Viver ou ser vivido?

Estar na fila da caixa de um supermercado e, enquanto se espera a vez, acender um cigarro e começar a fumá-lo, equivale, na percepção subjectiva dos outros, a tirar uma pistola do bolso.
O escândalo e a estupefacção reprovadora são quase imediatos, a censura instantânea e a ordem para colocar fim pronto à subversão são equivalentes às que suscitaria um assalto à mão armada se, no caso do assalto, não houvesse o risco físico evidente, circunstância que desencoraja os mais esclarecidos.
Fumar um cigarro na fila do supermercado, ou na repartição de finanças, ou até no consultório médico, era um gesto socialmente inócuo, ou mesmo prestigiante, até há poucos anos atrás. A transformação que se operou na representação social desse gesto, e na sua percepção subjectiva, foi radical e extremamente rápida. Talvez não haja muitos exemplos de uma tão profunda, ampla e célere modificação no modo como a generalidade das pessoas interpreta um comportamento específico.
Como se fez isto?
Que métodos e meios foram utilizados para introduzir, com tanto sucesso e rapidez, uma modificação tão profunda na avaliação subjectiva de um determinado comportamento, fazendo-o passar da aceitação generalizada para a censura e a repulsa instantâneas?

Maria Luís: Desculpa!

Escrevi que terias mudado de emprego. Afinal foi só uma mudança de local de trabalho. Peço desculpa pelo lapso.

Governo renegocia SCUT e ficam 58 vezes mais caras

O meu colega FMS já se referiu ao assunto. A questão diz-se em poucas palavras mas não se compreende com muitas ou nenhuma. Escandaleira, chama-lhe o FMS. Concordo e acho brando. Pulhice, desgoverno, insensatez, irresponsabilidade, ignorância, estas são as expressões mais leves que me ocorrem e fiquemos por aqui.

O Governo conseguiu, renegociando, tornar o negócio original 58 vezes mais caro para os cofres públicos.

Como, ultimamente, são milhões para aqui e milhões para ali até perdermos o fio às contas, faça-se o seguinte raciocínio – o pacote da Troika é de 78 mil milhões, dizendo que chega para pôr as contas em ordem (o que é duvidoso). Só neste negócio o governo malbarata 10  mil milhões, com esta agravante:

O documento da auditoria ainda não foi aprovado pelo Tribunal de Contas, que por isso se recusou a comentar o caso ao Correio. Ontem a TVI também tinha noticiado esta auditoria, dizendo que os juízes se queixaram de ter sido induzidos em erro para aprovar cinco auto-estradas, no valor de dez mil milhões de euros, porque lhes terão sido sonegadas informações.

É urgente impedir esta gente de continuar a desgovernar.

Dias tristes

(pormenor - adao cruz)

“Mais de 100 mil pessoas foram à Praça de São Pedro neste domingo para uma importante demonstração de apoio ao papa Bento XVI sobre o escândalo de abusos sexuais cometidos por clérigos. Bento XVI disse que ficou confortado pela “bela e espontânea demonstração de fé e solidariedade” e novamente denunciou o que chamou de “pecado” que infectou a Igreja e a necessidade de purificação”.

O escândalo internacional que hoje atinge a Igreja Católica advém de provas irrefutáveis de dezenas de milhares de casos de violações infantis e maus-tratos sexuais cometidos por milhares de sacerdotes. As queixas aconteceram ao longo de décadas, e acontecem hoje, surgindo inicialmente nas cidades que albergavam os crentes mais devotos dos EUA. Daí passaram à Irlanda, Itália e Alemanha com grandes populações católicas, e atravessaram continentes. O que perturba é que o actual papa Bento XVI, que na sexta-feira deixou Portugal com cara de santo, foi durante décadas responsável pessoal pela ocultação e encobrimento dos predadores sexuais, cujas vítimas eram crianças violadas em hospícios, reformatórios, escolas para surdos-mudos e deficientes, escolas paroquiais locais e igrejas. Com as suas  mentirosas prédicas Bento XVI procura sacudir as imensas responsabilidades que tem sobre os ombros, por ter protegido durante longos anos os sacerdotes que abusaram pessoalmente de milhares de crianças confiadas à responsabilidade da Igreja. [Read more…]

O "escândalo"

O governo britânico pediu hoje desculpa ao Vaticano pela redacção de um documento oficial, interno, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em que se sugere que a visita de Bento XVI ao Reino Unido, em Setembro próximo, seria ideal se incluísse a inauguração de uma clínica de interrupção da gravidez, se abençoasse um casamento homossexual, se fizesse o lançamento de uma marca de preservativos e de uma linha telefónica de ajuda para menores vítimas de abusos de sacerdotes pedófilos.

O arcaico e retrógrado Vaticano ficou profundamente escandalizado e foi aos arames.

Eu pergunto: será maior este “escândalo” ou o escândalo de violar uma criança? Duas crianças? Milhares de crianças?

