Israel institucionaliza a segregação

algo que de resto não surpreende. Tratou-se de uma mera oficialização do carácter fascista e racista de um dos regimes mais violentos do planeta.

Da Palestina

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Hoje comprei uma caixa de tâmaras maduras da Palestina.
Custou-me quatro vezes mais que as caixas de tâmaras maduras oriundas da mesma área geográfica.
Porque será?

Será que tens mesmo os tomates no sítio, Argentina?

A selecção argentina cancelou o jogo amigável com a sua congénere israelita, devido a alegadas pressões da parte de movimentos organizados que contestam a ocupação violenta da Palestina por forças israelitas. Parece-me uma excelente iniciativa, na medida em que sou da opinião que todos os regimes opressores deste planeta devem ser punidos, sancionados e isolados. Posto isto, aguarda-se, a qualquer momento, o anúncio oficial do boicote da selecção das Pampas ao Campeonato do Mundo, que este ano se realiza na Federação Russa. A ver vamos, de que material são feitos estes argentinos.

Israel mata

israel_mata© Nastia Stepanova

A voz do dono e os eufemismos do DN

Diário de Notícias, 14 de Maio de 2018

 

O Diário de Notícias, assim como uma grande parte da comunicação social portuguesa, fala em “confrontos” entre palestinianos e o exército israelita. “Confronto” seria se o embate se desse entre dois exércitos, ou entre dois grupos militares com o mesmo poder de fogo. Mas não é disso que se trata. Trata-se de mais um massacre, um acto bárbaro que fecha com chave de ouro o Festival da Canção. O director do Diário de Notícias costumava ser mais incisivo – e verdadeiro – com as palavras.

 

Imagem: The Guardian

A diplomacia portuguesa está de parabéns!

Fotografia: Gil Cohen-Magan/AFP@Middle East Eye

Hoje é um daqueles dias em que me sinto verdadeiramente orgulhoso por ser português e europeu . No dia em que os EUA trumpizados exibem ao mundo a sua mais recente canalhice pirómana, a União Europeia em peso não se fará representar na inauguração da embaixada americana em Jerusalém. Só mesmo alguma tralha fascista que por cá temos, residual e pouco representativa dos valores fundadores da União, marcará presença neste momento de radicalismo populista e incitação à violência. O KKK europeu a ser igual a si próprio.

Ainda que simbólico, este acto de rebeldia agrada-me. Como me agrada que os signatários europeus do acordo nuclear com o Irão não tenham cedido à chantagem do Adolfo nazi de cabelo laranja. Não sou antissemita, não embarco no radicalismo de culpar todos os israelitas pelos erros e abusos dos políticos corruptos e dos banqueiros terroristas que efectivamente mandam em Israel (e nos EUA), mas estarei sempre do lado do boicote a governos fascistas, belicistas, fanáticos e racistas, que não respeitam direitos humanos e que usam a tortura e o sofrimento de inocentes para impor a sua agenda política.

Por tudo isto, que não é pouco, quero endereçar os meus sentidos parabéns à diplomacia portuguesa, por, uma vez mais, optar por não fazer fretes a tiranetes.

Israel, uma espécie de Irão, versão capitalista, que encarcera menores que ousam beliscar o regime

Fotografia@Expresso

O violento regime de Telavive mantem reclusa uma adolescente palestiniana de 16 anos, Ahed Tamimi, filmada a dar uma chapada num soldado israelita. Ahed faz parte de um universo de 300 menores encarcerados pela democracia de fachada que impera em Israel.

Na passada Segunda-feira, Ahed Tamimi tinha audiência marcada no tribunal militar criado pelo regime israelita para lidar com palestinianos insubmissos que se recusam a ficar de braços cruzados perante as sucessivas ocupações territoriais levadas a cabo por Israel. Como se julgar uma adolescente num tribunal militar por uma chapada, possivelmente bem aplicada, a um soldado do regime opressor não fosse, por si só, suficientemente estúpido, a audiência foi adiada, o que significa que Ahed ficará detida por mais uma semana.

Assim vai a ditadura favorita dos democratas ocidentais.

Da Catalunha a Jerusalém

Fonte: El Pais

Durante semanas, na imprensa como em significativa parte da opinião publicada, produziu-se e comercializou-se o dogma do fim do independentismo catalão. A reacção musculada de Madrid, a enfatização das contramanifestações, o receio provocado pela fuga de empresas de referência ou os presos políticos e exilados eram motivos de sobra para que o romantismo separatista se dissipasse.

