António José Seguro é um inútil. Sempre foi. Quer como líder da JS, quer como secretário-geral do PS, quer como presidente da República.
Bem, como presidente sempre evitou a vitória do facho-mor, mas a esse até o rato Mickey ganhava.
O país está a ferro e fogo, mas ele nunca tem nada a dizer. Não disse depois da primeira carga policial; não disse depois da segunda carga, a não ser as banalidades que costuma bolçar e que tanto davam para se pôr do lado da polícia como dos manifestantes; e continua sem dizer nada depois da terceira carga policial desta madrugada.
O ministro Luís Neves, que já teria sido corrido há muito se não tivesse todos os poderes presos pelos tomates, tal é a lista de ilegalidades que cometeu na PJ, só se ri dele. Aliás, ele e todos os outros.
António José Seguro, o inútil, deve pensar que vai conseguir passar pelos pingos da chuva. Não vai. As suas mãos estão manchadas de sangue – e não estão menos que as de Pedro Duarte, Luís Montenegro ou Luís Neves.
António José Seguro é um inútil
Reportar fatos em Setúbal
E eu quero dizer isto hoje aqui, perante vós, perante jovens: envolvam-se na política, na política do “pê” grande, porque é a política que resolve os problemas das pessoas, não é a política da trica, do passa-culpas, do adiar constante. Assim não saímos da cepa torta.
— António José Seguro (vídeo), 30/10/2026
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O Aviso n.º 27032/2026/2 (pdf) aprova o Regulamento do Serviço Municipal de Protecção Civil de Setúbal e, através deste importante documento, fiquei a saber que uma das competências atribuídas ao Coordenador da Central Municipal de Operações de Socorro é a de reportar fatos.

Efectivamente, reportar fatos.
De facto, nunca sairemos da cepa torta.
Continuação de um óptimo fim-de-semana.
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António José Seguro reuniu-se com especialistas ligados ao professor da habitação
O legalista de circunstância
A legalidade é, no discurso, algo que muito importa a André Ventura. O respeito pela Lei, em variações mais ou menos autoritárias em termos concepcionais, é um aspecto fundamental da sua narrativa: os ciganos têm de cumprir a Lei, os imigrantes têm de cumprir a Lei, quem viola a Lei deve ser punido, quem é pedófilo deve ser quimicamente castrado, etc.
Todavia, o respeito é de circunstância, pois, quando o que a lei prevê não é conveniente aos seus fins, então faz-se de conta que a Lei não existe, conquanto tal soe bem aos ouvidos dos receptores.
O mais recente exemplo, é o apelo do adiamento das eleições presidenciais, extensível a todo o território nacional. Como se a Lei aplicável não previsse, especificamente, em que circunstâncias e quais os procedimentos. E a regra é muito simples: quem decide o adiamento da eleição, que tem de ser por sete dias, é a Câmara Municipal. Trata-se, pois, de uma decisão local, de acordo com as condições apuradas por quem está mais próximo dos respectivos palcos de crise, não podendo o Governo, ou quem quer que seja, decidir a nível nacional.
Assim reza o DL 319-A/76, de 3 de Maio, com a redacção dada pela Lei Orgânica n.º 1/2011 de 30 de Novembro (anteriormente alterado pelas Leis n.ºs 143/85, de 26 de Novembro, e 11/95, de 22 de Abril):
Artigo 81º
Não realização da votação em qualquer assembleia de voto
1 — Não pode realizar-se a votação em qualquer assembleia de voto se a mesa não se puder constituir, se ocorrer qualquer tumulto que determine a interrupção das operações eleitorais por mais de três horas ou se na freguesia se registar alguma calamidade no dia marcado para as eleições ou nos três dias anteriores.
2 — No caso de não realização da votação por a mesa não se ter podido constituir ou por qualquer tumulto ou grave perturbação da ordem pública realizar-se-á nova votação no segundo dia posterior ao da primeira, tratando-se de primeiro sufrágio.
3 — Ocorrendo alguma calamidade no primeiro sufrágio ou em qualquer das circunstâncias impeditivas da votação, tratando-se de segundo sufrágio, será a eleição efectuada no sétimo dia posterior.
