A exactidão e o estendal

Como outros passeiam os cães de companhia, ela traz à rua o seu estendal.

— Carla Romualdo

Nun, was >Tatsache< hier meint, ist nicht die Tatsãchlichkeit der fremden Tatsachen, mit denen man fertig werden muß, indem man sie sich erklãren lernt.

Hans-Georg Gadamer

J’ai passionnément désiré être aimé d’une femme mélancolique, maigre et actrice.

— Stendhal, 30/3/1806

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Eis como alguém na RTP decidiu traduzir para português europeu o remate do «We’re just not going to sit back and let, you know, false narratives, false stories, inaccurate facts get out there» de Sean Spicer.

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Agora, aproveitando este intervalo dado quer à frase nuclear, na perspectiva de Grevisse e de Goosse, quer aos sintagmas nominais do Antoine de La Sale, regresso ao Krugman (que percebe imenso de factos) e ao meu espanto por ver o Searle (um velho conhecido do Aventar) mencionado por aquelas bandas.

Continuação de um óptimo fim-de-semana.

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Mais uns fatitos

Qu’ils soient sacrés par les foules, ces hommes
Qui scrutèrent les faits pour en tirer les lois,
Qui soumirent le monde à la mesure, et, comme
Un roc hérissé d’or, ont renversé l’effroi.

Émile Verhaeren

É um escândalo!

— Rodolfo Reis, 19/2/2017

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Nótula: Segundo amigo atento, este meu texto mereceu algures a melhor atenção, através de uma adaptação. Não dei por ela, mas acredito no meu amigo. Durante os últimos dias, além do The Handbook of Portuguese Linguistics, tenho lido a imprensa alemã, uns poemas do Verhaeren e regressei a uma selecção de textos cá de casa e ao Sainte-Beuve sobre o Voltaire — exactamente, o Sainte-Beuve, aquele que «n’a étudié Voltaire ni comme philosophe, ni comme historien, ni commme poète, ni comme auteur dramatique, ni comme romancier», como escreveu Allem. Efectivamente, além do Aventar, do Público e de alguns textos técnicos para o meu trabalho, não tenho lido muita coisa em português. Quando tiver tempo e pachorra, debruçar-me-ei sobre o assunto indicado pelo meu amigo. Continuação de uma óptima semana.

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Mais uns fatinhos

Eu escrevi aqui umas coisinhas.

— Rodolfo Reis, 5/7/2015

Parris — now he’s out with it: There is a party in this church. l am not blind; there is a faction and a party.

[…]

Danforth: But witchcraft is ipso facto, on its face and by its nature, an invisible crime, is it not?

— Arthur Miller, “The Crucible

Is The Crucible the ultimate post-truth play?

Douglas Rintoul

A vitória acaba por ser justa. […] É um golo estrambólico.

— Rodolfo Reis, 19/2/2017

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A recessão calorosa

O seu papel não era olhar; era ir inteiro com as mãos ao pescoço, com o joelho à arca do peito, e retirar-se uns minutos depois, como um instrumento que tivesse cumprido correctamente a sua função.

Miguel Torga

passaríamos pela sala do senhor Oliveira, que nos ouviria de olhos esbugalhados e testa toda franzida e perceberia logo que ui, essa zona quando dói é sinal que a coisa já está bastante mal, isso não me cheira nada bem

— Carla Romualdo

Hic ostendit propheta, si a bonis eloquiis interdum propter taciturnitatem debet taceri, quanto magis a malis verbis propter poenam peccati debet cessari.

— Regula Benedicti

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Há alguns anos, avisei: “vem aí a recessão“. Ei-la, calorosa.

recessao

Os Tradutores Contra o Acordo Ortográfico (aos quais agradeço a foto aqui reproduzida, tal como ao autor, Daniel Abrunheiro) indicaram esta distinção proposta por Malaca Casteleiro, na entrevista dos assentos: [Read more…]

«Mors et vita in manibus linguae»

Nem atava, nem desatava.

— Rodolfo Reis, 12/2/2017

Multa habui scribere tibi, sed nolo per atramentum et calamum scribere tibi; spero autem protinus te videre, et os ad os loquemur.

— Epistula III Ioannis, 13-14

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Efectivamente, o costume, através do sítio do costume.

