… noch nicht das Ende erreicht.
— Hans-Georg Gadamer
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Exactamente.
Esperemos que o programa do XXIV Governo Constitucional (pdf) seja chumbado.
Porquê?
Comecemos por dois motivos.
O primeiro é este:

O segundo é este:

Aparentemente, são o mesmo motivo.
Efectivamente, são motivos diferentes.
Há mais, de outra índole.
Por exemplo, a propaganda que costuma acompanhar solenemente estes momentos.

Mas atenhamo-nos ao essencial e comecemos por aqueles dois.
Chumbe-se.
Até breve.
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A língua é fluida. A língua não é binária, uma palavra não está escrita de modo certo ou errado, há todo um espectro de opções para escrever espetador ou contracto. Parem de oprimir a língua.
A língua, com certeza. A língua institucional, nem por isso; ao menos isto não tem valor legal nenhum.
Não sei o que é “língua institucional “, mas cheira a legado do patriarcado neoliberacho pós-colonial. A língua é só uma, e é livre. Não admito que alguém me diga que é errado uma práctica ou um contracto, um bonde, uma espetadora ou um drinque no rooftope.
Claro que sabe. É aquela em que, esquecendo uma vírgula ou trocando “de” por um “da” permite que não haja responsabilidade política.
Não acertarem na versão que impingiram como revolucionária é só sintomático que o desleixo é propositado por quem sabe que não há consequência.
O que V. Exa. näo sabe é pensar.
Näo admite que seja errado escrever “práctica” ou “contracto”, quando essas formas näo existem em lado nenhum do português. E por aí fora.
A culpa é da Academia de Letras portuguesa, que nunca se deu ao trabalho de uniformizar a Língua Portuguesa, como a sua congénere espanhola.
Só após a implantação da República é que começaram, porque o Estado implementou o Ensino obrigatório.
Alvitres ao “legado do patriarcado neoliberacho pós-colonial” é mesmo de idiotas preguiçosos que nem escrever sabem. Está a querer vingar-se de alguma professora do ensino primário?
O contracto é sempre que um home quizer (na práctica, mais que ume).
Eu, de modo igualmente convito, pretendo abrir-me á divercidade de escrita!
Não lhes dêmos tréguas.