Estavam enganados.

Apesar da vitória do Ciudadanos, que viu a sua força parlamentar crescer na exacta mesma medida em que o PP, o grande derrotado da eleição, viu a sua diminuir, e ainda sacou mais quatro representantes aos restantes, as forças independentistas conseguiram manter a maioria no parlamento, apesar da cisão no seio da alargada coligação que venceu as eleições de 2015. Independentemente daquilo que será o futuro da Catalunha, a estratégia do medo falhou. [Read more…]

Anotem isto, para memória futura

A ameaça não podia ser mais contundente: Donald Trump vai “tomar nota dos votos” de todos aqueles que tencionam apoiar a resolução que condena o reconhecimento norte-americano de Jerusalém como capital de Israel. Nikky Haley, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, reforçou a ideia e, através do Twitter (what else?), afirmou que os EUA irão “anotar os nomes” daqueles que votarem favoravelmente a resolução.

Entretanto, a votação aconteceu e 128 dos 172 membros da ONU que participaram no escrutínio votaram contra a decisão da administração norte-americana. 128 Estados que ousaram levantar a sua voz contra uma decisão incendiária e autoritária, apesar da chantagem e da ameaça em tom de mafioso siciliano. A ver vamos, como o fascista irá reagir à heresia de uma maioria clara, que contrasta com apenas 9 votos favoráveis e 35 abstenções.

Bernie Sanders votou a favor da mudança da embaixada para Jerusalém

Na passada quarta-feira, o presidente Donald Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel e anunciou a mudança da embaixada americana de Telavive para a “cidade santa”.

A Lei 104-45, de 8 de Novembro de 1995, do Congresso dos Estados Unidos da América, ordena a transferência da Embaixada dos Estados Unidos em Israel para a cidade de Jerusalém. Esta Lei é conhecida como “Jerusalem Embassy Act of 1995”.

A Resolução 176 do 115º Congresso dos EUA, com data de 5 de Junho de 2017, estabelece no seu nº6 que “reafirma o “Jerusalem Embassy Act “de 1995 (Lei 104-45) como Lei dos Estados Unidos da América, e ordena ao Presidente dos Estados Unidos e a todos os responsáveis públicos do Governo americano que actuem de acordo com esse princípio”.

O Senador Bernie Sanders foi um dos 90 senadores que votaram favoravelmente a Resolução 176, a qual não obteve qualquer voto contra e registou apenas 10 abstenções.

Jerusalém estava mesmo a precisar de um banho de sangue desnecessário

Fotografia: Chip Somodevilla@Expresso

Esta besta quadrada, este grunho anormal, decidiu incendiar ainda mais o Médio Oriente e deixar a humanidade em pânico, como se os incêndios que faz deflagrar, todos os dias, no mundo inteiro, não fossem já suficientes. Percebe-se: com a sua popularidade a navegar no esgoto, o seu governo a desintegrar-se aos poucos, o acumular de escândalos e a crescente percepção do erro que os norte-americanos cometeram ao colocar um lunático aos comandos da Casa Branca, resta-lhe o lobby carniceiro judeu, a quem periodicamente é necessário oferecer um sacrifício. E Jerusalém estava mesmo a precisar de um banho de sangue desnecessário.

O criação administrativa do estado artificial de Israel faz hoje 100 anos

A missiva tinha a assinatura do então secretário britânico dos Negócios Estrangeiros, Arthur James Balfour, e o destinatário era o patriarca da família Rothschild, posição hoje ocupada por um tipo de ar sinistro, uma mistura entre Mr. Burns e Freddy Krueger, que corrompe meio mundo, financia ambos os lados de várias guerras e controla políticos e decisores de todo o mundo. Já naquele tempo, o poder desta família de terroristas era imenso, a ponto de terem este nível de influência junto da superpotência mundial da altura, o Reino Unido. Tivesse a Catalunha um gajo destes e já era independente há várias décadas. [Read more…]

Mike Pence a fazer figura de Trump

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O estranho caso do anti-semita que descobriu as suas raízes judaicas

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Não é novidade para ninguém que a Hungria continua a ser solo fértil para o cultivo em massa de palermas. O palerma na foto chama-se Csanad Szegedi, ex-membro do Parlamento Europeu, eleito pelo partido de extrema-direita Jobbik, que ficou famoso pelas suas posições de natureza neo-nazi, plasmadas em declarações marcadamente anti-semitas. Até que, um belo dia, descobriu que tinha raízes judaicas. Descobriu também que o Holocausto, ao contrário do que lhe tinham dito os outros palermas adoradores do troglodita do bigodinho, tinha mesmo acontecido. Chocado, mudou radicalmente o chip, cuidadosamente colocado entre os três neurónios disponíveis na moleirinha, e abraçou o judaísmo. Hoje chama-se Dovid, vai regularmente à sinagoga, luta contra palermas anti-semitas, define o eleitorado do seu antigo partido como “pessoas desesperadas” e ultima preparativos para se mudar, de armas e bagagens, para Israel. Uma história comovente.

