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O Putin português com uma foto do assassino Benito Mussolini na sua secretária
Será verdade que “isto está cada vez pior”?
Não é de agora, não foi criada pelos novos fascistas, mas ninguém cavalga essa percepção como eles.
E o termo é exactamente este: percepção. Não confundir com realidade.
Mas… que percepção é essa?
É a percepção de que “isto está cada vez pior”.
Fun fact: não está.
E entre os responsáveis pela construção, que é em parte deliberada, desta ideia catastrofista, ancorada na demagogia mais ignorante e no populismo mais canalha, contamos políticos, órgãos de comunicação social, comentadores e activistas de extrema-direita, aos quais se juntaram, mais recentemente, YouTubers da área do gaming e da fraude com casinos ilegais, e, claro, influenciadores digitais apostados em monetizar a indignação e a idiocracy reinante.
Importa, contudo, sublinhar que todos eles estão a mentir.
Ou que, na melhor das hipóteses, são apenas ignorantes.
Porque Portugal não está cada vez pior.
Aliás, Portugal está, em muitos parâmetros, muito melhor. Sobretudo desde que o regime defendido pela larga maioria dos profissionais da percepção da desgraça inexistente foi derrubado e substituído pela democracia.
Está melhor na saúde.
Está melhor na nutrição.
Está melhor na liberdade.
Está melhor na educação.
Está melhor na economia.
Está melhor na segurança.
Está melhor na alfabetização.
Está melhor nas exportações.
Está melhor nas infraestruturas.
Está melhor na mortalidade infantil.
Está melhor na liberdade de imprensa.
Está melhor na liberdade de expressão.
Está melhor na esperança média de vida.
Está melhor no respeito pelos direitos humanos.
Em suma, está melhor naquilo que realmente importa. Naquilo que impacta a qualidade de vida da maioria.
Curiosamente, ou talvez não, o grosso daqueles que passam a vida a afirmar que “isto está cada vez pior” e que “antigamente é que isto era bom” são saudosistas da ditadura fascista do Putin de Santa Comba Dão. E defensores das suas maravilhas:
Da corrupção generalizada e intocável, promovida pelo regime salazarista.
Dos pés descalços e os estômagos vazios das crianças pobres.
Da repressão e do regime ditatorial de partido único.
Da oligarquia de Lisboa que tinha Salazar no bolso.
Da inexistência de um sistema de saúde universal.
Do analfabetismo e do trabalho semi-escravo.
Da violência policial, da tortura e da guerra.
Dos bairros de lata na periferia de Lisboa.
Do atraso estrutural a todos os níveis.
Da redução da mulher a objecto.
Da exploração infantil.
Do Ballet Rose.
E, claro, do respeito imposto pela violência. Que não era respeito nenhum.
Era medo.
Portugal tem imensos problemas, em áreas críticas, e é fundamental que os resolvamos todos e que responsabilizemos os seus responsáveis. Criticar o Estado e os políticos eleitos e legítimo. Mas qualquer pessoa que afirme, sem se rir, que isto estava melhor durante o Estado Novo, ou é ignorante ou adepto de ditaduras. No caso dos segundos, que não o assumem por hipocrisia e dissimulação, Putin bem que podia vir até à ponta ocidental da Europa. Porque a agenda do ditador russo é a mesma que defendem.






Comuna não tem conserto: a sua arma predilecta é o sofisma.
O truque é sempre o mesmo: confundir a melhoria secular com mérito do partido.
Saúde, nutrição, queda da mortalidade infantil, infra-estrutura e exportações melhoraram no mundo inteiro por causa de vacinas, saneamento básico, tecnologia, redes de comércio global e – no caso de Portugal — fundos europeus.
Não foi “o socialismo” que fez milagre.
Teu truque é de principiante: correlação não é causa. Aliás não fosse o socialismo estaríamos bem melhor como se pode ver por parceiros europeus com o mesmo ponto de partida , basta comparar com a Irlanda.
Pelo mesmo raciocínio, também houve ganhos claros no Estado Novo em relação à Primeira República (estabilização financeira, obras, alfabetização, construção de grandes hospitais, pontes e aeroportos) — e nem por isso a ditadura foi um regime virtuoso. Resultado material não absolve censura, polícia política e atraso institucional.
Hoje, aliás, convivem métricas que subiram com outras que emperraram ou pioraram (salários reais, emigração jovem, habitação, serviços públicos). A táctica comuna é chamar de “fascista” quem aponta isso.Grande “criatividade”!
Quanto à liberdade: no tempo do “facismo” não se podia ser comunista; hoje, entregas ao Estado uma fatia obscena do que ganhas (entre 60 a 80%)— e ainda juras que estás “mais livre”.
