Karma is a bitch

não é, Benfica?

O novo caso Calheiros

As reuniões com o Conselho de Arbitragem resultam? Ah pois resultam resultam

benfica

Esta é a prova cabal de que todos os clubes devem ter direito à Indignação!

Quando é que o Ministério Público entra em campo?

soares

O Fernando e o João  estão indignados com a resposta do Benfica  em relação ao jogo de ontem do Porto contra o Tondela. O Fernando e o João têm razão para estar indignados com o que se passou em alguns jogos do Porto na 1ª volta deste campeonato porque efectivamente ficaram alguns lances capitais por marcar que retiraram pontos ao Porto. No entanto, a partir do que se passou no passado dia 5 de Janeiro, é caso para fazer jus à Raínha Santa Isabel de Coimbra para dizer “São Rosas, senhor, São Rosas” e o gif do lance em epígrafe é um dos exemplos: como é possível transformar um puxão do Soares na camisola do defesa do tondela em penalty e amarelo e uma agressão do Soares ao mesmo jogador num segundo amarelo para o pobre Osorio? – [Read more…]

Conselho de Arbitragem da FPF: que critérios?

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Chocou-me. Profundamente.

Na presente semana, os diários desportivos e a rádio, mais concretamente a Renascença, plantaram duas notícias que na minha humilde opinião voltam a colocar em cheque a actuação da presente equipa que elenca o Conselho de Arbitragem da FPF.

A primeira está relacionada com a análise que o CA\FPF fez da prestação da equipa de arbitragem comandada por João Pinheiro no Funchal no Marítimo vs Sporting, jogo no qual foi sonegado um golo completamente válido a Alan Ruiz nos minutos finais da partida, golo que garantiria a vitória do Sporting na partida caso fosse devidamente validado. A segunda está relacionada com um suposto parecer enviado pela UEFA ao CA relativo ao erros (continuo a defender que foram erros grosseiros que influíram no desfecho final da partida) cometidos por Jorge Sousa e pela sua equipa de arbitragem no jogo da Luz.

Vamos por partes:

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Em Portugal, por quantos dias seria suspenso Jurgen Klopp?

O ranzinza alemão no seu melhor!

Não me venham falar de virgens ofendidas – o Sporting merece mais respeito!

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O golo bem validado ao Marítimo na 1ª parte. Denote-se que num lance destes, o árbitro tem que estar atento obrigatoriamente a dois pormenores.

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Na 2ª parte, o mesmo auxiliar, no mesmo ângulo de visão, com uma linha espacial de passe bem menor do que aquela que tinha na 1ª parte para analisar no lance do golo do Marítimo, com Bast Dost no campo de acção directa do olhar (enquanto que no lance do Marítimo, o árbitro tinha que estar atento a dois pormenores: ao momento do passe a 40 metros de distância da linha defensiva e ao posicionamento dos homens que estavam dentro da área) viu um fora-de-jogo inexistente e o árbitro João Pacheco só decidiu apitar quando viu que Ruiz tinha ultrapassado Charles, encontrando-se completamente isolado para dar o toque final…

A minha pergunta de partida para este post é a seguinte: Se o lelé da cuca Madeira Rodrigues for eleito e o Bruno de Carvalho e o Jorge Jesus forem queimados em praça pública como se fazia no tempo da Inquisição, fazem o favor de nos deixar em paz?

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O árbitro, o ovo e a galinha

chicken-and-eggO meu gosto pelo futebol é tal que já me levou a assistir a torneios de futebol organizados por juntas de freguesia ou a jogos de campeonatos entre turmas nas escolas por onde tenho passado. Independentemente das idades, as derrotas provocam sempre o mesmo comportamento infantil: a culpa é do árbitro. Tendo caído na asneira de apitar jogos de alunos, fui, mais do que uma vez, acusado de ter favorecido os vencedores, ficando, frequentemente, com a impressão de que terá sido a minha condição de professor a livrar-me de reacções um pouco mais violentas ou de insultos mais coloridos, porque, para os derrotados, a culpa só podia ser daquela personagem cujo papel eu me tinha disposto a encarnar.