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Adoçante

que adoça. Cuidado com a *adoção e com a adução: elas andam por aí.

«eles tinham a tendência de pôr assento em “paras»”? Efectivamente: assento

observador

gemahnt es dich so matt?

 Fasolt

Da ließe sich ja eine Spekulation mit meinen Vögeln machen.

Papageno

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Nesta entrevista, João Malaca Casteleiro vem explicar a lógica subjacente à base IX, 9:

os nossos alunos nas escolas, como “pára” tinha acento, eles tinham a tendência de pôr assento em “paras”, “paro”.

Portanto, a ambiguidade de

Bloqueio nos fundos da UE para projecto de milhões na área do regadio

justifica-se porque uns alunos (volto a perguntar: “onde está o estudo?“) punham assento.

Exactamente: está tudo explicado.

Efectivamente, como alguns escreventes têm “a tendência de pôr assento” em vez de acento, receio que a próxima proposta seja a abolição de <ss> em formas como asso, passo ou mesmo apressar e a respectiva substituição por <ç>: aço, paço e apreçar. Porquê? Então, citando Malaca Casteleiro, “o contexto diz-nos”. Exactamente. É o contexto.

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E se os linguistas dão o alarme? Dêem ouvidos

deemNo Público de hoje, Rui Tavares, de modo muito avisado, chama a atenção para a importância de, no mínimo e com espírito crítico, darmos ouvidos aos historiadores, tendo em conta as perigosas semelhanças entre alguns acontecimentos da actualidade e outros que, no passado, vieram a dar origem a ditaduras ou a confrontos bélicos. O título do texto é “E se os historiadores dão o alarme? Dêem ouvidos”.

Esta tendência para não ouvir precisamente os especialistas é geral. Nos mundos profissionais em que me movo, é, até, grave. Na Educação, por exemplo, as opiniões dos professores são frequentemente desvalorizadas, com a desculpa de que são parte interessada e, portanto, desinteressante, deixando o espaço público inundado por especialistas de gabinete que tudo sabem (ou julgam saber) sobre o que deve ser uma aula ou uma escola.

Acontece que Rui Tavares é um defensor do chamado acordo ortográfico (AO90), tendo-se já pronunciado sobre o assunto com a frontalidade e o voluntarismo que o caracterizam, o que o leva, em relativa coerência, a declarar que adopta o AO90 nas suas crónicas, num jornal que continua a resistir ao uso desse instrumento, numa sã convivência de diferentes visões sobre a ortografia. [Read more…]

Fórum TSF: O que fazer com o Acordo Ortográfico?

Por mim, rasgar. Neste momento, ‘rasgar’ tem 73%. Obrigado.

Para acabar de vez com os factos

Have you ever noticed that when you present people with facts that are contrary to their deepest held beliefs they always change their minds? Me neither.

Michael Shermer

En cel termine mut uns estoires de Flandres par mer, u ot mult grant plenté de bone gent armee. De cele estoire si fu chevetaines Johans de Neele, chastellains de Bruges, et Tyerris, qui fu fils le conte Phelippe de Flandres, et Nicholes de Mailli.

Geoffroi de Villehardouin (date de composition : déb. 13e s., entre 1199 et 1213)

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Efectivamente. Como escreveu Watkins:

Another “intertextual” link suggests that the phrase σφάζε τε μήλα, βροτών is not just a nonce creation of Bacchylides. The verb σφάζω (*sphag-i̭ō) is confined to Greek; it has no cognates.

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«¡Qué importan los hechos!»

Tal es, en síntesis, la “hipótesis comunista” elaborada por Alain Badiou, que no oculta los hechos, simplemente los da como no pertinentes: si la revolución y el comunismo se han revelado como una forma de transición, tardía y particularmente cruel, del feudalismo a la más rapaz versión del capitalismo, peor para los hechos.

Santos Juliá

Mas há contacto!

— Rodolfo Reis, 29/1/2017

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É verdade, hoje, não há contato.

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Quanto aos documentos comprovativos de todos os fatos, já foram enviados à Assembleia da República. Efectivamente: há muito tempo.

Continuação de uma óptima semana.

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Há fatos? Há. E contatos? Também. Quando? Hoje.

Onde?

Aqui.

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Aqui.

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Aqui.

