Rosie

Rosie é o nome da criança de 3 anos que o “artista” Robert Mapplethorp fotografou de modo criminoso, abjecto e revoltante. Não será aqui reproduzido esse opróbio.
A questão não está em saber o motivo pelo qual o director do Museu de Serralves se demitiu. A questão está em saber por que foi admitido.

Más notícias para os fãs da House of Cards

Netflix cancela a série depois de Kevin Spacey ter sido acusado de ter abusado de Anthony Rapp quando este tinha 14 anos. Os produtores da série anunciaram a decisão de a próxima série, a sexta, ser a última, depois de Spacey ter publicamente pedido desculpas pelo feito.

Saying he was “horrified” by the story, Spacey wrote that if he did indeed do what Rapp describes — which he does not remember — he owes Rapp “the sincerest apology for what would have been deeply inappropriate drunken behavior.” Spacey said the story also encouraged him to announce that he planned to “now live as a gay man” while dealing with this issue “honestly and openly” and examining his behavior. [Digital Trends]

À atenção da ministra da justiça

Criança de 12 anos violada pelo padrasto [P]

Este artigo é a prova acabada da inutilidade da lista de pedófilos. O violador é da relação próxima da criança. Quando a primeira violação terá ocorrido tinha a menina 6 anos.

Não se trata de nenhum desconhecido que ande a agarrar crianças na rua. Não, era o padrasto, que vivia na mesma casa e, ao que se suspeita, houve conivência por parte da mãe.

As consequências onde leis semelhantes estão em vigor são conhecidas. A ministra está profundamente errada e é inaceitável que lhe seja permitido, só para ter razão,  avançar com a sua obstinação.

ADENDA: Criança de 13 anos está grávida de oito meses do próprio pai

A ministra da paranóia

Um psicopata é um alguém que tem a desordem de não sentir empatia por aquele a quem provoca sofrimento. A ele nada lhe custa, por exemplo,  matar e terá, sempre, a consciência tranquila.

Por isso, a ministra da justiça dizer que tem a consciência tranquila quanto à sua proposta de lei sobre a lista de pedófilos tem valor nulo como argumento. Não estou a afirmar que a ministra é uma psicopata mas sim que pode dar-se o caso de ter a consciência completamente errada.

E, no entanto, é o argumento que ela apresenta depois de a Comissão Nacional de Proteção de  Dados arrasar a sua proposta. Afirma também que o faz por teimosia – é o que se conclui quando se diz “está no programa eleitoral” em vez de apresentar argumentos. Aliás, estes foram já desmontados há muito, tendo a ministra acabado com roda de mentirosa por parte do Expresso e desmentida em directo no Parlamento.  Acresce que, diz quem sabe, as crianças não são violadas por estranhos mas por alguém da sua confiança. Alguém que nunca estará nessa lista de pedófilos, pois estando já foi condenado e não será da confiança da criança – é o que se supõe que qualquer família faça e não será preciso uma lista para esta saber da desgraça que lhes aconteceu.

Sobra a teimosia e o poder, novamente sem controlo, que um ministro tem, em conjunto com o seu grupo parlamentar e com o seu partido, para fazer o que lhe dá na telha.

A oposição diz que vai votar contra. Mas vai revogar a aberração quando tiver esse poder?

Paula Teixeira da Cruz, a inacreditável ministra da justiça

Já foi chamada de mentirosa pelo Expresso. Insiste em falar de uns 80% de reincidência dos pedófilos, justificando-se com um estudo em que o respectivo autor já esclareceu publicamente que esse número não consta no seu trabalho.

É de lhe lembrar a recente campanha para sensibilizar os pais sobre as crianças serem vítimas de alguém da sua confiança. E não, portanto, de um estranho que possa viver na área da escola da criança, ao ponto dar a possibilidade dos pais irem à polícia exercer o seu direito à paranóia. Não, devem preocupar-se é com o círculo de relações da própria criança, onde se inclui a família e, espante-se, os próprios pais.

Depois da roda de mentirosa, era de esperar que a ministra caísse em si e saísse de mansinho. Qualquer pessoa sensata o faria. Excepto esta ministra justiceira.

“Isto foi dito e não foi desmentido”, declarou a ministra no Parlamento sobre o conteúdo do artigo de jornal. Para, logo de seguida, ser ela própria desmentida pelo deputado socialista Pita Ameixa: “Foi desmentido”.