Foto: Reuters@International Business Times

Shimon Peres (1923 – 2016)

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You are only as a great as the cause you serve.

Foto: Associated Press@Tablet

Israel prepara-se para anexar mais terreno na Cisjordânia

e destruir estruturas construídas pela UE. Nem um estado, nem dois estados, nem palestinianos, parece ser esse o objectivo.

A esperança está na cultura

Um livro sobre uma história de amor entre uma israelita e um palestiniano foi retirado dos programas curriculares dos liceus israelitas. Em resposta, Geder Haya tornou-se um dos livros mais vendidos em Israel e “ocupa o primeiro lugar lugar na lista de livros do jornal Haaretz”.
A resposta dos leitores Israelitas só por si agrada-me bastante (assim como a resposta da Time Out de Tel Aviv). Mas também me agrada o comentário de Amos Oz:

“Por que não, então, proibir o estudo da Bíblia, já que se trata de censurar relações sexuais entre judeus e não-judeus?”

Na adversidade, meus amigos, a resposta é ler livros.

 

Frases que nunca pensei escrever ou sequer pensar…

…Mas cá vamos nós:

Alemães dizem ao Primeiro-Ministro de Israel que foram eles os culpados pelo Holocausto e não o árabe que ele quer culpar.

Eu acrescento:

1- O holocausto não foi obra do acaso. Não aconteceu porque alguém “incentivou” ou encourajou Hitler. A ideia da eliminação de determinadas “raças” está inscrita na ideologia nazi que tem como base a pureza racial e a glorificação da violência. Não aconteceu porque um dia alguém se lembrou de dizer a Hitler, “então e se em vez de os expulsar os matasses a todos?” A violência e a destruição fazem parte desta ideologia e não podem nunca ser dessaciados dela.

2- O apoio do Mufti a Hitler – ou o facto dele apoiar a perseguição e os massacres de judeus – nada tem a ver com os palestinianos que hoje vivem e morrem na Faixa de Gaza. Usar o Holocausto para justificar a ocupação ilegal de territórios, para fomentar o ódio entre dois povos, para fomentar a guerra é nojento. Netanyahu não honra o próprio povo. Está a instrumentalizar a Shoah. É um inimigo do povo que diz defender.

Fundamentalismo judaico

Aviya Morris é a nova coqueluche do extremismo de inspiração judaico. Haja concorrência para fanatismo islâmico.

Boicote

A intifada sem pedras contra a opressão israelita.

E se isto tivesse acontecido na Rússia, na Venezuela ou no Irão? (VI)

Os soldados afirmam ter tido liberdade e autonomia para atirar contra qualquer pessoa no território palestiniano e para destruir casas ou infraestruturas civis.” (Expresso)

O Pravda de Netanyahu

Carniceiro Netanyahu

Depois da visita do jihadista de Telavive ao Congresso norte-americano para reunião com os seus pares da direita radical republicana, vim a saber que, tal como noutras latitudes onde os regimes repressivos e autoritários pontificam, também o indivíduo Netanyahu dispõe de imprensa supostamente livre ao seu serviço.

Talvez por a sua distribuição ser gratuita, o jornal Israel Hayom é o diário mais lido daquele país. Segundo o “insuspeito” The Economist, a sua actividade é dedicada a apoiar incondicionalmente as políticas do actual governo e a glorificar Netanyahu enquanto ataca violentamente todos os seus opositores. Avigdor Lieberman, ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, chamou-lhe Pravda.

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O jihadista de Telavive

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Foto: The Cagle Post

O extremista Benjamin Netanyahu – e aqui o termo “extremista” assume roupagens de verdadeiro radicalismo numa óptica de violência indiscriminada, não se tratando, portanto, do termo novilinguístico desenvolvido pelo regime e respectivos assessores, os oficiais e os residentes nas colunas de opinião e blogues da corda – foi por estes dias à capital do império visitar os seus pares republicanos num acto público de pré-campanha eleitoral. Para além de apelar ao voto e ao medo, registo habitual dos jihadistas de Telavive, Netanyahu, foi relembrar os senhores que se seguem na Casa Branca que o Irão quer produzir armas iguais às suas e que tal é inadmissível.