4 — Nos casos referidos nos números anteriores consideram-se sem efeito quaisquer actos que eventualmente tenham sido praticados na assembleia de voto.
5 — O reconhecimento da impossibilidade de a eleição se efectuar e o seu adiamento competem ao presidente da câmara municipal ou, nas Regiões Autónomas, ao Representante da República.
6 — No caso de nova votação, nos termos dos n.ºs 2 e 3 não se aplica o disposto na parte final do n.º 3 do artigo 35.º e no artigo 85.º e os membros das mesas podem ser nomeados pelo presidente da câmara municipal ou, nas Regiões Autónomas, pelo Representante da República.
7 — Se se tiver revelado impossível a repetição da votação prevista nos n.ºs 2 e 3, por quaisquer das causas previstas no n.º 1, proceder-se-á à realização do apuramento definitivo sem ter em conta a votação em falta. [Read more…]
O valor do silêncio
“Primeiro vieram buscar os socialistas, e eu fiquei calado — porque não era socialista.
Então, vieram buscar os sindicalistas, e eu fiquei calado — porque não era sindicalista.
Em seguida, vieram buscar os judeus, e eu fiquei calado — porque não era judeu.
Foi então que vieram buscar-me, e já não havia mais ninguém para me defender.”
(Martin Niemöller)
Foi após o 25 de Abril de 1974, que se consagrou o direito ao silêncio, como um dos maiores expoentes da Democracia. Pois que o silêncio deixou de ser uma arma de opressão e repressão, e passou a ser uma garantia de que ninguém poderia ser prejudicado por não falar. Passou a ser um direito, tanto mais para não se auto-incriminar. Até porque falar ou não, é um direito pessoal, manifestação de livre vontade do indivíduo.
Isto, após o regime do Estado Novo de Salazar, em que se impunha o silêncio a quem pretendia se expressar de forma contrária ao que o regime ditava como certo ou errado. E impunha-se pela força, fosse por espancamento ou mesmo morte. Impunha-se até em julgamentos nos tribunais plenários, com espancamentos diante dos olhos de magistrados em pleno julgamento.
Sim: o Estado Novo de Salazar matou gente. Matou a tiro, por tortura, por degredo. E castrou o pensamento livre, calando com censura, garantindo-se com eleições forjadas, matando opositores, prendendo a crítica, tudo sob a batuta do medo. E no mais terrífico silêncio imposto.
O objectivo do silenciamento foi sempre um só: permitir ao Estado Novo, a manutenção do status quo das ditas elites, garantindo a submissão dos demais.
A Democracia, por seu turno, permite o debate de ideias, expressão livre do voto em eleições sem fraudes, e até mesmo, que aqueles que não comunguem dos ideais da Democracia, defendam teses autocráticas.
Porque a Liberdade, enquanto valor estruturante de qualquer Democracia digna de tal nome, permite isso mesmo: que se fale, que se expresse, que se verbalize. Pois que na Democracia, respeita-se o silêncio. Não se impõe. [Read more…]
Uma réstia de esperança

No início era o almirante.
À primeira volta.
Depois já seria entre ele e Marques Mendes, que teria o apoio do PSD num momento em que o partido é hegemónico em toda a linha.
Chegados ao day after de jornada eleitoral, passam à segunda volta André Ventura, o saudosista da ditadura corrupta de Salazar, e António José Seguro, o underdog do PS. Uma pesada derrota para o PSD, para o governo e para Luís Montenegro, que foi um dos primeiros a pronunciar-se, a antecipar o desastre que aí vinha.
André Ventura tem uma grande vitória, mesmo ficando em segundo lugar. E isso são, a meu ver, péssimas notícias para aqueles que se revêm na democracia liberal, em particular para os partidos da direita democrática, que perdem terreno e arriscam, no caso do PSD, a perder a liderança do lado direito do espectro para o populista.