“Está bem. Mas foi dito”, respondeu-lhe Paula Teixeira da Cruz [P]

Muito bem senhora ministra, ter-se-á ouvido das bancadas por parte do não menos inacreditável Carlos Abreu Amorim.

A mentira deliberada de Paula Teixeira da Cruz

Paula

Foto@José Sena Goulão/LUSA

Depois do sucesso mediático que foi a palhaçada do caso Citius, Paula Teixeira da Cruz está de volta com novo episódio de incompetência, fraude e desculpas esfarrapadas. Desta vez, o jornal Expresso revela que a ministra foi apanhada a manipular dados sobre a pedofilia para justificar a criação da polémica lista de abusadores. Teixeira da Cruz alegou que a taxa de reincidência entre pedófilos rondava os 80%. Contudo, os números dos serviços prisionais apontam para uma taxa bastante menor, na ordem dos 18%. Não restam dúvidas: a ministra mentiu. Deliberadamente.

A mentira deliberada é uma marca registada deste governo. Passos mentiu para ser eleito, Portas mentiu para reforçar o seu poder, Paula Teixeira da Cruz mentiu para forçar a criação de uma lista que, mais do que os hipotéticos efeitos práticos, serviu para desviar atenções e manipular os sentimentos exacerbados que caracterizam a discussão em torno deste problema. Reformulando a célebre frase de Pedro Passos Coelho, como é possível manter um governo em que vários ministros, incluindo ele próprio, mentem?

A ministra que disfarça

peneira

Não é a primeira vez, eu cá até já conto quatro, que a “alegada ministra da justiça” recorre ao tema da pedofilia quando precisa de desviar atenções. Aí está novamente em acção. A seguir virá a lista de homicidas, que eu cá tenho direito a viver ao lado de gente santinha.

Carta muito aberta à srª ministra da Justiça e militante do PPD agora PSD

ppd velharias

Isto quem nasce para o que é, não tem remédio, já dizia um tal de Calvino e a vida demonstra como é verdade. Por isso, srª ministra, estou consigo, pedófilos é base de dados pública com eles, enquanto não se pode meter um ferro em brasa na testa com um P bem visível, que aquilo não é gente, é gado.

Esta coisa do P de pedófilos avivou-me a memória, como o tempo muda e tanta novidade se alcança. Veja lá, srª ministra, que a palavra se existia no meu tempo não era usada. Mas agora acorda-me outras recordações.

Ao final da tarde, à saída das aulas, era limpinho, lá estava na sua  carrinha o Amadeu Paneleiro estacionado à porta do Liceu, ostentando a sua obesidade, como agora se diz, que naquele tempo era só gordo.

No circuito do currículo oculto, esta também só aprendi mais tarde, depressa e entre colegas nós os mais putos ficámos sabedores do negócio, tempo dos primeiros cigarros comprados avulso e estranheza por um dia aparecer um colega dos mais tesos com um maço cheio: [Read more…]

O santo do pau oco

João Paulo II abençoa o padre Marcial Maciel, um dos maiores pedófilos da história da Igreja, com casos documentados desde os anos 50

João Paulo II abençoa o padre Marcial Maciel, um dos maiores pedófilos da história da Igreja, com casos documentados desde os anos 50


Ao que parece, João XXIII foi hoje canonizado sem cumprir as regras da própria Igreja Católica. Não havia qualquer milagre que lhe fosse atribuído, mas a voz do Papa Francisco foi suficiente. E voz de Papa, como se sabe, é sagrada.
Já o Papa João Paulo II conta com 2 factos sobrenaturais comprovados, um aneurisma e uma doença de Parkinson. O facto de ele já ter morrido quando estes 2 prodígios aconteceram não deve significar nada. Santo que é santo faz milagres até depois de morto.
Mas o maior milagre de João Paulo II foi ter governado o Vaticano durante quase 30 anos sem nunca ter reparado nos milhares de padres pedófilos que por todo o mundo católico espalhavam o terror entre as criancinhas que alguém tinha deixado ao seu cuidado. Esse sim, é um milagre autêntico que devia ser suficiente para a sua canonização.