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Aqui?

Efectivamente, aqui.

Hoje?

Exactamente.

Hoje, no sítio do costume.

De facto, tusaanngitsuusaartuaannarsiinnaanngivipputit.

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Além dos fatos: coacções, coações e equações

In der >Propädeutik< weist Hegel dies Wesen der praktischen Bildung, sich ein Allgemeines zuzumuten,  an einer Reihe von Beispielen nach. Dergleichen liegt in der Mäßigkeit vor, die das Unmaß der Befriedigung der Bedürfnisse und des Gebrauchs der Kräfte an einem Allgemeinen – der Rücksicht auf die Gesundheit – begrenzt.

Hans-Georg Gadamer

Ce n’était qu’en Italie qu’on avait élevé des temples dignes de l’antiquité.

Voltaire

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Ontem, o marido de uma ex-ministra foi condenado por «um crime de coação [sic] na forma tentada». Para quem não está a par do assunto, este folhetim gira em torno de uma mensagem com o seguinte teor:

tira a minha mulher da equação, se não vou-te aos cornos.

Já por aqui nos debruçámos sobre equação − ‘e’: daqui a pouco, a imagem servirá de lembrete [Read more…]

A Arca do Dilúvio e a Pipa Apocalíptica

It’s hard to focus on ordinary economic analysis amidst this political apocalypse.

Paul Krugman

Blessed is he that readeth, and they that hear the words of this prophecy, and keep those things which are written therein: for the time is at hand.

Ap 1, 3 (apud, KJV)

Deslargue-me.

— António Lobo Antunes (p. 270)

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Hoje de manhã, li este belíssimo texto do António Fernando Nabais. Depois, regressei ao meu trabalho académico e devidamente arbitrado — felizmente, não tenho a infelicidade de ser nem autor nem promotor do Acordo Ortográfico de 1990.

Lido o texto do nosso Nabais e tendo terminado a minha table of contents, dei por mim a pensar: “efectivamente, chegou”. Ou seja, chegou o Apocalipse Now, isto é, o apocalipse agora. Apocalipse, sobre o qual, aliás, já tive a oportunidade de tecer breves comentários (e de citar os sempiternos GNR).

Apocalipse significa descoberta. Apocalipse significa revelação. Por esse motivo, depois de João Roque Dias ter indicado esta pergunta [Read more…]

Ortografia dentro das expectativas

expepectativHá tempos, descobri a mesma palavra escrita de duas maneiras diferentes no mesmo texto, cumprindo as instruções do AO90 e à vontade do freguês. Hoje, ao ler uma entrevista nessa instituição que é A Bola, acontece o mesmo à mesma palavra, com a vantagem de acontecer em poucas linhas. Acresce o facto de que essa mesma palavra, à luz do critério que norteia o AO90 e desnorteia a ortografia, deveria ter uma única grafia, como já tive oportunidade de notar. [Read more…]

Ortografia: apocalipse agora

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Em mais uma volta, mais uma viagem, por um manual de Português de 10º ano, descubro a pergunta acima fotografada, relativa ao soneto “O dia em que eu nasci, moura e pereça”, essa variação talvez camoniana sobre o Livro de Job.

Graças ao chamado acordo ortográfico (AO90), ali está o adjectivo “apocalíticos”. Os autores do manual, para que os alunos não tenham dúvidas, explicam, entre parêntesis, que esta palavra significa “de grande desastre”. Talvez por falta de espaço, não indicam que o adjectivo é da família de ‘apocalipse’.

E, na verdade, como poderiam indicar tal coisa, se o AO90 obriga à separação de membros da mesma família?

Mais uma volta, mais uma viagem, por alguns instrumentos que, alegadamente, ajudam o escrevente a aplicar o AO90.

A Infopédia aceita “apocalítico”, embora, pela transcrição fonética, deixe claro que se pronuncia, por assim dizer, “apocalíptico”. Ora, uma pessoa estranha: mas não impõe o AO90 que se escreva como se pronuncia? Por outro lado, a Infopédia, também aceita que se escreva “apocalíptico”. [Read more…]

Scarfolk, o Diário da República e a suspensão dos factos

Minds have semantics. Programs are purely syntactical. The syntax of the program isn’t sufficient for the semantics. Therefore, the program is not a mind. It’s a very simple argument, I don’t know why it takes so much trouble to get people to understand it.