Conheço pouquíssimas pessoas capazes de falar verdadeiramente sobre futebol, atribuindo sempre as culpas aos árbitros quando o resultado é adverso. Trata-se de um comportamento perfeitamente transversal: com ou sem formação superior e independentemente da classe social ou do credo, transformam-se em seres ocasionalmente inferiores, reduzindo noventa minutos a um erro do árbitro, o único agente do futebol que, afinal, não pode errar, ao contrário dos jogadores que podem falhar golos de baliza aberta à vontade, porque a culpa nunca será deles. Note-se que nestes seres ocasionalmente inferiores incluo muitos amigos também adeptos do meu clube. [Read more…]

Acorda Porto!

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Podemos falar no desnorte da SAD do FCPorto nos últimos tempos? Claro que sim e eu já escrevi sobre isso. Podemos falar na falta de “unhas” do treinador do FCPorto? Obviamente e eu também já escrevi sobre o tema. Podemos falar sobre a qualidade do plantel? Então não! Embora o FCPorto tenha um bom plantel no que ao nosso campeonato diz respeito. Já para a CL é outra conversa, considero-o curto mas é a realidade do nosso futebol que não consegue competir com as centenas de milhões de Inglaterra ou Espanha embora até se consiga fazer uns brilharetes. Posto isto, e de arbitragens?
 

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Há coisas muito estranhas no futebol

O jogo de futebol do Campeonato Distrital de Coimbra, entre o Vigor e o Poiares, acabou aos 65 minutos, depois de o árbitro ter expulso 6 jogadores do Vigor, num jogo que, segundo a Antena 1, “não foi nenhuma batalha campal”.
Segundo relatou na Antena 1, o Presidente do Vigor da Mocidade Clube de Coimbra, o “árbitro deve ser um psicopata”, pois segundo afirma, não houve qualquer problema no jogo e tudo não passou de “coisas” entre árbrito  e jogadores.
O futebol tem coisas muito estranhas!

Nota: Esta é a minha primeira colaboração como “Aventadora” e não como convidada.
E este post não significa que os “futebóis” sejam um dos meus temas de eleição, mas a este não consegui resistir pelo estranho e caricato da situação.

O debochado e miserável futebol português

casos do Sporting-Belenenses

Lance do penalti do 1.º golo do Sporting

Sou do Belenenses. Desde miúdo. Mantenho-me sócio em homenagem à memória do meu Pai. Continuarei belenense até ao fim, mas distante do futebol. Utilizo-o por humor com amigos, embora neste caso seja por revolta.

Vítima  do sistema criado, pelas mãos de um bando de bárbaros invasores, o futebol doméstico e internacional é um antro de espúrios interesses que me repugnam – na qualidade de sócio de lugar cativo, este ano apenas assisti a um único jogo (Belenenses-Olhanense), uma reminiscência de juventude, e certamente não presenciarei outro esta época.

O futebol português como base de mesquinhas e irracionais rivalidades entre Lisboa e Porto, num país de meia-dúzia de km quadrados; o futebol português transformado em albergue de luxo para uns tantos que sacam centenas de milhares de euros a dirigir clubes da sua paixão ou é utilizado como refúgio, inclusivamente o meu clube, por quem teve sucessos materiais na vida inexplicados  – Vale de Azevedo é a excepção; o futebol português, cada vez mais debochado e miseravelmente manchado pela falta de ética e de verdade desportiva, cria-me náuseas e expulsou-me há muito tempo do grupo de seguidores. Resta-me a selecção nacional e nem sempre. [Read more…]

Jesus é todo-poderoso

Quero dar os parabéns ao Jorge Jesus, que conseguiu jogar em três campos. 

Pinto da Costa continua a falar de árbritros

“Estar sempre a falar de árbitros é ridículo e estúpido e como há muitos estúpidos vai continuar-se a falar”

João Capela tem futuro.