Bento XVI: Um Papa não tão mau como se esperava

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No último dia do pontificado de Bento XVI, meia dúzia de linhas à laia de balanço.
Já passou o tempo em que eu me atirava forte e feio à Igreja Católica por tudo e por nada. Não mudei a minha opinião, mas como diria o outro, agora sou calmo em relação a tudo o que a envolve a instituição. No fundo, só é católico quem quer e ninguém é obrigado a seguir os seus ditames. Cada um é livre de aderir às seitas da sua preferência.
Quanto a Bento XVI, parece-me que não foi tão mau como se previa. Da mesma forma que João Paulo II não foi tão bom como se quer fazer crer. No que diz respeito a Ratzinger, destaco três pontos importantes:
– a crítica forte do neoliberalismo que governa hoje em dia toda a sociedade ocidental. «O objetivo exclusivo de lucro, quando mal produzido e sem ter como fim último o bem comum, arrisca-se a destruir riqueza e criar pobreza.»
– a condenação clara da pedofilia, silenciada e escondida no interior da Igreja, durante décadas, por João Paulo II e as autoridades máximas de Roma. «De novo, penso no imenso sofrimento provocado pelos abusos cometidos nas crianças, especialmente no seio da Igreja e pelos seus ministros.»
– a defesa da Água como bem público e a recusa clara da sua privatizaçãoem todo o mundo. «A água não é “um bem meramente mercantil mas público».
De resto, não se pode dizer que tenha sido um papa especialmente progressista. Mas o que se esperava de alguém que foi eleito aos 80 anos?

A Senhora Catalina Sabe, mas só fala quando lhe é conveniente

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Sobre pedofilia sabe a senhora Catalina. Aliás sempre soube e de tudo o que sabia falou tarde e mal.
Agora também sabe dos abusos que o padres fazem. Só em Lisboa serão cinco os casos de que tem conhecimento.
Como estes abusos não terão sido perpetrados ontem, quando terá ido a senhora Catalina à polícia, fazer a queixa que se impunha? Não foi!
Falou agora que sabia dos casos e que os escondeu das entidades policiais.
Disse ainda que terá falado com os responsáveis da Igreja (ou não).
Qual a responsabilidade real desta senhora por todos os abusos que se verificaram desde que tomou conhecimento dos casos até à presente data?
A senhora andará a precisar de protagonismo agora? Porquê?

Ajoelhou? tem de rezar

Catequista de Aveiras de Baixo acusado de pedofilia

A catequese e a sexualidade infantil. Um manifesto

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Hoje em dia sabemos a verdade. Sacerdotes célibes abusam às crianças. Antes, sem saber deste latrocínio, deste abuso ou crime de pedofilia, escrevi isto.

No seu texto inédito Pragtamisme et Sociologie, (manuscrito na minha posse) proferido na Universidade da Sorbonne de Paris, durante o ano de 1913-1914, o velho socialista e materialista histórico, Émile Durkheim, comentava que os velhos deuses estavam mortos e que a religião estava em vias de mudança.

Mas, acrescentava, nem tanto assim, porque todo o ser humano precisa de ritos, ideias, ética, interação moral, orientação na criação dos seus descendentes. Donde, a Religião, seja ela qual for, pelo menos define as relações emotivas e pedófilas (o meu acréscimo) entre pais e filhos, voir mães, pais, filhos, filhas. A nossa língua não tem ainda um conceito para designar estas relações, apenas excepto ascendentes e descendentes, palavras sem música e indefinidas. Era o que eu pensava antes de saber da existência da pedofilia[1], incesto[2] e adultério[3], que não são definidas na catequese, por conveniência de sevicio. [Read more…]

Problemas laborais no Vaticano

Graças à crise europeia, também o Estado do Vaticano terá de tomar medidas de austeridade, por imposição da troika, uma vez que se tem verificado uma baixa de produtividade dos sacerdotes que residem no Vaticano. Segundo um estudo recente, os referidos sacerdotes têm interpretado menos passos da Bíblia por hora, embora se reconheça que os problemas da falta de vocação sacerdotal e a mais recente campanha da Benetton têm contribuído para uma sobrecarga de trabalho dos funcionários da capital mundial do catolicismo.

Para fazer face a estes problemas, e de acordo com uma fonte próxima do Papa, os sacerdotes serão obrigados a trabalhar mais meia hora por dia, o que permitirá que o dízimo dos fiéis, as receitas de Fátima e os contributos da Opus Dei acabem por sofrer uma valorização assinalável. Entretanto, representantes da Associação Sindical dos Sacerdotes (cuja sigla não é aceite em países anglófonos) já estão a queixar-se das consequências perniciosas destas medidas sobre a qualidade do trabalho, para além de que retira tempo a alguns padres para se dedicarem à perseguição dos jovens romanos.

