Que nous cherchions le sens du mot latin arbor ou le mot par lequel le latin désigne le concept « arbre », il est clair que seuls les rapprochements consacrés par la langue nous apparaissent conformes à la réalité, et nous écartons n’importe quel autre qu’on pourrait imaginer.
–Saussure (1916)
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Há poucas horas, soube que o “conhecimento do território” (conceito extremamente vago) foi aduzido algures enquanto trunfo para discussões televisivas de canais portugueses entre leigos. Convém conhecer as árvores do território, sim, mas igualmente ler os relatórios (os políticos não lêem relatórios, como a nossa experiência com o AO90 explica).
Além disso, como sabemos, uma árvore é um amigo.
Siga:
Arderam, em 2017, cerca de 1,4% dos espaços que tinham sido considerados como urbanos, no IFN6, em 2010. As percentagens referentes a cada uma das utilizações secundárias indicam que são o pinheiro‑bravo e o eucalipto as espécies que, em ocupação secundária das áreas urbanas, mais fazem aumentar a probabilidade de o espaço urbano arder (12,5 e 9,4% respeCtivamente). Valores intermédios (entre os 2 e os 3%) correspondem a situações de mato, de carvalhos, de castanheiros, ou de outras folhosas, ou a culturas permanentes (olival, vinha, pomar), com percentagens de 2,1%, de 2,8% e de 3% respeCtivamente. Percentagens mais baixas encontram‑se em situações em que as ocupações secundárias são pinheiro‑manso, outras resinosas ou sobreiros (0,9%), culturas temporárias ou pastagens de sequeiro (1%) ou, ainda mais baixa (0%) nas pastagens de regadio.
— AVALIAÇÃO DOS INCÊNDIOS OCORRIDOS ENTRE 14 E 16 DE OUTUBRO DE 2017 EM PORTUGAL CONTINENTAL RELATÓRIO FINAL (pdf) (link)
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Conhecimento? Para quê? Basta gritar mais alto, insultar, e dizer que a culpa é dos imigrantes woke do Hamas do Putin comunista com patrocínio de Schwab e Soros, queriam era estar na Vuvuzela da Coreia do Norte, o que é preciso é o exército armado de moto-serras para pôr tudo na ordem a trabalhar.
Todos sabem, menos os ignorantes dos políticos , que o pinheiro bravo e o eucalipto, são responsáveis pela propagação rápida dos fogos. Todos sabem, menos os totós dos políticos, que a maioria dos fogos são de origem criminosa. Todos sabem, menos os políticos, que os fogos são uma indústria que enriquece muita gente. É, por isso, que continuam a ser plantados pinheiros e eucaliptos em todo o território para alimentarem a indústria do papel e dar espaço a quem vem com o argumento esfarrapado que são o sustento para os agricultores que deixam de cultivar as suas terras. Todos sabem, menos a justiça, que um incendiário apanhado e libertado é um perigo para a sociedade que sofre com o efeito devastador dos fogos todos os anos. Pena é, que os incendiários não se lembrem de ir pôr fogo á porta dos políticos e dos juízes que os libertam.
“Todos sabem, menos os totós dos políticos, que a maioria dos fogos são de origem criminosa.”
E os investigadores dos incêndios, que calculam ser a mais comum, mas longe da maioria.