O ainda primeiro-ministro israelita aproveitou para apelar ao bom senso da extrema-direita republicana avisando-os do perigo que um acordo com Teerão representa. Até porque, convenhamos, tendo o Irão atacado zero países nos últimos anos, a ameaça é real e deve ser encarada com tal. Se é para celebrar acordos com gente com gosto pelo totalitarismo, os EUA já dispõem de um leque variado de amigos como Israel, China ou os novos oligarcas nazis da Ucrânia. Radicais que cheguem e que sobrem. Até no campo do extremismo religioso, os norte-americanos têm já o seu aliado de peso, a monarquia totalitária ultra-radical da Arábia Saudita, uma referência do financiamento terrorista e da repressão, que pune a liberdade de expressão com chicotadas e queima bruxas na fogueira. Mais aliados radicais e totalitários para quê?

Êxodo de treta

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O absurdo apelo de Benjamin Netanyahu para que todos os judeus do mundo fossem viver para Israel, não é só demencial; traduz a expectativa, muito em voga, que nos vê a todos como idiotas. Com esta patranha, o governante israelita quer fazer passar a ideia de que todos os judeus são sionistas e, portanto, solidários com todos os desmandos que por lá se fazem.

Para além dos imperativos da realidade física – eles não cabiam todos lá…-, talvez seja útil lembrar o governo Israelita que os judeus da Diáspora têm, há muitas gerações, as suas próprias pátrias, elas próprias muito mais reais que a ficção que era Israel enquanto país. E o facto dessas pátrias os terem tratado, em muitos momentos da História, com a violência que conhecemos, nada tem a ver com a existência ou inexistência de Israel, nada tem a ver com “este” Israel. Tem a ver com razões muito mais complexas, que aqui não se discutem, a não ser lembrando que as perseguições que os judeus sofreram em muitos países da Europa têm muito mais a ver a barbaridade e os interesses torpes dos perseguidores que com qualquer demérito ou culpa dos perseguidos. [Read more…]

Consumada a viragem nos EUA:

Republicanos controlam Senado e Câmara dos Representantes e a era Obama parece estar a chegar ao fim. Vamos lá elefantes, os nazis israelitas precisam de amigos!

Gaza: Uma mensagem com um bordalesco manguito aos senhores que mandam na guerra

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Violence is in the eye of the beholder

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Pelo caminho enviem mais umas munições para os moços que ainda lá existem umas escolas e uns hospitais cheios de mísseis e terroristas. Yes you can!!!

 

A História Sionista

Documentário de Renan Berelovich.

A justificação

Na sua selvática operação em Gaza, as tropas israelitas bombardearam, entre outros alvos civis, um hospital. Daí resultou mais um trágico cortejo de mortos e feridos. O argumento dos facínoras foi o habitual: os elementos do Hamas escondem-se entre a população, dizem. Tratando-se de um território minúsculo e de enorme densidade populacional, o argumento seria sempre inconcebível. Mas bombardear um hospital, sabendo-se exactamente o que se está a fazer – não se tratou de um erro de cálculo – é um acto que resume bem a barbaridade do que se passa no terreno. É que, mesmo que fosse verdade que havia homens do Hamas no hospital, pergunta-se: e daí !? Porque raio acham normal que isso explique o ataque? A naturalidade com que se procura justificar este gesto sanguinário mostra quão longe estamos da retórica dos “efeitos colaterais”. Agora é o puro terror arvorado em razão de estado. Com a bênção dos padrinhos

Israel e o tiro ao alvo*

Nuno Roby Amorim

Existe uma posição muito irritante, da intelligentsia conservadora europeia e portuguesa em particular, de apoio incondicional a Israel aconteça o que acontecer e ultimamente tem acontecido muito. Este apoio baseia-se no princípio de que o estado hebraico é uma verdadeira democracia, o que é verdade, uma ilha rodeada por fanáticos extremistas e radicais árabes, prontos a violarem os princípios mais básicos da dignidade humana, o que também é parcialmente verdade. Ora bem, só que a democracia é Universal e nada vale se a utilizarmos em casa e na rua andarmos a correr tudo ao estalo, o que é um pouco o que se passa no terreno. [Read more…]