A susceptibilidade e os espectadores

Em vez de se preocupar com a *suscetibilidade dos *espetadores,

convinha que a RTP prestasse mais atenção à susceptibilidade dos espectadores. E dos telespectadores.

Ou há ortografia

ou comem todos.

No sítio do costume, ’tá tudo bem:

Efectivamente, tudo bem. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Quem quiser que acredite

Lamento, mas não compro a narrativa sobre a demissão de Paulo Dentinho. Nem por sombras. Já há muito que me surpreendia a tolerância que parecia haver, por parte do director de informação, à vertiginosa descida da RTP no que respeita a uma equidade mínima na informação, no modo como ia fenecendo o sentido ético e deontológico que ainda por lá restava. E falo de surpresa porque, apesar de tudo, não considero Dentinho dos piores, longe disso.

Situações que vão ocorrendo, tratadas de modo inqualificável pela estação – as eleições brasileiras, por exemplo – , provavelmente terão levado ao limite o sentido de decência que resta a Paulo Dentinho. As pressões devem ser tremendas e a malta do Observador vai afiando o dente, já que não lhe chega o Dentinho. As explicações públicas tresandam a arranjo patrocinado pela entidade patronal. Quem quiser que acredite.

Run, Cavaco, Run

A atrapalhada fuga de Cavaco Silva, poucos minutos após a chegada do presidente Marcelo à inauguração do novo campus da Universidade Nova, foi uma das cenas mais hilariantes a que assisti na vida. Cavaco, em passo acelerado, como se um jovem de 20 e poucos anos se tratasse, a escapulir-se esfarrapadamente do evento, não fosse Marcelo descer ao seu nível, é um momento de televisão para recordar. [Read more…]

Os agentes da ortografia

Quis pedir ajuda, mas a língua estava morta.

Mesa & Rui Reininho

Si cada español hablara de lo que sabe y solo de lo que sabe, se haría un gran silencio nacional que podríamos aprovechar para estudiar.

— Manuel Azaña (apud Felipe González)

Wenn der Mann auf dem Bett liegt und dieses ins Zittern gebracht ist, wird die Egge auf den Körper gesenkt. Sie stellt sich von selbst so ein, daß sie nur knapp mit den Spitzen den Körper berührt; ist diese Einstellung vollzogen, strafft sich sofort dieses Stahlseil zu einer Stange. Und nun beginnt das Spiel.

Franz Kafka, (ARD, adapt. 00:26:51)

***

Há erros ortográficos que nos dão indicações importantes sobre aspectos fonéticos e fonológicos. Um *’fato’ em vez de ‘facto’ ou um *’contato’ em vez de ‘contacto’, por exemplo, dão-nos interessantes pistas sobre as quais nos podemos debruçar hipoteticamente logo no segundo ponto deste decálogo. De igual modo, é sabido (por exemplo, por Cook) que um falante de uma língua estrangeira, através de certas características ortográficas presentes em textos escritos nessa língua — e não só com dados denunciados pela pronunciação —, pode desvendar particularidades do sistema fonológico da língua materna e não só do sistema de escrita em que o falante, leitor e escrevente aprendeu a ler e a escrever.

Também é sabido há muito (por exemplo, por Maria Helena Mira Mateus) que um <s> em vez de <ç> (como a *’insersão’ em vez de ‘inserção’ dos autores da Nota Explicativa do Acordo Ortográfico de 1990) demonstra a falta de adequação do “critério fonético (ou da pronúncia)”, pois “a ortografia portuguesa é fonológica e etimológica e não fonética”. Sabe-se agora também que <ç> em vez de <s> (como um *’dorço’ em vez de ‘dorso’) leva a polícia brasileira a ter dúvidas sobre a autenticidade de documentos.

Adiante.

No sítio do costume, tudo como dantes.

Através da RTP, percebe-se, [Read more…]

Quick Summer Quiz

Quem era o Primeiro-ministro de Portugal quando a televisão pública portuguesa emitiu um documentário com o título “Loose Change”?

A pós-verdade e o admirável mundo fake

Serviço público de elevada qualidade. O meu sentido agradecimento às pessoas que fizeram este documentário, que merece ser aplaudido e divulgado. A RTP devia ser isto mais vezes.