Para além disso, e ainda por imposição exterior, será necessário acabar com alguns feriados, à semelhança do que aconteceu em Portugal: o problema está em descobrir feriados civis. Por outro lado, o Vaticano contesta, e, aparentemente, com razão, que é nos feriados religiosos que os religiosos trabalham mais, pelo que o fim dos feriados pode – isso sim – pôr em causa a produtividade sacerdotal.

A família pedófila

família pedófile

Para os meus discentes do derradeiro ano da Licenciatura de Antropologia do ISCTE, antes de entrarmos no Modelo Bolonha de Universidade.

É-me quase impossível esquecer este ano de debates, quer em Etnopsicologia da Infância, quer em Antropologia Económica. Durante o ano que finda este mês, quatro discentes meus foram pais e mães. Não consigo esquecer os incasáveis conselhos que saíam da minha boca, via Freud, Klein, especialmente Bion: permitam às crianças entenderem o mundo, não durmam com elas ou, como diz Boris Cyrulnik, qualquer dia temos uma família pedófila? [Read more…]

todo o ensino deve ser público

todo o ensino deve ser público, gratuito e sem colégio privados

O título deste ensaio parece um mandamento. De facto, é uma ordem, não entregue pela divindade, mas sim pelo totem como definia Durkheim no seu texto de 1912: Les structures élémentaires de la vie religieuse, Felix Alkan, Paris (não conheço versão portuguesa). Mandamento parece-me que é, conforme os tempos e as cronologias, por se tratar do processo de transferência de saber de uma geração a outra, sendo uma obrigação que a lei garante, passando a nova obrigação, a de aprender, para os mais novos de um grupo social.

A literacia é a que garante a memória, o saber, as descobertas e os avanços científicos de uma sociedade ou de um grupo dela. No ensaio de ontem, filosofava sobre as diferenças e a complementaridade, e definia esses conceitos como palavras substantivas capazes de, por guardar a diferença, as formas complementares apareciam dentro do debate e do saber. No caso do ensino, actividade definida por mim como transferência de saberes, é uma obrigação. [Read more…]

Yo, María del Totoral-Ensayo de etnopsicologia de la infáncia-4

casa de adobe, casa de pobre o casa rural

Prácticamente, yo diría que este es el contexto de la vida de María Cecilia, desde pequeña, hasta huir de casa y ganar la vida por sus propios medios, en casa de parientes, como empleada de profesores antiguos que tuvo, como D. Nolfa, un profesor de Corinto, el Sr. Días, etc. No gustaba de vivir en la casa de sus padres, hasta el cambio que ya mencioné, al comprar el padre una casa en Talca que ella trató de ordenar y limpiar. Como dice claramente en su entrevista y en los textos que escribe, no le gustaban las casas de los papás porque ni muebles había. Sus formas de pensar, actuar, recordar, nos hace pensar que la terapeuta que trató de ella y le ayudó a vivir con alegría, es como el caso de Melanie Klein e su análisis de Richard en 1939. [Read more…]

Sem ponta de pudor

 
 
 
 

(adão cruz)

Sem ponta de pudor

 Quando hoje li no jornal que a igreja considera “indecente” o actual modelo económico, e que o capitalismo fez da mão-de-obra mera mercadoria, fiquei perplexo e pensei: eu já não devo andar neste mundo, eu já devo ter morrido e não dei por ela. Pois, se a igreja está enterrada até às orelhas no capitalismo! Quando D. Carlos Azevedo diz que há uma cultura exacerbada do individualismo, defendendo que “só com modelos humanistas” se pode combater a crise e traçar caminhos de futuro, e sustentando que os princípios morais têm de estar inscritos no coração das pessoas, faz-me rir, amargamente, é certo. [Read more…]

Não estão fartos de ver condenados por pedofilia com tempo de antena?

