
Ontem o Benfica jogou no seu estádio contra o Braga. Um bom jogo, disputado e sem grandes polémicas. Este foi o jogo que eu vi na RTP. Hoje, nas redes sociais e na concorrência da RTP, descobri que o canal público de televisão não me mostrou uma parte essencial do jogo. Censurou. Em directo e a cores.
Um jogador da equipa da casa, um veterano nestas coisas da bola, avançou para o fiscal de linha e agrediu-o. Sim, é uma agressão. Como outras do mesmo género que, infelizmente, se vê nos estádios de futebol em Portugal (e não só). E que, quando perante uma arbitragem que se dá ao respeito, termina na expulsão do jogador. Não foi o caso. O jogador Di Maria continuou impávido e sereno nas quatro linhas.
A RTP decidiu não mostrar o sucedido. Preferiu ignorar. A exemplo da equipa de arbitragem. Se esta não se dá ao respeito, a outra, a RTP, sempre tão lesta (e bem) a denunciar estas situações noutros estádios, preferiu não respeitar os seus telespectadores. São opções. Que dizem tudo. Que explicam muita coisa.
Alguns dirão que a Benfica TV, o Porto Canal ou a Sporting TV também o fazem. Não duvido. Só não são pagas pelo erário público. Só não são estações públicas de televisão. E não me venham com clubites, o que o Di Maria fez não é caso único. Nem será a última vez que vamos ver uma coisa destas. O que é caso único, que me lembre, é a censura da RTP. Porquê?






O meu gosto pelo futebol é tal que já me levou a assistir a torneios de futebol organizados por juntas de freguesia ou a jogos de campeonatos entre turmas nas escolas por onde tenho passado. Independentemente das idades, as derrotas provocam sempre o mesmo comportamento infantil: a culpa é do árbitro. Tendo caído na asneira de apitar jogos de alunos, fui, mais do que uma vez, acusado de ter favorecido os vencedores, ficando, frequentemente, com a impressão de que terá sido a minha condição de professor a livrar-me de reacções um pouco mais violentas ou de insultos mais coloridos, porque, para os derrotados, a culpa só podia ser daquela personagem cujo papel eu me tinha disposto a encarnar.










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