Em suma: progresso de longo prazo não prova a bondade do teu regime preferido; prova só que o tempo passa (no tempo do “fascismo” também não havia telemóveis, TV a cores nem redes sociais).
A sofística comuna não resiste à lógica básica.
P.S.: Agora, “bico-de-lacre”, não te esqueças da tua “nobre” missão de corretor ortográfico.
Prossegue com o bon trabalho.
Joana Quelhas
Caríssima liberocas
Claro que para vocês o modelo Trump em que todos os recursos de um País são para enriquecer uma minoria de super ricos enquanto a classe media e os trabalhadores em geral, cada dia estão pior, como esta a acontecer nos USA é que é a verdadeira liberdade.
Os milionários também não pagam impostos, enquanto os ordenados do povo comum não são aumentados enquanto aumenta o custo de vida nos USA
Mas a caríssima esta farta de saber isso e tenta disfarçar com conversa anticomunista que não engana ninguém. Está como os judeus, quem não concorda com eles porque matam crianças à fome, é anti semita.
Preste atenção ao que se vai passar nos USA nos próximos meses.
Eu agradeço ao idiota Trump para mostrar a todo o Mundo o resultado das políticas neoliberais levada a um estremo esclarecedor.
Já pensaste por que razão quase não vês americanos a emigrar?
Já pensaste por que razão toda a gente quer imigrar para a América.
Aqueles que juraram abandonar a América se o Donald Trump vencesse eram todos milionários (de Hollywood). Mas a hipocrisia não compra bilhete só de ida !
O meu conselho: passa pelo menos um mês nos EUA, longe do circuito turístico, para ver de perto como o americano comum vive a liberdade no dia a dia — a tal “land of the free”.
E porquê?
Porque as ideias comunistas lá têm pouca penetração: o indivíduo vem antes do Estado, a responsabilidade pessoal pesa mais que decreto.
Onde o Estado é deus, o cidadão é servo; onde o Estado é limitado, a vida respira.
Menos propaganda, mais experiência directa.
Joana Quelhas
Caríssima Joana
Compreendo a tentativa de propaganda,do regime americano, mas talvez seja melhor actualizar-se rapidamente.
O sr Trump conseguiu que os agricultores do cento dos USA estão em grande stress neste momento. Os produtores de soja que começam agora em Setembro a sua colheita, estão sem clientes porque a China rejeitou a compra e passou a comprar do Brasil. O Canadá também rejeitou a compra de todos os produtos de lacticínio dos USA.
Os agricultores, grande base de apoio de Trump, estão a pressiona-lo para pedirá China compra da Soja.
A classe media nos USA está a sentir a pressão da inflação ao mesmo tempo que as suas rendas e honorários se mantêm sem aumentos e muitos que não conseguem pagar aos bancos as suas prestação estão a ficar sem as casas e viver em auto caravanas.
Para os trabalhadores a situação é ainda pior.
O sr Trump e a sua política de beneficiar e isentar de impostos as elites multimilionárias do Musk, Bezos e companhia, vai com certeza fazer abrir os olhos a muitos que enganados pela propaganda do Trump , votaram nele. Quando os preços das coisas aumentarem muito como se prevê, a reação dessa gente vai ser muito forte e esclarecedora.
Mas seguidamente a opinião duma pessoa que conhece bem o problema
https://youtu.be/u2AEi8SYHDs?si=6acseKcYxPNCJqgY
“…Compreendo a tentativa de propaganda,do regime americano, mas talvez seja melhor actualizar-se rapidamente….”
Vi metade do vídeo recomendado e o que vi, sim, foi a habitual propaganda anti-americana (leia-se: anti-liberdade) de dois comunistas entregues ao seu wishful thinking.
Permite-me, com franqueza, levantar a hipótese de que estás encurralado num ambiente cultural esquerdista que te inibe de pensar livremente. Quando – e se – um dia saíres dessa ratoeira mental em que te encontras – possivelmente por teres sido apanhado na doutrina de que “a esquerda ajuda os pobres” -, hás-de perceber que os BRICS não passam de um consórcio das piores ditaduras do planeta, que se sentem ameaçadas apenas pela existência de sociedades mais livres.
Esquece as tentativas patéticas de “substituição do dólar” e a conversa de que a China vai ultrapassar os EUA.
A liderança americana está a fortalecer-se.
Os partidos que enfrentam o esquerdismo doentio, na Europa e na América do Sul, estão a crescer e a empurrar a esquerda para o canto que merece ( o de uma minoria de aristocratas de esquerda).
Estamos a assistir ao ressurgimento de uma onda de liberdade; daí estas tentativas desesperadas da esquerdopatia para, pela violência, impor-se quando vêem, dia após dia, o poder fugir-lhes por entre os dedos.(Atentados como ao de Trump e ontem a Charlie Kirk o demonstram ).
