeça não conta como agressão.

    • Anonimo says:

      Exacto. Até porque um árbitro e um jogador estão ao mesmo nível, um deles nem é uma autoridade nem nada. É como eu dar um safanão a um tipo qualquer ou a um polícia ou juíz, são actos equiparados.

      • balio says:

        Eu não escrevi que um árbitro e um jogador estão ao mesmo nível. Escrevi que aquilo não foi uma agressão.

        Eu somente comentei o post. No post escreve-se explicitamente que Di María agrediu o fiscal. Eu corrijo: não, não agrediu.

        De resto, se falássemos de jogadores: quando um jogador encosta a cabeça a outro, o árbitro geralmente não toma isso como uma agressão, e portanto o jogador não leva cartão vermelho direto; geralmente, nem mesmo amarelo leva. O facto de o jogador não levar cartão vermelho direto demonstra precisamente aquilo que eu escrevi: que encostar a cabeça não é uma agressão.

        Di María podia e devia ter sido punido com cartão amarelo e a RTP podia e devia ter mostrado as imagens, nisso estou de acordo.

        • Anonimo says:

          Pois, não sei, depende. Agressão é mão aberta, mão fechada, com força, ao de leve, intensidade, como dizia o Dr Pôncio?
          Sei que se “crescer” assim para uma autoridade, vou dentro. Ok, o grande JJ safou-se mesmo depois de dar uma palmadinha na mão do senhor agente, mas isto um dia não são dias.

    • Anonimo says:

      José Pratas concorda com este comentário

  7. Anonimo says:

    Preocupem-se menos com o Anjo Di Maria e mais com o arruaceiro gyokeres, que já está a dever umas quantas expulsões

  8. POIS! says:

    Pois, mas eu compreendo a RTP.

    Cenas sugestivas de natureza “gay” como a da foto não devem ser, assim por assim, reveladas publicamente.

    Pode haver crianças a ver.

    • Silva says:

      Se trocares o “gay” por “violento” o comentário perde no humor mas ganha em substância. Televisionar violência gratuita é serviço público?

      • POIS! says:

        Sim, mas…

        Seria a violência aqui mesmo gratuita? O árbitro não é bem pago? E o Di Maria não ganha balúrdios?? E a malta não pagou bilhetes caros???

        De gratuita é que não tem nada! Em contrapartida, vi na semana passada, em plena selva, um leão a atirar-se a uma zebra com intuitos devoradores. Precisamente na RTP!

        Dualidade de critérios? Em que é que ficamos?

  9. José says:

    Toda a gente sabe que a RTP é principalmente financiada pela publicidade, especialmente quando há futebol.
    Toda a gente sabe que a SportingTV é financiada pelo contribuinte, através do fundo de resolução do BES/Novo Banco.
    Nem toda a gente sabe que o Porto Canal é financiado por vários orçamentos municipais: https://aventar-eu.cdn.ampproject.org/v/s/aventar.eu/2018/02/05/ajustes-directos-o-financiamento-do-porto-canal-e-outras-parcerias-publico-privadas/amp/?amp_gsa=1&amp_js_v=a9&usqp=mq331AQIUAKwASCAAgM%3D#amp_tf=De%20%251%24s&aoh=17051713844691&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&ampshare=https%3A%2F%2Faventar.eu%2F2018%2F02%2F05%2Fajustes-directos-o-financiamento-do-porto-canal-e-outras-parcerias-publico-privadas%2F

    • Salgueiros says:

      Claro. Não sabem porque não lhes interessa. O mais importante era o de Chaves, mas nem isso impede que o clube de futebol desça de divisão.
      Todos os satélites do Crime Organizado, descem de divisão, como por exemplo a Académica de Coimbra

    • Claro que se sabe. Tal como porquê, produz productos culturais que não são sobre pontapés na bola: se calhar noutros sítios não há muita cultura para falar, mas fica a ideia de um documentário de tráfico pela porta 18 e agressões a adeptos de outros clubes.
      Dentro do sistema de preferência de apoio a empresas conhecidas, não tem nada de especial.

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