Mas a verdade é que Ventura estagnou, obtendo um resultado muito idêntico àquele que o partido alcançou nas Legislativas. E isso é bastante significativo, na medida em que esta é uma eleição personalizada, por oposição a umas Legislativas, onde o partido tem mais peso. Mais do que um teste ao CH, este foi um teste ao próprio Ventura, que ficou aquém dos votos conseguidos em Maio.
Pela democracia liberal, contra o autoritarismo populista

No momento em que ouvi Seguro chamar “deputado” a Ventura, lembrei-me do
« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Os 28 debates para as presidenciais começam às 21 horas de Portugal Continental e da Madeira
- Hoje, 17 de Novembro, segunda-feira, TVI: André Ventura vs. António José Seguro
- 18 de Novembro, terça-feira, SIC: Luís Marques Mendes vs. António Filipe
- 20 de Novembro, quinta-feira, RTP: Henrique Gouveia e Melo vs. João Cotrim de Figueiredo
- 23 de Novembro, domingo, SIC: Catarina Martins vs. Henrique Gouveia e Melo
- 24 de Novembro, segunda-feira, RTP: João Cotrim de Figueiredo vs. Jorge Pinto
- 25 de Novembro, terça-feira, SIC: Luís Marques Mendes vs. André Ventura
- 26 de Novembro, quarta-feira, TVI: Jorge Pinto vs. Henrique Gouveia e Melo
- 27 de Novembro, quinta-feira, RTP: António José Seguro vs. João Cotrim de Figueiredo
- 28 de Novembro, sexta-feira, TVI: André Ventura vs. Catarina Martins
- 29 de Novembro, sábado, RTP: Luís Marques Mendes vs. Jorge Pinto
- 30 de Novembro, domingo, SIC: João Cotrim de Figueiredo vs. António Filipe
- 1 de Dezembro, segunda-feira, RTP: António José Seguro vs. Jorge Pinto
- 2 de Dezembro, terça-feira, TVI: António Filipe vs. Henrique Gouveia e Melo
- 3 de Dezembro, quarta-feira, RTP: António José Seguro vs. Luís Marques Mendes
- 4 de Dezembro, quinta-feira, TVI: Catarina Martins vs. João Cotrim de Figueiredo
- 6 de Dezembro, sábado, SIC: António José Seguro vs. Catarina Martins
- 7 de Dezembro, domingo, TVI: João Cotrim de Figueiredo vs. Luís Marques Mendes
- 8 de Dezembro, segunda-feira, RTP: António Filipe vs. Jorge Pinto
- 9 de Dezembro, terça-feira, SIC: Henrique Gouveia e Melo vs. António José Seguro
- 10 de Dezembro, quarta-feira, RTP: Catarina Martins vs. António Filipe
- 11 de Dezembro, quinta-feira, SIC: André Ventura vs. Jorge Pinto
- 12 de Dezembro, sexta-feira, RTP: Luís Marques Mendes vs. Catarina Martins
- 13 de Dezembro, sábado, RTP: André Ventura vs. António Filipe
- 15 de Dezembro, segunda-feira, RTP: Henrique Gouveia e Melo vs. André Ventura
- 19 de Dezembro, sexta-feira, SIC: João Cotrim de Figueiredo vs. André Ventura
- 20 de Dezembro, sábado, TVI: António José Seguro vs. António Filipe
- 21 de Dezembro, domingo, RTP: Catarina Martins vs. Jorge Pinto
- 22 de Dezembro, segunda-feira, TVI: Henrique Gouveia e Melo vs. Luís Marques Mendes
Rápida recuperação para o António José Seguro.
Tive agora conhecimento, através de um amigo comum, que o António José Seguro foi hoje operado de urgência numa conhecida unidade hospitalar de Lisboa, devido a um problema gastro-intestinal. Tambem sei que, graças a Deus, a operação correu bem.
O António José Seguro é uma pessoa que admiro pela sua coerência, honestidade e verticalidade. Desejo-lhe uma rápida e completa recuperação.