Termino com Aristóteles para meditar: “A maioria dos homens são escravos por natureza.”
Joana Quelhas
E essa liberdade, para o capital e gestores do mesmo, quantos bens, armamento, munições, logística, e cadeias de recursos é que mobiliza comparado com o resto do mundo? E sem este, faz alguma coisa?
Pois claro, ó Qwellllhasss…
Vamos aos números…
2017: Havia cerca de 2.888 cidadãos norte-americanos a residir em Portugal.
2023: O número subiu para 14.126, representando 1,35% do total de estrangeiros residentes em Portugal.
2024: O número chegou a 20.959, um aumento de quase 50% face a 2023.
Talvez não sejam imigrantes, apenas turistas de longa duração, ó coisa assim…
Os americanos a emigrar para Portugal, sabe-se lá porquê, em número recorde e a elogiar o país? Bom esses lá continuam a celebrar o aumento do custo de vida e destruição de empregos, enquanto perdem acesso à saúde numa altura em que doenças voltam por ausência de vacinação, vêm as importações a disparar e o investimento parado com a instabilidade resultante, e ainda acrescentam o presidente da paz a mandar os soldados em novas viagens de chacina pelo mundo e a ligação de cada vez mais políticos e empreendedores a uma certa lista que nunca mais sai. E nunca se sabe quando são raptados na rua por pessoas que não se identificam.
Corre bem e cada vez melhor. O que vale é que a economia não é à base de um buraco negro de capital onde as empresas reais não encontram utilidade.
Pois citando Qwelllhhhas…
“Quanto à liberdade: no tempo do “facismo” não se podia ser comunista; hoje, entregas ao Estado uma fatia obscena do que ganhas (entre 60 a 80%)— e ainda juras que estás “mais livre”.
Estou admirado! Não é que estou isento de tal provação?
Será que, numa de sadismo, me vão cobrar tudo junto no final da vida? Pode ser! Temos que estar atentos!
Quanto ao resto, todos podemos observar que os bicos da Quevelllasss estão cada vez de pior qualidade. Como melhorar? Eis a questão mas, por motivos óbvios, não lhe sei responder. Votos de “bon trabalho”.
“vacinas, saneamento básico, tecnologia, redes de comércio global e – no caso de Portugal — fundos europeus.”
Um tanto menos a tecnologia, mas tudo dependente do estado, mas já não é socialismo porque é bom.
“Hoje, aliás, convivem métricas que subiram com outras que emperraram ou pioraram (salários reais, emigração jovem, habitação, serviços públicos).”
Ou seja, correlação já passa a ser causalidade quando dá jeito, porque o importante não é um modelo da realidade, é o modelo na cabeça.
Fica por saber como é que o suposto socialismo das coisas más conquistou a europa e a américa depois da queda da união soviética e do fim da história, mas mesmo no modelo alucinado, afinal, o socialismo vence sempre.
Antigamente estava a melhorar a vida e acreditava-se no futuro, mas era na altura antes do euro, do fim da história, e da completa desregulação financeira que só pode ser questionada depois do colapso e de um período de reaccionarismo da loja de euro. E, sim, está cada vez pior, porque o regime já só é capaz de culpar o Putin, os muçulmanos – aliados ou não, e são muitos -, a falta de censura, o anonimato, o protesto, a greve, até o salário.
“Porque a agenda do ditador russo é a mesma que defendem.”
É? Em aceitar uma nação multicultural? Em ter investimento estatal? Em ter relações comerciais igualitárias? Em finalmente cortar um bocadinho as pernas aos oligarcas, invés de lhes passar o governo? Em querer ser um cãozinho amestrado americano, do sistema económico à desculpabilização e participação num holocausto? Na ausência de censura dos adversários geopolíticos? Na normalização da violência policial? No apagamento de tudo o cheira a socialismo? Na importância da soberania em tudo o acima? No belicismo e embargo contra todos os países que têm visões diferentes?
Ah, nas minhocas na cabeça do conservadorismo social; então tá, pá, tudo igual.
Lê a Constituição de 1933, ignorante!
Só mesmo um cretino abrilesco para tamanha estupidez!
E sim, à esquerdalhada bem a entendeu com sua merda da ‘igualdade porque sim’ como meio de propiciar a ambição sem trabalho a todo o imbecil e corrupto.
A actual também diz muita coisa, e cá estamos a fazer cada vez mais o contrário, com as revisões cada vez mais desnecessárias.
O objectivo de uma coisa é aquilo que faz, e governar para o povo não foi uma delas.
Pois, a conversa dos saudosistas e sempre a mesma conversa da treta.
No tempo do Salazar e que havia liberdade e só eram perseguidos os comunistas pois que defendiam uma ditadura onde se comiam criancinhas ao pequeno almoço.
