“O povo quer este Primeiro-Ministro e não quer outro”, afirmou Luís Montenegro à guisa de conclusão da sua leitura dos resultados eleitorais.
Ora, segundo os resultados em território nacional – faltam os votos dos círculos de emigração -, dos 9.265.493 inscritos, votaram 5.965.446. O que significa que para 3.300.047 votantes, deixar ou não o Luís trabalhar não mereceu a ida às urnas.
Mas, mantenhamos o foco nos que se deram ao trabalho de ir votar: 5.965.446.
Dos 5.965.446, votaram na AD 1.915.098. O que significa que 4.050.348 votaram noutros partidos. Ou sejam, não queriam que o Luís continuasse a trabalhar. Preferiam Pedro Nuno Santos, André Ventura, Rui Rocha, etc. Se quisessem o Luís, teriam votado AD, e não votaram.
Na verdade, “o povo” não quis este Primeiro-Ministro. Se quisesse, a AD não teria apenas 32,10% dos votos.
Tal como Mark Twain achou das notícias da sua própria morte, também a leitura do Luís quanto aos resultados eleitorais, é manifestamente exagerada. Mas, compreende-se: se não fosse ele a dizer tal coisa, quem iria dizer?






Também ainda ninguém sabe a trabalhar para quem a fazer o quê, o que torna a coisa difícil.
Quem busca consolo… de algum modo o encontra!
Pois cá está! Citando, Menos, mas citando:
“Quem busca consolo… de algum modo o encontra!”.
JgMenos exercitando a sua sublime capacidade poética!
A que não deve ser estranha a inesperada visita do dileto amigo fuzileiro que veio pôr fim a um momento de amarga tristura.
O povo queria o Passos ou o Costa como PM?
O que o povo diz não se escreve
Pois não sei.
Mas o JgMenos já tinha feito a sua serena opção. Prefere o dileto fuzileiro que lhe tem proporcionado sublime consolo.
O que o povo diz podia escrever-se, mas é raro. Agora está tudo reduzido a venturosas macacadas de vinte segundos no tik-tok. Mas a atividade deve ser dura e perigosa, a avaliar pelo número de pensos que alguns autores têm exibido.
Sim, como achar que bater em quem é diferente faz o patrão pagar mais, os hospitais ficarem abertos, ou os preços deixarem de subir. Vamos ver como corre mais do mesmo.
Tens que resolver essa questão do salário, PM, está a obscurecer-te análises económicas que se advinham originais.
Sugiro-te o título ‘À porrada nas diferenças’.
Está nas mãos do avençado, prometeu e depois não assinou. Mas não estou a ver o que é que resolvia se precisasse.