Corrupção activa, corrupção ativa e corrupção passiva

Das Zusammenpacken und Beladen des Rads am nächsten Morgen ist längst zur Routine geworden.

— Dirk Rohrbach

Avant, pour les mâles, dehors, le travail à la main faisait la règle générale : pelle, pioche, fourche, hache, pic ou rivelaine, faux. Pendant la guerre, ils obtinrent des cartes d’alimentation au titre de travailleurs de force. Pas de mécaniques pour lever les charges, aucun moteur pour soulager la peine, tout au biceps, le dos courbé.

Michel Serres

Là, tout n’est qu’ordre et beauté,
Luxe, calme et volupté.

Baudelaire

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É um dos preços da passividade: assim se escreve, actual e activamente, em português europeu.

Efectivamente, também temos a prática habitual do sítio do costume quer no Jornal de Notícias,

quer no Expresso,

quer, como se espera, no sítio do costume.

Por sinal, esta imagem provém de um acordo que substitui outro, publicado no sítio do costume, em Novembro de 2014.

Descubramos as diferenças [Read more…]

Ilusionismo ortográfico

Efectivamente.

Autoridade Nacional de Protecção Civil 5-1 Rádio Televisão Portuguesa

Efectivamente, da selecção

Exactamente, RTP. Da selecção.

Como sabemos, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.

E o Acordo Ortográfico (de 1990, no caso em apreço) serve para quê?

Serve para inglês ver.

Efectivamente. Viva a selecção.

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Em defesa do São João do Porto

Milhares de pessoas encurraladas à espera de passagem para o Porto pelo tabuleiro superior da Ponte Luís I. Gaia, cerca das 1h30 da madrugada.

Aquilo que se passou ontem na cidade do Porto, na mais importante noite do ano, a noite de São João, ficará certamente a marcar a história recente da cidade e da sua relação com o Poder.

O espectáculo de variedades transmitido pela RTP a partir da cidade de Gaia, que durou até depois da meia-noite sem transmitir uma única imagem do São João nas ruas do Porto, foi uma instrumentalização política da festa popular e uma tentativa de apoucar a cidade, as suas gentes e os seus símbolos.

A RTP procurou, ao longo de várias horas de emissão a partir da Serra do Pilar, em Gaia,  com directos de uma inenarrável “marcha sanjoanina” a partir dos Açores, reescrever a história da festa que faz parte da alma da cidade Invicta, colocando-se ao serviço de interesses políticos pouco claros, numa obscura e caríssima acção de propaganda contra o Porto e a sua festa maior.

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Convento, Tomar mais cuidado com as Fogueiras da Inquisição

Depois da tempestade mediática a propósito de incomensuráveis e gravíssimos danos provocados no Convento de Cristo, em Tomar, pela equipa do filme “O Homem Que Matou Dom Quixote”, tempestade criada, como é habitual, pela apresentação unilateral daquela versão dos factos que mais interessa ao “clickbait” e à inflamação das audiências – e sem prejuízo do resultado do inquérito que será sempre necessário aguardar para formar uma opinião mais consistente sobre o assunto – entendi, porque prezo o contraditório e torço o nariz quando esse princípio não é devidamente respeitado por quem o deve respeitar (os jornalistas, óbvio), republicar o seguinte esclarecimento da produtora UKBAR, responsável pelas condições de rodagem do filme parcialmente rodado no Convento de Cristo:

[Ukbar Filmes]

“Em virtude das alegadas informações que têm sido veiculadas nos últimos dias relativas a “destruição” no Convento de Cristo em Tomar durante a rodagem do filme “O Homem Que Matou Dom Quixote” do realizador Terry Gilliam, cabe à UKBAR, produtora portuguesa do filme, assumir as suas responsabilidades e esclarecer o seguinte:

Verificaram-se, de facto, alguns danos, que foram devidamente contabilizados, pela equipa de peritagem associada ao Convento, que tão bem conhece o espaço e fez a sua avaliação antes e depois da rodagem. Para que conste, esses danos saldaram-se em seis (convencionais e de fabrico recente) telhas partidas e quatro fragmentos pétreos de dimensões reduzidas e variáveis, de aproximadamente 8 centímetros, no máximo. Importa também esclarecer que, segundo o perito independente, nenhum destes danos foi causado por algum tipo de uso indevido ou excessivo, mas poderia ter ser provocado por qualquer visitante. Em referência às tarefas de recuperação, irão ser aplicadas as mesmas técnicas que se aplicam habitualmente para este tipo de construção e que o Convento utiliza ano após ano para tratar a deterioração habitual do mesmo. Os danos a reparar estão contabilizados num orçamento total de 2.900€.

