
Maria Corina Machado prestou-se ao triste papel de se deslocar à Casa Branca para oferecer o Nobel da Paz a Donald Trump, o delinquente que lidera a Gestapo americana e que tudo tem feito para abafar o maior escândalo de pedofilia da história moderna. Só por isto, já merecia que o prémio lhe fosse retirado. Mas, a julgar pela quantidade de delinquentes que já o receberam, conclui-se que foi business as usual.
Não sei o que Corina Machado esperava deste acto de vassalagem canina, para além do sabor dos sapatos de Trump na sua língua, mas nada mudou. Trump não declarou o seu apoio à senhora, não se comprometeu com eleições livres na Venezuela e vai continuar a trabalhar com o regime, que mantém o exacto mesmo poder interno que detinha antes do sequestro de Maduro. Além da remoção de Maduro, nada mudou. Rigorosamente nada.
Compreende-se este estado de coisas: um delinquente entende-se melhor com os seus pares, e a escumalha que lidera o regime venezuelano não é assim tão diferente da escumalha trumpista. É natural que Trump escolha falar e negociar com os autocratas de Caracas. Ou será que já nos esquecemos que este é mesmo Trump que ataca as democracias ocidentais, ameaça invadir o Canadá e a Dinamarca, e estende a passadeira vermelha a Putin, MBS e Netanyahu?
Qual é a dúvida?
É bom que isto seja sublinhado até à exaustão: Trump não atacou a Venezuela e sequestrou o seu presidente para libertar o povo venezuelano. Aliás, até o deixou numa situação ainda mais delicada, na medida em que a repressão sobre a dissidência aumentou desde a operação especial militar na Venezuela. Trump fê-lo pelo petróleo, pelo desejo de mandar na região que considera – como outros seus antecessores, note-se – o “quintal” dos EUA, e para mostrar ao mundo que ninguém está a salvo.
Mas não pensem que Maria Corina Machado voltou para casa de mãos a abanar. Trump não lhe entregou o poder, muito menos garantiu a democracia para o seu povo, mas ofereceu-lhe um saco de merchandising MAGA muito giro, com a assinatura do Delinquent-in-Chief na lateral. E muita sorte teve ela, que saiu de lá com um saco todo catita e não foi agredida e deportada para a Venezuela pelos gorilas do ICE. Como se diz na minha terra, “há cães com sorte”.
Deixo-vos com a ilustração perfeita do acontecimento, do sempre atento e genial Insónias em Carvão.






Se Donald Trump tivesse ocupado a Venezuela para forçar a realização de eleições, seria acusado de estar a fazer o mesmo que Bush fez no Iraque.
Como não o fez, é acusado de sr cúmplice de um regime autocrático.
Conclusão: faça Trump o que fizer, para o João Mendes fará sempre mal.
E ficava surpreendido que fizesse o mesmo na eurolândia.
Há quem nada aprenda, continuando a escolher a dedo propaganda com as mesmas origens e o mesmo dinheiro. Que interessa que tenha perdido as eleições juntamente com um declarado fascista com o historial que tem com um programa que pouco diferia do de Millei, usou o mesmo esquema de Trump para dizer que ganhou, e a seguir pediu e congratulou Trump por assassinar cidadãos do país que “quer salvar”? E que uma das primeiras acções como fantoche seriam estender o tapete vermelho a Netanyahu, com quem partilha teorias de financiamento aos únicos defensores do terrorismo da colónia, que o Mendes é tão contra?
Nada interessa, excepto o onanismo obediente. Pois está na altura de pagar um preço um bocadinho mais alto, nada mais.
Ofereceu-lhe a medalha não o prémio.
Para o cretino é prémio de consolação, para ela e para os venezuelanos pode vir a significar muito mais.
Pois pode!
Aquela medalha é capaz de dar de comer a um milhão de venezuelanos. Principalmente se for acompanhada de Carrascão de Santa Comba Dão, como toda a gente sabe.
E a Carrina é uma grande devota do Oliveira da Cerejeira, como é sabido! Venezuelanos, o tintol vai a caminho!
Parafraseando o sábio poema da Carrina:
Uma medalhita a Menos,
É uma litrada a mais!
Digam lá que é má troca,
Ó queridos venezuelais!
Quais? Os venezuelanos que se manifestaram popularmente contra a intervenção? A oposição, incluindo o partido da oportunista, que é contra intervenção militar estrangeira para resolver um problema interno? Os que os correligionários do Menos querem expulsar à força para qualquer lado?
Já sei, é por trocarem um bloqueio assassino por um tributo e poderem voltar a ter trocas comerciais, certo? E a eurolândia, além dos 5%, tem que dar a Gronelândia, é a vida.
Corina Machado lançou -se numa aventura de querer agradar ao maior déspota deste século e não obteve deste o que queria. Lamentável a ação da Venezuelana que se desfez de um galardão obtido com muito suor e lágrimas, que a Academia lhe reconheceu, para agora ir parar às mãos de um tirano que, sem vergonha nem despudor o recebeu de braços abertos. Só que o galardão deixou de ter valor nem significado porque não representa nada nas mãos de quem o possui. Este “senhor”, que se intitula o mandão do mundo, ainda vai cair do cavalo abaixo mesmo antes, que o seu Senhor que se dá pelo nome de Putim, lhe venha a estender a passadeira vermelha como reconhecimento pela vassalagem que aquele lhe tem prestado na guerra com a Ucrânia.
Principalmente com aquele ataque à beira da residência, ou com o ataque aos aviões nucleares enquanto o START ainda está em vigor, ou outros. Uma vassalagem só equiparada a ter aceite treinar 50000 só em 2016 e mandar Javelins em 2018, etc, apesar de a NATO nada ter a ver com o conflito (lol).
Claro, uma vassalagem que se traduz em continuar a armar a força toda o nazismo ucraniano.
Não sei onde esta gente vai buscar estas asneiras.
Quanto ao Mendes e o Menos deviam ser denunciados ao Instituto de Conservação da Natureza.
Porque para escreveres coisas destas devem ter batido com tanta força com os cornos numas azinheiras que as árvores ficaram rachadas pelo meio.
À propaganda que nos vende que a eurolândia é verde, porque importa a extração e produção de qualquer forma e manda o lixo para a periferia ou para o pacífico; que respeita os direitos humanos, quando já há mais violência do que em muitas “ditaduras”; é multi-cultural, quando paga a outros para brutalizar quem foge das nossas bombas; que é muito democrática, quando o voto não serve para nada e tudo é decidido por políticos falhados em Bruxelas, mas também em Washington; etc.
Criancices, que nem o apoio político, fora o bélico e financeiro, de todo um continente a um novo holocausto é culpa de quem resiste a morrer de joelhos fora das cameras.
Este whale coloca no mesmo saco o facho Menos e um homem de esquerda como o Mendes? Só porque Mendes não se verga ao imperialismo russo? Isto não é ser de esquerda.
É verdade, não é o mesmo. Mas, no fim, defendem mais ou menos envergonhadamente os desígnios do paizinho de impor o controlo do mundo à vontade do seu capital. Se é por achar que há resistência fofinha não-violenta, corre bem na Gronelândia.
Quanto ao “imperialismo russo”, se era para apoiar, treinar, e financiar a limpeza étnica do Donbass para disparar para o outro lado da fronteira, as nossas elites deviam ter estado mais preocupadas em ganhar do que em quanto iam meter ao bolso em repetir a pilhagem em ponto maior. Agora é pagar a fatura, independentemente do clube do outro lado do atlântico ser o mais ou o menos transparente.