Mais um golpe, mais um roubo

No Aventar os xutos na bola, com a rúbrica FUTaventar entrou tarde e ainda há quem resista à discussão, talvez com algum sentimento elitista considerando que a bola é coisa de pobre! É sim senhor! E ainda bem que existe porque tudo o resto é muito mais vergonhoso.
Atente-se:
Gaia: a Escola António Sérgio fica no centro da cidade, bem juntinho ao hospital, ao novo hotel; A Secundária de Canidelo, junto ao nó do fojo a meio caminho entre a VCI e a praia…
Gondomar: a Secundária é absolutamente central na sua localização…
No Porto… Em Lisboa…
Temos estas localizações todas nas mãos de uma coisa a que chamam Parque Escolar. Esta coisa, se calhar uma sucateira ou uma PT ou… vai ficar com todas estas escolas secundárias na mão. Não tarda nada, temos as escolas com poucos alunos, os terrenos fora das mãos do estado e algum boy a lucrar milhões.

Por estas e por outros é que prefiro falar e escrever sobre o Simão.

Lindo de dizer!

Chaga do anti-semitismo deve desaparecer, diz papa.

Também concordo, mas como é que o papa quer que isso aconteça, mantendo-se praticamente silencioso quanto às atrocidades israelitas na Palestina? O papa não vê que a manter-se esta vergonha e este incomensurável escândalo, a chaga se agrava cada vez mais, e cada vez mais contagia mais gente, gente que nunca foi anti-semita?

"O maior escândalo do século na medicina"

“O maior escândalo do século na medicina”

( Façam o sacrifício de ler, pois creio que vos trará algum proveito)

Exerço clínica há quase 50 anos, desde uma clínica um tanto primitiva da primeira fase da minha vida, em plena serra da Gralheira e no interior da Guiné, até à clínica especializada da maior parte da minha vida. Portanto, tenho direito a algum crédito naquilo que digo. E o que digo não é bom nem agradável.

Clama o Sr. Wolfgang Wodang, presidente da Comissão de saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que a campanha da “falsa pandemia de gripe, criada pela Organização Mundial de Saúde e outros institutos em benefício da indústria farmacêutica, é o maior escândalo do século na medicina”. Ele vai pedir um inquérito para analisar a pressão que os laboratórios terão exercido sobre a Organização Mundial de Saúde. De facto, mais grave do que isto não é fácil conceber.

Claro que, como diz o povo, “tarde piaste”, ou “agora agarra-lhe no cu com um gancho”, ou ainda “agora adianta-te um grosso”. Com cinco mil milhões no papo, a indústria farmacêutica faz um manguito e farta-se de rir à gargalhada. Só não estará totalmente satisfeita, porque uma boa parte da população já tem os olhos mais ou menos abertos, muitos médicos e outros agentes de saúde não são otários, e, portanto, marimbaram-se para o esquema, mandando às urtigas as vacinas, senão não eram cinco mil milhões, mas dez mil, quinze mil ou vinte mil milhões. A não ser que os governos já as tenham todas pagas, mesmo as não utilizadas. Se assim for, só lhes resta ensopá-las com batatas.

De pés bem assentes na minha vida e experiência clínicas, com a responsabilidade que sempre procurei ter, mas de pé atrás pelas inúmeras patranhas a que há anos estou habituado, e também avisado desde início desta “pandemia” pela análise lúcida e isenta de muita gente, quer do mundo médico quer do mundo político, como por exemplo o Prof. Vaz Carneiro e Ignatio Ramonet, eu não tomei a vacina, não a prescrevi nem a aconselhei a nenhum dos meus pacientes, nem tão pouco aos meus familiares, nomeadamente filhos, noras e netos. E não estou arrependido. Nem eles, creio eu. [Read more…]

O primeiro-ministro, a mulher e os amantes dela

Depois da guerra entre republicanos e católicos pró-ingleses a Irlanda do Norte enfrenta agora a escandaleira dos amantes da mulher do primeiro-ministro, Iris Robinson, senhora de boa idade muito dada a um jovem empreendedor, órfão de um antigo amante.

E que temos nós a ver com o assunto? Têm os irlandeses porque a senhora além de “esposa de” também é deputada e usou do seu cargo para favorecer o moço.

Se fosse na Irlanda do Sul era pior, digo eu lembrando-me do fundamentalismo católico que aí domina. Mas o Norte em fundamentalismo nem lhe fica atrás, e mais uma vez temos o delicioso espectáculo das públicas virtudes que disfarçam os vícios privados, ressalvando que uso a frase mas não vejo o sexo como um vício, e só espero que da sua prática tenham tirado bom proveito.

O escândalo do"Climategate" e a Conferência de Copenhaga

TEXTO DE ROLF DAMHER

 

O caso Climategate, onde se manipularam dados para provar o aquecimento global, é um dos maiores escândalos científicos da História, pelo modo como afecta a credibilidade pública da comunidade científica e sobretudo pelas suas implicações económicas e políticas.

José J. Delgado Domingos, Professor catedrático do Instituto Superior Técnico

Bom, finalmente venceu o simples são juizo humano e lá o dogma “científicamente” provado de que o aquecimento global era devido às emissões de CO2, deu o berro. Mais um grupo interesses económicos que através de manipulações tentou adquirir poder não solidário com o fim de enriquecimento próprio, ficou a ver navios. Sendo assim, é de considerar que a Conferência de Copenhaga vai ser um mais um daqueles eventos de muita parra e pouca uva.

 

É um sinal positivo, de esperança. Mas ainda há muito mais casos, como p.ex. no campo da medicina. É aí onde algumas sumidades com importantes títulos académicos – na Alemanha chamam-se “bocas de aluguer” – se vendem aos interesses económicos-farmacêuticos para atestar a eficácia, segurança e inocuidade de medicamentos e métodos de tratamento que nem sempre fazem bem aos doentes.