No que toca ao corte de árvores, ele ocorreu durante a limpeza no final da rodagem, tendo os serviços do Convento de Tomar justificado a decisão com o facto de não se tratarem de espécimes autóctones (e que foram plantados há alguns anos para a rodagem de outro filme), que deveriam ser substituídos.

No que à utilização do fogo dizia respeito, ele não pôs de forma nenhuma, em momento algum, a integridade do edifício, nem dos presentes na rodagem, em causa. Sob a supervisão do Comandante do Corpo dos Bombeiros Municipais de Tomar e de elementos da Proteção Civil, os bombeiros foram convocados, fizeram-se presentes e estavam alerta para qualquer eventualidade. Mas a sua intervenção não foi necessária, uma vez que tudo se processou dentro da normalidade e com o profissionalismo que a situação exigia.

Desde o primeiro momento, tivemos consciência da responsabilidade de estar a utilizar um espaço histórico, que para além de Monumento Nacional é Património Mundial, e nunca nos passaria pela cabeça desvirtuar. Alertámos todos os participantes na rodagem para esse facto de forma a que se movimentassem com delicadeza e respeito. Foram cumpridas todas as condições estipuladas nos termos do aluguer do espaço. Houve sempre acompanhamento técnico por parte dos profissionais do Convento, tanto nos períodos diurnos como noturnos; e foi também nossa preocupação que o seu normal funcionamento fosse afetado o mínimo possível. Não deveriam, portanto, a mesquinhez e as pequenas invejas ser suficientes para criar fantasmas que atentem contra o potencial que nosso cinema tem.

Este filme trouxe a Portugal um capital genuíno e criou trabalho para técnicos, atores e empresas portuguesas. Veio demonstrar também que Portugal tem talento e capacidade para estar a par de países com mais avultados recursos económicos. Quando o filme estiver concluído, teremos um grande orgulho em mostrar ao mundo inteiro um edifício com a riqueza cultural milenar do Convento de Tomar, que será projetado em ecrãs à escala planetária. E contribuirá, esperamos, para incrementar o interesse em Portugal, trazer mais turistas ao país e chamar a atenção para o cinema – e a cultura – que aqui se produz.
Para mais informações ou esclarecimentos, contactar, por favor:

press@ukbarfilmes.com

http://www.ukbarfilmes.com/

 

 

 

Juiz Carlos Alexandre defende liberalização do comércio de drogas

O juiz Carlos Alexandre defende, segundo dá nota o PÚBLICO, a “liberalização de algum comércio de drogas”.

O motivo pelo qual o magistrado toma esta posição poderá ser melhor compreendido depois de bem vista – e ouvida – a entrevista que Juan Pablo Escobar concedeu recentemente à RTP. É um documento impressionante por várias razões, a menor das quais não sendo a de tornar visível algumas das sub-camadas que compõem a nossa realidade.

Caberá lembrar que, por ocasião da visita a Portugal do Papa Francisco, uma operação policial de apenas quatro dias nas fronteiras portuguesas levou à apreensão de setecentos mil euros em dinheiro vivo. Um cálculo mental simples leva a supor que se a operação se mantivesse por mais algum tempo, em poucos meses Portugal pagaria a sua dívida externa.