Eu estou!
Ainda vão inventar um reality show em que se vai ver quem é o pedófilo mais popular! Uma vergonha!

a criança, esse valor de câmbio

uma das crianças sujeitas ao que anda na moda: a pedofilia

Para a escola de Belas

Estou empenhado em duas lutas, em duas frentes diferentes. Um, é mostrar aos leitores, como pensavam os fundadores da nossa ciência da Antropologia, especialmente em etnopsicologia da infância; a outra, em desmascarar os adultos abusadores de crianças. Este texto tem por objectivo a luta por crianças sãs e a viverem no seu lar.

O que acontece na faixa de Gaza e quotidianamente no Afeganistão, esses Talibãs que não apenas matam, mas abusam das crianças. Como na Madeira….

Temos hábitos. Hábitos de conceitos. Hábitos de significados. Hábitos emotivos. Os primeiros, são de grande facilidade de definir: um conceito diz o que uma coisa é, uma actividade ou um facto. O significado, diz-nos a abstracção dessa realidade. Como valor, o tempo usado em fabricar uma mercadoria. Como câmbio, a utilidade de trocar um bem que eu faço por um bem que não tenho, intermediado pela abstracção dinheiro ou capital. E fica assim, rapidamente tudo definido e no seu sítio racional. Os emotivos, nem conseguem ser hábitos. Ou, por outra, temos o hábito de ter emoções e sentimentos, como referi no jornal de Julho deste ano. Texto que referia conceitos abstractos de sentimentos. E, como refere a dedicatória, bom para o que eu costumo denominar processo de ensino e aprendizagem.

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a materialidade dos afectos

duas mãos enlaçadas, o múltiplo do amor

Para os nossos discentes de Etnopsicologia da Infância.

As crianças observam-nos. As crianças sabem de nós. As crianças descortinam-nos. Esses pequenos seres entre os 12 meses e os cinco anos, imitam-nos. Procuram em nós uma satisfação sentimental das suas emoções e colmatar os seus desejos de uma resposta simpática no difícil processo de amar. Um processo que requer um parceiro, esse processo de ida e volta, conjugado no verbo amar: de simpatia, de antipatia, com raiva, ou, simplesmente, não amar. Em síntese, uma complexidade entre as relações baseadas nas emoções, nos sentimentos e na intimidade do desejo [Read more…]

Pedofilia no futebol francês – e vão a julgamento…

Já tinhamos falado neste assunto, Pedofilia no futebol francês, com reacções muito azedas por parte de alguns, mas a verdade é que passados três meses, dois dos jogadores vão mesmo a julgamento.

A advogada dos jogadores diz o óbvio, eles não sabiam, bastaria ela não se ter feito passar por adulta (dizia que tinha 20 anos) e nada teria acontecido, mas pelos vistos há provas que a prostituta tinha 17 anos e os jogadores vêm-se numa situação muito apertada.

O Ribéry, esse que está aí em cima com a mulher, um dos mais conhecidos jogadores franceses, nunca mais se vai ver livre desta notícia, a opinião pública é impediosa, e com a exposição que um jogador internacional tem, vale -lhe de pouco a verdade.

o tsunami das perversões

o comércio de certos países asiáticos

Lembranças do farmacêutico da Parede

O nosso costume era parar na rua e falar vários minutos sobre os factos do dia. Curto, breve, ético, directo. Sem vergonha na opinião. Fugindo do julgamento da praça pública. Minutos curtos por não poder, o Senhor Farmacêutico, manter-se em pé muito tempo devido às suas pernas: passava dos 90, mas desde os 80, com memória em excelente estado, tinha opinião para tudo. Durante os últimos três anos, a ética do nosso País andou abalada, e as suas palavras não permitiam opiniões divergentes, atitude que me fazia, que me ensinava. Especialmente, acerca das perversões que iam acontecendo. Até ao dia de não podermos falar mais, nem eu me inspirar nas suas opiniões, essas ideias educativas. Retiradas da sua experiência de vida, de criar filhos, opinar com netos e ouvir bisnetos. Um processo educativo, como gosto de denominar. Um dia, o Farmacêutico não estava mais. E não foi possível comentar a tragédia que nesses dias de Dezembro de 2004, passei a viver: eu estava fora do País, ele tinha entrado na eternidade.

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Leiam e reflictam

(Leiam a notícia em baixo e reflictam. Reflictam sobretudo em algumas das enganosas mensagens que ela contém:

“Europa decadente de valores” Que autoridade tem Carlos Azevedo e Bento XVI para falarem em decadência de valores? Que olhem bem para dentro da Igreja e do Vaticano antes de falarem em decadência de valores nos outros.