— John Searle

The government, together with local councils and public authorities, has scrapped the use of facts.

The Fact Ban (1976)

“Imaginary” universes are so much more beautiful than this stupidly constructed “real” one; and most of the finest products of an applied mathematician’s fancy must be rejected, as soon as they have been created, for the brutal but sufficient reason that they do not fit the facts.

G. H. Hardy (apud K. David Jackson, Adverse Genres in Fernando Pessoa, p. 9)

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Hoje de manhã, ao reflectir acerca do melhor enquadramento para a ocorrência de hoje no sítio do costume, pensei em recorrer a José Maria Adrião e aos Retalhos de um Adagiário Nasceu em boa hora — diz-se de quem é ditoso e a sorte lhe corre bem», p. 50). Depois, admiti outras possiblilidades: o «“Fake news” is so yesterday. “Alternative facts” is where it’s at now», este excelente «it is a mistake to demand too strictly that new physical theories should fit some preconceived philosophical standard», do Weinberg, ou até a hipótese de Riemann confirmada pela teoria dos Factos Alternativos.

Contudo, felizmente, a história de Scarfolk, em boa hora aqui trazida pela Carla Romualdo, trocou-me as voltas.

Ao reparar neste cartaz, [Read more…]

A CPLP e os pontos de contato

Kule brzęczą o sprężyny w kanapie. Sprężyny wydają długi, wibrujący ton. […] Zaprowadzili mnie do fotografa, zrobili zdjęcie, wywołali je i natychmiast skonfiskowali.

Sławomir Mrożek 

Não interessa como, é para a frentex.

— Rodolfo Reis, 22/1/2017

Nobody speaks English anymore.

— Faith No More (*)

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Onde? No sítio do costume.

 

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Por falar em “onde?” e em “sítio do costume”, já assinou a petição? Que petição? Esta.

E a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação do AO90? E a Iniciativa de Referendo. Já assinou? Óptimo!

(*) ‘Spanish’, nesta versão.

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Obama para para?

Não! Obama pára para. Efectivamente: pára para olhar a multidão.

efectivamente-para-para

Have ye no mannes herte, and han a berd?

01icarus

Pieter Bruegel de Oude De val van Icarus (c. 1558), Koninklijke Musea voor Schone Kunsten van België, Brussel (http://bit.ly/2k4kara)

For Seint Paul seith that al that writen is,
To oure doctrine it is ywrite, ywis

Chaucer

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Contatos e horários

© Ronaldo Schemidt/AFP/Getty Images (http://bit.ly/2jYOF1w)

Chomsky made a clear claim – recursion is fundamental to having language. And my paper did in fact present a counterexample. Recursion cannot be fundamental to language if there are languages without it, even just one language without

Daniel Everett

If some tribe were found in which everyone wears a black patch over one eye, it would have no bearing on the study of binocular vision in the human visual system. [1]

In contrast, descriptive generalizations should be expected to have exceptions, because many factors enter into the observed phenomena. Discovery of such exceptions is often a valuable stimulus for scientific research. [2]

— Noam Chomsky [1] [2]

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Recentemente, pelos vistos, António Costa esperou, “sereno”, «por palavra de Marcelo». Curioso, eu também. Mas foi há muito mais tempo.

Agora, quanto ao tema em epígrafe, [Read more…]

Bruno de Carvalho no rumo certo

quando escreve projecto. Bruno de Carvalho no rumo errado quando escreve técnico-tático. Prefira-se o rumo certo.

No regresso para

«No regresso para em Lourenço Marques para visitar uma irmã». Efectivamente.

Así que pasen cinco años

PADRE: Cinco años, día por día. ¡Ay, Dios mío!

— Federico Garcia Lorca, Así que pasen cinco años

Dans le modèle de Klein, l’état spatial est l’opération linguistique de base dans la représentation de l’espace.

—  Arnaud Arslangul (2007)

Fast alle Schnecken, nur etwa drei Gattungen ausgenommen, haben ihre Drehung, wenn man von oben herab, d. i. von der Spitze zur Mündung gehet, von der Linken gegen die Rechte.

