A política errática de Trump no acordo nuclear com o Irão

Em 2018, contra os compromissos assinados por Obama, Trump retirava os EUA do Plano de Ação Conjunto Global. Uma decisão que na prática matou o acordo. Era um acordo diplomático exemplar e eficiente que já estava a dar os seus frutos e que tinha a virtude de incluir a China, a França, a Alemanha, a UE, o Irão, o Reino Unido, a Rússia e os EUA.

Alinhado com o tratado de não-proliferação nuclear, o acordo previa a redução das reservas de urânio enriquecido em 98% e a redução das unidades de centrifugação de urânio. O processo estava a ser supervisionado pela Agência Internacional de Energia Atómica e estava a correr melhor do que pior.

Na altura ficou claro que a decisão de Trump se enquadrou num conjunto de provocações de apoio ao regime de Netanyahu, tendo o próprio primeiro-ministro israelita declarado que apoiava totalmente a decisão de Trump. Também na altura quase todos os peritos do nuclear, da diplomacia e da política internacional alertaram que esta decisão poderia ter consequências catastróficas no futuro. É onde estamos.
O Irão está a enriquecer urânio às escondidas e Israel aplica a receita bruta para eliminar as instalações nucleares.

Andrew Roth no Guardian de hoje: “Iran would not be this close to possessing a nuclear weapon if Trump and prime minister Netanyahu had not forced America out of the nuclear agreement with Iran that had brought Europe, Russia and China together behind the United States to successfully contain Iran’s nuclear ambitions.

Comments

  1. Se fosse às escondidas não sabia toda a gente onde estava, e os meninos que não vêm problemas com artilharia ou bombas atingir com centrais tinham inventado uma história diferente sobre um programa que não existe, mas tem que existir, a bem da sobrevivência.
    De resto, são mais uma vez os “inimigos da democracia e dos valores ocidentais” a mostrar contenção e moderação fugindo ao suicídio colectivo – uma central de dessalinização ali e uns poços a arder acolá e acabava a estabilidade para todos -, enquanto que os assassinos imperiais e coloniais continuam a ser o que sempre foram com a larga maioria do mundo. Até ao dia, nem que seja ao virar a destruição contra os seus a ritmo cada vez mais acelerado.

  2. Tuga says:

    O irão quer construir uma arma nuclear.Mas o Estado dos marranos já não tem armas nucleares?

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