O que estes bandalhos se esquecem é que bastava um desgraçado se queixar que a vida estava cara ou que o patrão não tinha pago a horas para ser acusado de comunista e ir malhar com os costados as câmaras de tortura da PIDE.
E houve até casos de bispos perseguidos e pelo menos um esteve exilado, por denunciarem a miseria negra imposta ao povo. Também eram comunistas, sua besta?
Os jovens de grupos de ação católica que iam malhar com os costados a cadeia por se oporem a guerra colonial também era comunistas, sua besta?
E acham mesmo que alguma coisa teria melhorado se o pais continuasse isolado, a gastar se numa guerra em três frentes e sustentado pelas remessas de uma emigração miserável?
Vão ver se o mar da Kraken.
Ó ignorante!
Começa por avaliar o país em 1926 e faz as contas ao que era em 1974, na economia e em liberdades.
E se quiseres fazer as contas, para a vida no que foi o Ultramar antes e depois da independência, também bem verás o quanto a cambada subserviente ao império russo, então com o instrumento totalitário do comunismo, sempre leva o seu veneno a todo o lado acolitado pelos treteiros da ‘igualdade porque sim’, porque assim se chega fácil ao poleiro; a partir daí são tão putinescos como tu.
Vai lamber o cú aos autocratas para o sítio do costume e deixa de te vires armar em democrata.
Aos apoios de 1926 a 1974 já não chama subsidiodepêndencia. Olha, também posso comparar entre o que o meu pai ainda me conta da infância e a minha, antes das liberdades retornadas pelo Euro. E essa avaliação também conta, não para um prazo de 50 anos, mas de 10 no caso do tempo de Estaline e 20 de Xi, ou não convém? É que fica um bocadito fraquito, sendo a repressão a bem do estado e da vida das pessoas e não da elite.
«Aos apoios de 1926 a 1974 já não chama subsidiodepêndencia.»
Ora fala-me disso e em particular da habitação, dos bairros sociais, da baixa inflação…
Sei no entanto que estás a pensar que uma política de desenvolvimento económico que cria estímulos à propriedade industrial em mãos de nacionais e barreiras ao estrangeiro é criar elites.
É exactamente o que propõe a comunada, só que à elite chama ‘colectivo’, isto é, só mama a matilha.
Pois citando, Menos, mas citando…
“Ora fala-me disso e em particular da habitação, dos bairros sociais(…)”
Dos “bairros sociais”?? No Estado Novo??
Ahhhhhhh! Ahhhhhhh! Ahhhh! Ai que O Menos é tão cómico! Ai que estou que nem posso! Ah!Ah! Ahhhh!
A habitação social progrediu, durante o Estado Novo, ao estonteante ritmo de umas 500 casas por ano… A não ser que considere Vosselência os bairros das Previdências, que eram mais para privilegiados: funcionários públicos, quadros industriais, comerciantes abastados, etc. E, mesmo assim, progrediram a um quarto da velocidade do aumento da população.
Isto nas cidades. Nas zonas rurais o panorama era ainda pior! Mas aí ia-se construindo, com as remessas da malta que estava em França, enviados por iniciativa da FNAT para programas turísticos de elevada qualidade (muitos depois de uns safaris em África, para descansar de tanta agitação…)
E foi assim que se chegou a 1971 com… 197 núcleos de barracas, carinhosamente batizadas como “Bairros do Oliveira da Cerejeira”, em homenagem àquele que tanto se preocupou com os pobres.
O distinto Almirante Cabeça de Abóbora ainda fundou a fundada fundação “Oliveira da Cerejeira” que se propunha construir casas com dinheiro do Totobola e lhe proporcionaria inúmeras fitas para cortar, mas já não foi a tempo. Os bairros de material “low cost” proliferavam.
É certo que iam ser transformados em chalés, já que Portugal estava a meses de se tornar uma nova Suíça, mas veio a revolução e o modelo de chalé não foi aprovado por escassez de neve e de vaquinhas nos prados.
Segue-se o ignorante do costume que acrescenta risos para disfarçar as imbecilidades daí decorrentes…
Pois… Vosselência “afinou”, ó Salazaresco?
Então foi na mouche!
É pena Vosselência não ter jeito para o cinema. A vida do Oliveira da Cerejeira vista por Vosselência dava um bom filme de ficção.
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Podia começar com a foto, com o Oliveira a falar para o retrato do Mussolino:
“O teu retrato Mussolino,
Tenho sobre a escrivaninha.
Todo o dia peço a Deus,
P’ra que ganhes a guerrinha.
A tua beleza, Benito,
Contemplo todos os dias.
É pena não estares aqui,
Tinhas tudo o que querias”