Falar de “crise espiritual” da economia e da política, pela boca de uma instituição acusada de pedofilia no mundo inteiro e de crimes economico-financeiros de alto calibre, é, no mínimo, desconcertante!

Mensagem de “missão” para “despertar os cristãos adormecidos”. Adormecidos pela anestesia de Fátima, ou acordados pela realidade de uma mentira monumental?.

“Se tivesse havido consciência ética não teríamos chegado ao descalabro económico”. Carlos Azevedo ou é ingénuo ou pretende atirar um punhado de areia aos olhos das pessoas. Onde está a ética do Vaticano? No encobrimento da pedofilia? Na ligação à mafia, à loja maçónica, ao holocausto da Croácia, à ajuda na fuga dos criminosos nazis? Na sinistra actividade de Paul Marcinkus, pedra basilar do Vaticano? No mais que suspeito assassínio de João Paulo I? No banho de sangue dentro da Guarda Suiça, escandalosamente abafado? Além disso, não sabe Carlos Azevedo, porventura, que o Vaticano foi sempre, e é uma das personagens principais do palco económico-financeiro onde decorre a dramática peça do capitalismo selvagem?

“O contexto de crise traz exigências de simplicidade de vida e austeridade”. É preciso o Sr. Carlos Azevedo ter um camião Tir de descaramento para dizer uma coisa destas, quando toda a gente conhece o luxo da igreja e a sua total falta de simplicidade. É preciso muito pouco senso para dizer isto aquando de uma VISITA PAPAL IMPERIAL  repleta de luxo, vaidade, ostentação e desprezo pelos famintos e desempregados de Portugal e do mundo).

“Temos de encontrar uma nova forma de viver”. Talvez aquela que Leonardo Boff mostrou ao mundo na sua Teologia da Libertação, que Ratzinger arrumou de vez, não fosse o diabo tecê-las, e que, ao fim e ao cabo, foi a que Cristo ensinou.  Essa mesma forma de viver, simples e austera que a igreja católica atraiçoou e desde há séculos renegou, virando-a completamente do avesso).

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Comentário do próprio Eric Frattini

(Comentário de Eric Frattini a Nuno Resende, no meu post “Los papas e el sexo”. Vale a pena ler).
Querido amigo Nuno,
Siento no poder responderte en portugués, porque no lo entiendo, pero paso a contarte una cosa. Desde 1960, el Vaticano ya conocía de forma oficial los abusos sexuales sobre niños y seminaristas. Juan XXIII firma un documento de 62 páginas en las que da instrucciones a la Curia para que escondan todos los casos y que los pederastas sean tratados como ‘pecadores’ y no como ‘delincuentes’.
Y en eso llegó Juan Pablo II y el cardenal Ratzinger. Desde 1981, Ratzinger tenía ya sobre su mesa cientos y cientos de casos de abusos sexuales por parte de altos cargos, no sólo sacerdotes. ¿Qué hace Ratzinger? pues redacta un docunento, en forma de adendo sobre el documento de Juan XXIII, en el que da instrucciones a todo el clero para que los casos de abusos sobre niños o seminaristas sean tratados en el Vaticano y de que en ningún caso pueda ser denunciado a las autoridades policiales del país en donde se cometió el delito o ‘pecado’.
Así es que amigo, Nuno me creo bien poco las disculpas en forma de ‘carta pastoral’ de Benedicto XVI. Si quieres más información, lee mi próximo libro que saldrá en Portugal en el mes de octubre de 2010, titulado ‘Los Papas y el Sexo. De San Pedro a Benedicto XVI’ (Bertrand Editores), en donde hago un gran repaso histórico de como los papas han tratado el sexo y como la mayor parte de ellos, lo han practicado.
Como dijo un día un sabio: “De todo hay en la Viña del Señor”.
De cualquier forma ha sido un placer responderte.
Estaré en Lisboa el 25 de mayo, presentando mi nueva novela en El Corte Inglés y editada por Porto Editora ‘El Laberinto de Agua’, una novela por cierto, condenada por el Opus Dei en España. Será todo un placer saludarte en Portugal, así como a todos los que formáis parte de este blog….
Un saludo a todos

ERIC FRATTINI

www.ericfrattini.com

Pedofilia no futebol Francês

Um escândalo! Três conhecidos jogadores estão a ser investigados por terem recorrido aos serviços de uma profissional do sexo quando esta apenas tinha 17 anos. A conhecida jovem (continua a ser uma prostituta de luxo), já veio a terreiro defender os jagadores dizendo que foi muito bem tratada e que não houve violação nenhuma, pedindo que os jogadores não sejam molestados pela justiça.