— Kant, Von dem ersten Grunde des Unterschiedes der Gegenden im Raum

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Quando, há cinco anos, isto começou a acontecer de forma sistemática

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dei início à recolha de material para um documento, apresentado, um ano mais tarde, na Assembleia da República. A única resposta pública que então obtive foi do ILTEC:

Tal não invalida, é claro, que sejam legítimas as preocupações que o autor expressa no seu trabalho. É importante que os órgãos oficiais, sobretudo num período de transição como este, se esforcem por dar o exemplo e evitem erros.

De facto, cinco anos depois de os fatos e afins terem começado a ocupar quer o lugar dos factos e afins, quer o quotidiano dos leitores do Diário da República, eis o resultado das acções silenciosas que terão sido conduzidas pelos responsáveis políticos para combater o flagelo ortográfico em curso, baseadas evidentemente em estudos secretíssimos e, sem qualquer sombra de dúvida, aturados, demorados e muito rigorosos:

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Efectivamente, 2 de Janeiro de 2012 e 2 de Janeiro de 2017.

Contudo, hoje é dia 6. O que terá acontecido hoje, dia 6 de Janeiro de 2017? [Read more…]

Desconexão ortográfica

conectividadeUma pessoa não pode e não quer estar sempre a pensar em ortografia, mas, muitas vezes, a realidade obriga-nos a pensar nela, não porque ela (a ortografia) esteja presente, mas apenas porque temos saudades dela, por não existir.

Numa passagem pela página da Worten, descubro que um aparelho em que poderei estar interessado tem conectividade e, como se isso não bastasse, ainda tem *conetividade. Olhai, que este é o tempo da multiplicação das duplas grafias, esse milagre proporcionado pelos apóstolos da religião do chamado acordo ortográfico! Assim como Jesus transformou a água em vinho, do mesmo modo os falsos profetas transformaram uma ortografia consistente em carrascão. [Read more…]

O jornal do incrível

I ne can ne I ne mai tellen alle þe wunder ne alle þe pines ðat hi diden wrecce men on þis land.

The Peterborough Chronicle

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o-jogo

Depois de termos passado pelo Record e pelo jornal da irresponsável resistência silenciosa, para terminar o périplo, só faltava mesmo O Jogo, o jornal do incrível — este e não aqueloutro.

Os meus votos de Óptimas Festas.

Efectivamente.

Até 2017.

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Ganhar o jogo sem espinhas

Benfica ist ein großer Name im internationalen Fußball und die stärkste Mannschaft in Portugal.

– Hans-Joachim Watzke

Eu queria unir as pedras desavindas
escoras do meu mundo movediço

[…]

E ainda que nada à volta bata certo
eu juro ganhar o jogo sem espinhas

Carlos Tê / Rui Veloso

É o mais importante para mim: é que vocês brilhem, brilhem como as estrelas todas que há.

– Rodolfo Reis, 11/12/2016

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jimen2016b

©Patrícia de Melo Moreira/AFP (http://bit.ly/2gPNRem)

Exactamente. Tudo como dantes. Hoje, no sítio do costume.

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Às vezes, parece que o tempo para?

Não parece nada! Às vezes, parece que o tempo pára! Exactamente. Obrigado, Público.

Ensaio sobre os centrais

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O Luisão escorrega, não é? No golo. Toda a gente pode escorregar. Escorregou. Escorregou. Quer-se dizer, estes centrais já estão um bocado ó tio, ó tio!

— Rodolfo Reis, 4/12/2016

Le fait que l’acte de porter une lettre à la poste est un comportement différent de celui de se promener dans la rue est dû à l’objet-but de l’acte.

Joseph Nuttin

 

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Efectivamente, Fevereiro, mas direto. Sim, estamos em Dezembro de 2016 e já terá havido tempo para a consolidação dos conhecimentos obtidos durante as acções de formação anunciadas, onde provavelmente até terão sido proferidas barbaridades como «se disser Egito escreve sem ‘p’, mas se disser Egipto escreve com ‘p’». Aliás, recordemos que a grande divisão da doutrina era entre «não mais que 15 minutos» e «basta uma meia hora».

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O desastre prossegue, imparável. Imparável? Nem por isso. Temos sempre [Read more…]

Acesso gratuito a fatos e a contatos

«O acesso ao Diário da República já é gratuito». Efectivamente.