 

A actualização da foto (alternativa) de capa de Carlos Abreu Amorim

Um destes dias, um leitor alertou-me para uma actualização facebookiana peculiar. O deputado Carlos Abreu Amorim tinha uma nova foto de capa mas a dita não era propriamente nova. Ou tampouco uma foto. Era um print screen de uma peça da RTP sobre a emigração pós-troika, de Outubro de 2012, e o jovem na imagem, escolhido pelo social-democrata para forrar o topo do seu perfil no Facebook, tinha acabado de escrever uma carta ao então presidente Cavaco Silva. Uma carta onde afirmava sentir-se expulso do país. Um país governando por Pedro Passos Coelho, que Abreu Amorim apoiou incondicionalmente.  [Read more…]

O défice, os parasitas e a propaganda

No final da passada semana, quase à mesma hora, Público e RTP trouxeram Conselho de Finanças Públicas à baila. No primeiro, ao bom velho estilo marxista que por lá impera, destacava-se a possibilidade, aventada por Teodora Cardoso, sobre os perigos de um défice acima dos 3%. Na estação pública, naturalmente controlada pela Geringonça, é referido um relatório do CFP, que aponta para um défice de 1,7% em 2017, caso o sistema bancário não entre novamente em colapso. 

Três dados a reter: 1) apesar de Teodora Cardoso, o CFP parece ter deixado de contribuir para o peditório do Diabo, 2) o problema continua a ser o mesmo – os bancos, os seus parasitas e as suas vidas acima das suas possibilidades, que continuam a pôr o país em xeque – e 3) o Público do senhor Dinis não se limita a purgar a sua redacção de perigosos esquerdalhos, tendo já adoptado o idioma oficial da propaganda de direita.

A insustentável leveza da generalização xenófoba

paulo-dentinhoPedro Pereira Neto


Paulo Dentinho
, na sua qualidade de director-logo-especialista-em-tudo, em directo a generalizar a partir de pessoas que vão a mesquitas para pessoas que são terroristas, falando de “esta gente”. Nada de novo.
Talvez na sua qualidade de português-logo-católico-logo-equivalente-ao-terrorista-cristão-anders-breivik, devesse ter algum cuidado com a ligeireza da generalização xenofobico-doce que aplica a outrém.
Nem vou comentar esta prática de consanguinidade profissional de fazer-se convidar para o noticiário do próprio canal: prefiro deter-me na constatação de que estamos tão bem servidos de pirómanos nas ruas como nas redacções.

Talvez por isso seja tão mais fácil noticiar Wilders em vez de Klaver. Talvez também não seja apenas nas forças de segurança que o pensamento exclusivista tem ganho terreno.

Para esquecer de vez o do bolo rei…

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… porque este é definitivamente mais bolos (e parabéns, RTP. Apesar de tudo).

Todo o arquivo histórico da RTP está disponível na Internet

Excelente notícia! Pode aceder ao arquivo aqui.

A exactidão e o estendal II

Pegou no estendal, uma armação leve, duas patas para apoiar no chão, dois braços que se abrem e fecham, pegou nele com a roupa ainda estendida, empurrou-o para fora de casa, arrastou-o a ranger pela tijoleira do chão, pelo empedrado da rua, e foi sentar-se com ele no largo ali ao pé.

— Carla Romualdo

Accuracy
Accuracy
Practice all day for accuracy

— Smith/ Tolhurst/Dempsey

quand vos copies seront terminées, cherchez dans le dictionnaire les mots de l’orthographe desquels vous ne serez pas sûr.

Stendhal

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Efectivamente, durante as tardes de sábado, convém ler o Aventar.

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Afinal vai haver um 2º volume

“Se a saúde me permitir, eu vou escrever um 2º volume” – Cavaco Silva. Ficámos a saber que o primeiro foi escrito em parte em Belém. Será que o 2º será relativo aos temas que Cavaco deixou por escrever?

Não percebeu a ideia? Não faz mal, passamos outra vez!

Sim, aconteceu ontem. Sim, aconteceu na RTP. Confirmem nas vossas boxes de tv cabo. Os que tiverem uma. Sim, a RTP voltou a passar o mesmo episódio d´ O Apocalipse de Estaline que tinha passado na semana passada. E alguém ainda teve o descaramento de modificar a sequência dos episódios no site. Assim, o episódio que passou no passado dia 6, aparece no site da televisão pública como exibido no dia 13. A prova de tal facto? Se o programa é semanal e é apresentado de forma exaustiva com um spot que o anuncia como um dos programas de proa da estação para esta época do ano, não faria o mínimo sentido provocar um hiato de uma semana na exibição do mesmo.