“Portugal é um país de capelas”

Sem lances polémicos…

… o futebol não teria paixão!

Pinto da Costa critica Vítor Pereira

 “Há duas expulsões claríssimas, que só não vê quem não quer” (Vítor Pereira)

“Falar de arbitragens é ridículo e estúpido” (Pinto da Costa)

RESPECT, com caixa alta e tudo

A UEFA lançou a campanha RESPECT, uma forma de sensibilização para que se respeitem as equipas de arbitragem. Mas não devia quem pede respeito começar pode dar-se ao respeito? O futebol, não me ocorre outro, é o único desporto onde erros crassos podem ser cometidos sem que haja lugar a correcção. Veja-se, por exemplo, o caso Ucrânia-Inglaterra com um golo válido, sem sombra para dúvida, mas que não foi validado.

E não seriam precisos meios tecnológicos sofisticados para resolver o problema. No ténis, um desporto onde a bola se move com maior velocidade, em caso de dúvida, pode-se pedir o visionamento, num número limitado de vezes.

Não se muda porque não se quer. Não há respeito em dívida.

Árbitros e campeonatos

Mais uma vez, o Futebol Clube do Porto ganhou o campeonato nacional de futebol. Numa prova de regularidade, não há que enganar: ganha sempre a equipa que merece. O FCP está habituado a ganhar e transformou-se, há muito tempo, no clube em qualquer um se arrisca a ser campeão, estatuto antigamente reservado ao Benfica.

João Gabriel, que, não sei como, um dia, poderá voltar a ser jornalista, declarou que o “título do FC Porto é um tributo aos árbitros”, caindo na habitual e pobrezinha desculpa de todos aqueles que não ganham. Na sua crónica de hoje, n’ A Bola, Eduardo Barroso volta a explicar que, não tivessem sido os erros de arbitragem, o Sporting teria sido campeão com vários pontos de avanço.

Em Setembro de 2011, escrevinhei isto e acabei por me enganar: não é preciso esperarem por Junho para me entronizarem como o novo Zandinga. Aliás, já na minha curta carreira de dicionarista tinha escrito algo de semelhante. Só é triste saber que não é necessário ser inteligente para escrever tudo o que escrevi. [Read more…]

Ídolos da juventude

Pepe e Ronaldo perderam a cabeça no túnel

Porto-Benfica: sempre o árbitro

É mais fácil adivinhar os comentários de um treinador do que prever o tempo que vai fazer daqui a meia hora: basta que as coisas corram mal e o árbitro será sempre responsável. O treinador do Futebol Clube do Porto, evitando qualquer originalidade, deixou escapar a ideia número 23 do catálogo das vulgaridades futebolesas e que se pode resumir mais ou menos assim: “Não empatámos por causa da arbitragem, mas houve um erro do árbitro que nos prejudicou”. Na primeira parte da afirmação, deixa escapar uma ilusão de desportivismo, para, logo a seguir, culpar o bode respiratório do costume.

Deixem-me explicar como vai ser o campeonato: os árbitros vão errar e, no fim, vai ganhar a equipa mais regular, que, normalmente, é o Porto. Mais: todas as outras equipas, especialmente a que ficar em segundo lugar, vão afirmar que o campeão foi levado ao colo. Lá para Junho, ainda me vão dizer que sou o novo Zandinga.

Real de Madrid roubado mais uma vez em Barcelona

O Real de Madrid não pode jogar contra o Barcelona sem ser roubado. Não está aqui em causa o valor de cada uma das equipas, mas o condicionamento do  jogo e do resultado por influência directa das arbitragens.

Uma falta inexistente na primeira falta assinalada a Di Maria em situação potencialmente perigosa para o Barcelona, um golo muitíssimo mal anulado a Higuain, cartões amarelos estrategicamente mostrados, faltas assinaladas -ou não- com critérios distintos, fizeram com que o campo se inclinasse em desfavor do Real.