Os jogadores Ribéri, Vougou e Benzema é que já estão a contas com vários problemas para além do tradicional, estarem a ser julgados na praça pública. Há já quem peça a sua exclusão da Selecção Francesa de Futebol no próximo Campeonato Mundial, em junho na África do Sul. A lei francesa é clara diz que a maioridade é atingida aos 18 anos, mas o que me deixa perplexo é como é que uma coisa destas chega à Justiça, toma foros de notícia “pedofila”, a dois meses do campeonato.

Quem estará por detrás de uma notícia destas? O que se pretende? Como é que se obtem provas de que as relações foram anteriores à maioridade, quando pelos vistos são confirmadas pelas partes ?

É claro que o Ministério Público não pode deixar de investigar, mas a facilidade com que hoje em dia a opinião pública é manipulada e utilizada para os desígnios de gente que se mantem na sombra, é deveras preocupante!

A quem serve uma Justiça fragilizada e um comunicação social “empreiteira”?

Faltam 18 dias para a visita do Papa a Portugal


E eu, via Aventar, não posso deixar de me associar a este brilhante momento da história de Portugal.

E se fosse no seu cuzinho, sr. juiz de Braga, a sentença seria a mesma?

Porfírio Silva pergunta ao Aventar se será sério questionar o Ministro da Justiça por causa da decisão de um Tribunal, aquela de condenar, com pena suspensa, um pedófilo que andou a violar uma criança durante dois anos.

É sério, claro que é. Tão sério como o Ministro da Justiça questionar a decisão do juiz que queria acusar o primeiro-ministro de atentado contra o Estado de Direito.

Quanto ao juiz, que nem sei quem é, só apetece perguntar a quantos anos condenaria alguém que tivesse andado a violar durante dois anos a sua filha?

Pedofilia – o sigilo profissional ou confessional aplica-se?

No caso do violador de Telheiras o Psiquiatra que o andava a tratar tinha ou não consciência que o seu doente violava raparigas inocentes ? Tinha ou não consciência que o seu doente era violento e atentava a vida de terceiros? Tudo indica que sim, mas não o denunciou às autoridades!

Há razões profissionais para se manter o sigilo, acredito que sim, mas isso leva-nos a compreender a posição do actual Papa, enquanto Cardeal Ratzinguer. Também este, quando era Presidente da Comissão para a Fé, calou, por haver um valor supremo. O bom nome da Santa Madre Igreja!

E se em vez de pedófilia estivessemos perante um crime de vida? Assassinatos? Alguem aceitaria que um profissional calasse o que sabia, colocando acima da vida humana o sigilo profissional? É claro que não ! Este raciocínio só mostra que a pedófilia e os crimes sexuais não são reconhecidos com a gravidade que deveriam ter. Há uma espécie de “benevolência” conforme os casos, e que é bem visivel no caso da Igreja Católica.

Ser Padre é uma “atenuante” na prática da pedófilia! Ser um profissional é uma “justificação” para calar!

A avestruz

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A Igreja Católica, quer se queira ou não, está numa crise profunda por causa das confirmações nuns casos, suspeitas noutros, de casos de pedofilia em diversos países do mundo. Portugal incluído.

Salvo uma declaração a contragosto do cardeal patriarca de Lisboa, numa homilia da Páscoa, e uma ou outra voz de clérigos a demonstrarem desconforto, a Igreja Católica Portuguesa parece pouco interessada em abordar o tema.

É compreensível o desconforto. É desagradável que alguns pastores de almas mais não tenham feito que as alienar. É garantido que este segredo público era uma certeza em privado. Há muito os altos quadros desse Estado chamado Vaticano sabiam dos pecados internos. Talvez não de todos mas seguramente de muitos. E pouco ou nada terá feito para os erradicar.

Soam a oco os argumentos de que o actual Papa, nestas ou nas funções passadas, não conhecia ou não tinha certezas. Se havia suspeitas, denúncias, mais não teria a fazer que as mandar investigar. Se soube e não agiu foi conivente, cúmplice.

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