
Sou um aficionado da cultura hiphop, ouço rap desde miúdo, sobretudo português, mas o rap americano, do ponto de vista cultural, filosófico e antropológico é incontornável para quem segue o movimento.
Serve esta curta introdução para sublinhar o primeiro facto conhecido há décadas: rappers americanos, sejam eles da velha ou da nova escola, sempre deixaram claro nas suas letras que uma certa cultura de depravação sexual faz parte do seu ADN.
Sobretudo, claro, Puff Daddy, Notorious BIG, um dos nomes mais importantes da história do movimento, e toda a crew da Bad Boy Records.
Daddy, Diddy, Brother Love ou Sean Combs, chamem-lhe o que quiserem, sempre foi um rapper de segunda liga. Tecnicamente falando. Posso nomear, com facilidade, 30 ou 40 rappers norte-americanos que são muito, muito melhores que ele, a escrever e a “cuspir”.
Em boa verdade, Diddy só apareceu porque Biggie Smalls morreu. O primeiro grande hit da sua carreira é precisamente “I’ll be missing you”, tema que dedicou ao amigo falecido, no qual usou um sample do tema Every Breath you Take, dos Police, sem autorização. O menor dos seus abusos, que, ainda assim, lhe custou uma pequena fortuna. Aqueles que estes dias descobrimos podem custar a sua vida.
Em Hollywood, toda a gente sabia o que se passava nas festas de Sean Combs. E todos eram seus amigos. Músicos e actores, democratas e republicanos, banqueiros e investidores, Hillary e Trump, Oprah e Elon Musk. Todos, em algum momento, surgem numa festa, numa foto, num elogio. Tal como Epstein, os tentáculos de Diddy ramificam-se por todo o star system global.
Eminem tentou avisar-nos. 50cent também. Vítimas de Diddy apresentaram queixas ao longo dos anos. De pouco ou nada lhes valeu.
O que mudou agora?
O meu palpite, um long-shot conspirativo, é que alguém com muito poder descobriu que poderá ter sido gravado nas freak-offs de Diddy.
E quando falo de alguém com poder, não estou a falar de músicos famosos ou actores conceituados. Esses, no grande xadrez do poder, são meros peões.
Estou a falar de poder real.
De políticos no topo da cadeia alimentar.
De membros da realeza e de outras aristocracias.
De magnatas da energia, do armamento e das telecomunicações.
E, sobretudo, daqueles que comandam todos os outros: os oligarcas dos grandes fundos de investimento americanos, com a Blackrock, Vanguard e State Street à cabeça.
Pessoas das quais a maioria nunca ouviu falar.
Porque a maioria que acha que as pessoas mais poderosas do mundo são o presidente americano em funções ou empresários como Bill Gates, Elon Musk e Jeff Bezos.
Não são.
São pessoas como Ronald P. O’Hanley, Salim Ramji e, acima de todos, Larry Fink.
Imaginem o que faria alguém que gere um fundo de triliões de dólares, com as garras em praticamente todas as empresas do S&P 500, se descobrisse que tinha sido filmado numa orgia de Diddy, com crianças, vítimas de tráfico humano e pessoas drogadas contra a sua vontade ou alvo de algum tipo de coação.
E quem diz um destes tipos, diz a filha sua ou o próprio pai.
O que faria alguém com tanto poder?
Faria com que Diddy desaparecesse. Que aparecesse “suicidado”, como Epstein. E que os seus crimes e clientes, como os do proxeneta pedófilo, que partilhava muitos dos mesmos amigos de Diddy, como Hillary e Trump, Oprah e Musk, desaparecessem na espuma dos dias e no rodopio imparável das redes sociais.
E é por isso que, em princípio, Sean Diddy Combs vai morrer na prisão.
Porque Diddy, parecendo poderoso, é apenas um peão. Um peão com mais dinheiro e influência que a maioria, mas, ainda assim, igualmente descartável.






So what ?
Os interesses de alguns são mais que muitos, sejam eles onde vierem! “Diddy está envolvido na morte de Tupac? Família do rapper abre investigação”
“A teoria de que o Diddy está envolvido na morte de Tupac Shakur não é de agora, mas voltou a ganhar força após o rapper e produtor ter sido detido, em setembro”! Retirado texto: https://sicnoticias.pt/cultura/2024-10-07-diddy-esta-envolvido-na-morte-de-tupac–familia-do-rapper-abre-investigacao–6290e997
também posso?
Prontos… se houvesse realmente um desses puppeteers, acho que teria pouco interesse em que isto se tornasse público, Mais depressa o Diddy se afogava nas Marianas ou tinha um acidente ao saltar de um avião tendo esquecido o pára-quedas.
Claro que tudo anda muito caladinho… mas isso é normal. Sendo os States, o normal seria trocarem uma pena dura pelo livrinho preto, mas aquilo tem cara de ser uma resma A4, e sabe-se lá que nome aparecem. Mas há sempre o risco do homem bufar-se, e não como fazia o Pinto da Costa, antes de acidentalmente se pendurar pelo pescoço enquanto trocava a lâmpada da cela.