Erro de televisão? Não creio. Uma autêntica vergonha, patrocinada com o dinheiro dos contribuintes, com propósitos políticos altamente vincados que visam executar a propaganda que a direita quer que a RTP execute.

Quem é esta gente?

A primeira notícia, da RTP, é total e premeditadamente falsa. As outras são todas verdadeiras.
Quem é esta gente que nos anda a informar?

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A Rádio (Im)popular

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A RTP merece um enorme aplauso graças a um programa televisivo que, ao longo dos tempos, se destaca pela qualidade do seu jornalismo de informação, o “Sexta às 9”. Não escondo o espanto sempre que o vejo pois não estou habituado a jornalismo de investigação semanal no nosso país e ainda menos com esta qualidade – nem sequer escondem o nome das “crianças”. Coisa ainda mais rara.

Desta vez, a reportagem foi sobre a Rádio Popular e a venda de telemóveis iPhone como novos quando na realidade são usados, mais precisamente, recondicionados. A reportagem pode ser vista neste link.

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O principal nomeado para o Prémio Quanta Falta de Vergonha na Cara 2017

“Porque aquilo que nós estamos a fazer com esta acção (votar contra a descida da TSU na Assembleia da República) é salvar a concertação social e não parece”– Luís Montenegro na Grande Entrevista, RTP, em 18-01-2017

Os Boys

Os Boys - Série da RTP

Documentário sobre os bastidores da política em Portugal: 😉

Ligações para a primeira época:

A “Mindfulness” do Primeiro-Ministro de Portugal

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A pressão arterial do Primeiro-Ministro manteve-se inalterável em face do Tigre (de papel). António Costa é muito forte e será muito útil a Portugal e ao mundo nos próximos anos. Depois será o que quiser. Talvez até um Rei pobre.

A RTP e as encomendas da Geringonça

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É mais um episódio de falta de isenção neste país ensombrado por uma imprensa vermelha e totalitária. No final da entrevista que António Costa concedeu ontem à RTP, o canal público reuniu um painel de comentadores claramente parcial e favorável ao primeiro-ministro e à maioria parlamentar. Ou não estivesse a RTP ao serviço deste governo soviético.  [Read more…]

Well done, RTP!

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Segundo a RTP, Pedro Dias intregou-se. Sim, leu bem: intregou-se, pretérito perfeito do verbo intregar, terceira pessoa do singular. Por momentos, cheguei mesmo a pensar que o tipo se tinha entregue às autoridades.

Tortura nos Comandos?

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Uma investigação do programa Sexta às 9, da RTP, que cita testemunhas e familiares de Hugo Abreu, um dos militares recentemente falecido durante o curso dos Comandos, refere que o jovem terá sido forçado a comer terra quando se encontrava já em convulsões.

Honestamente, não quero acreditar que isto possa ser verdade. Não quero mesmo. Porque se for, é preciso encarcerar, imediatamente, o troglodita responsável. Uma brutalidade destas não é treino, não prepara ninguém para melhor defender a pátria nem honra o exército ou a nação. É apenas cruel e perverso. É tortura. Estamos em Portugal, não em Abu Ghraib. E estamos a treinar Homens, não carrascos.

Foto@DN

A Fé na Ciência

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“Ciência à beira de descobrir a cura para a doença de Alzheimer – Mundo – RTP Notícias”.

14/9/2016

 

Quem estiver atento reparará que são recorrentes as notícias sobre curas de doenças temíveis, doenças que afectam muito a vida de muitas pessoas. Na verdade, tal como em outras situações, o conteúdo desta notícia (sem link) não corresponde minimamente ao título, que está lá apenas para causar espanto e interesse instantâneo. Trata-se quase sempre de material especulativo, sem nenhuma validação científica nem verificação prática.

A propaganda da Ciência vive deste tipo de truque, desta expectativa estendida ao infinito através dos meios de comunicação que propagam constantemente a descoberta da pólvora, da vacina para o cancro, a cura para a demência, o fim do sofrimento.

Se não estão ocupados nestes falsos milagres, os “cientistas” estão a descobrir novos planetas com água, para lá das fronteiras do sistema solar, acessíveis pela televisão, ou pelos filmes, ou pelos sonhos.

É isto a Fé na Ciência.