Mourinho tem razão, o Real está proibido de ganhar ao Barcelona.

Futebol é outra coisa. Em Futebol, com uma bola redonda e um campo plano, até o Barcelona estaria sujeito a perder.

Mas não é possível – contado ninguém acredita…

Às 15.30 de 14 de Julho, recebe-se, na ACOP, uma mensagem oriunda da Direcção-Geral do Consumidor a solicitar, nada mais nada menos, que a associação se pronunciasse, por meio de parecer, acerca de 3 (três) projectos de lei em matéria de serviços públicos essenciais:

– o da arbitragem necessária em tema de serviços públicos essenciais
– o da não-suspensão do fornecimento de serviços públicos essenciais em caso de indigência dos consumidores domésticos
– o da alteração do prazo para 48 horas (que não de 60 dias) para o decretamento de providências cautelares em matéria de fornecimento de serviços públicos essenciais.

O limite para a apresentação dos pareceres seria o próprio dia -14 de Julho – cerca do fim do expediente: 17.00/17.30 horas.
Na realidade, a administração pública, no seu aturdimento, parece haver perdido o norte… Como admitir que os direitos dos consumidores sejam preservados nestas circunstâncias quando se tratam de forma tão bizarra os seus preliminares? Como é possível em hora e meia / duas horas emitir parecer fundado sobre matérias tão delicadas, de tamanha relevância?
Ao que a ACOP respondeu à Direcção-Geral do Consumidor, nestes termos:
“A ACOP lamenta, mas face à distância (o e-mail acaba de chegar) exigida para a resposta às questões suscitadas, declara que não tem tempo disponível para reflectir e dar um parecer avisado.
Com mais tempo tudo seria diferente.
Os interesses dos consumidores não podem ser tratados desta forma, como se fora coisa menor.”
Depois, ponderando, emitiu, no lapso de tempo disponível, este risível parecer:
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Dicionário de Futebolês – Árbitro

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Embora seja uma entidade fundamental no futebol, a palavra raramente é utilizada na língua futebolesa. Para o adepto, o árbitro é quase sempre, entre outros mimos, filho de uma mulher de vida fácil. Para jogadores e treinadores, a avaliar pela leitura labial a que a magia da câmara lenta nos dá acesso, o árbitro é, curiosamente, filho da mesma mulher. É fácil prever que, no futuro, possamos assistir ao seguinte diálogo entre dois adeptos do mesmo clube:

– Este árbitro já nos está a roubar…

– Quem é que está a roubar?!

– O filho da puta!

– Ah, o árbitro! Tu não te sabes explicar!

Se, em Português, tratar alguém por “senhor” é sinal de respeito, em Futebolês, a mesma palavra aplicada ao árbitro é antacâmara ou substituto de palavrão. Efectivamente, nos estádios, o vocativo “ó senhor árbitro!”, normalmente, antecede, em poucos minutos, as referências à profissão mais antiga do mundo desempenhada pela mãe do juiz. Entre os frequentadores dos inúmeros painéis televisivos constituídos por adeptos comentadores, o árbitro é tanto mais tratado por “senhor” quanto mais prejuízos tenha causado ao clube de quem esteja no uso da palavra. Conclui-se, portanto, que, em futebolês, “senhor” é equivalente a “filho da puta”.

No mundo da comunicação social futebolesa, muito mais importante que as transmissões dos jogos é a quantidade de tempo que uma multidão de comentadores passa a prever e a explicar as “incidências do jogo”. Sempre que algum dos comentadores é parte interessada, o árbitro é filho da mãe porque é mãe de todas as derrotas. No caso do clube vitorioso, o próprio triunfo é alcançado apesar das aleivosias cometidas – sempre intencionalmente – pelo árbitro.

De acordo com as leis do futebol, o jogo disputa-se entre dois grupos de 11 jogadores; as leis do futebolês estipulam que o principal adversário de qualquer equipa é o árbitro.