Saia um piropo para a Mesa do Rato, que o Brilhante foi ao museu
Os romanos tinham um aforismo que não resisto a citar: “asinus asinum fricat”. Sem pretender insultar asininos ou políticos, quando li que o Professor Marcelo terá dito que António Costa era um dos seus alunos mais brilhantes, foi o que me disparou a memória. É que, por princípio, desconfio de “jotas” e de quem, na vida real, pouco ou nada mostrou no uso da sua formação académica. Marcelo, pelos vistos, gosta. É a ensiná-los, criticá-los ou a bajulá-los que ganha a vida.
Dir-me-ão: Ah! Mas António Costa exerceu advocacia. Dizem que começou a exercer, de facto, em 1988, numa altura em que já era deputado na Assembleia Municipal de Lisboa, com portas abertas, portanto, até porque fazia parte do Secretariado do PS. E, pelos vistos, três anos depois, já tinha abandonado por motivações políticas. Sim, a política (se vadia, tanto melhor) é bem mais saciável do que ler extensos códigos e ter que trabalhar para viver, fazendo alegações em juízo. Por alguma razão, um dos seus gurus, que também chegou a Primeiro-ministro, tenha começado a máscara de trabalhador, desenhando umas mal-amanhadas casas na Câmara da Guarda, como Agente Técnico, que era assim que se chamava na altura. [Read more…]
Simulação do que aconteceria aos partidos com a redução do número de deputados para 181
O Helder Guerreiro disponibilizou mais um serviço público no seu tretas.org. Trata-se de um simulador que mostra como poderia ser a distribuição de cadeiras no Parlamento em eleições anteriores caso o número de deputados fosse outro e/ou se a distribuição fosse por círculos eleitorais ou por um círculo eleitoral único.
A imagem seguinte mostra como seria o actual Parlamento saído das eleições legislativas de 5 de Junho de 2011 se apenas fossem eleitos 181 deputados.

Simulador disponível em parlamento.tretas.org
O número de deputados que actualmente constitui a Assembleia da República é PPD/PSD: 108; PS: 74; CDS-PP: 24; PCP-PEV: 16; B.E.: 8. Com a reorganização são os pequenos partidos que mais perdem e, consequentemente, mais se perde na diferença de opiniões e soluções.
António José Seguro, em vez de ser populista, faria melhor serviço ao país e a si mesmo se defendesse a redução dos gastos com cada deputado, em vez de pretender reduzir o número de deputados. Ou será preciso lembrar, por exemplo, o caso dos deputados que colocam a morada fora de Lisboa só para receber as ajudas de custo? E que dizer da sumptuosa cantina da Assembleia da República? E dos carros para os grupos parlamentares? Isto só para exemplificar.
Mas se a preocupação de Seguro é mesmo a despesa do Estado, porque é que ainda não perguntou pelas fundações que o governo anunciou que ia extinguir, afinal de contas, uma grande bandeira eleitoral, mas que ainda continuam a existir. E os contratos com os escritórios de advogados e os gastos de consultoria? Isto, novamente, só para exemplificar.
Seguro é um desastre, como se pode ver pelas tiradas que já ficaram célebres e, novamente, como se constata nesta proposta. “Qual é a pressa?” “Anulei-me no PS para manter a paz interna.”
Vai um tirinho, freguês?
Pronto. Nós não nos queremos meter na vida interna do PS, mas não há como ficar calado perante a provocação pública de António José Seguro.
É que levo a sério – e levo a mal! – a proposta de redução de deputados da Assembleia da República para 181. O demagógico embrulho com que é apresentada não esconde o seu conteúdo essencial: diminuir a representatividade regional, atacar a força parlamentar dos partidos à esquerda do PS, reduzir a proporcionalidade, forçar o “voto útil” dos incautos. Como o proponente quer esta alteração legislativa antes das próximas eleições legislativas – isto é novidade! -, propõe-se fazê-la de braço dado com o PSD e Passos Coelho. Como a prostituta que procura aliciar o cliente mostrando a perna, Seguro oferece ao PSD o extermínio eleitoral do CDS. Revoltante.
O PS dos negócios apoia quem?
António José Seguro, o da engenharia eleitoral, afirmou que o “PS associado aos negócios e interesses é apoiante de António Costa“. Pode ser que sim, mas nesse caso será um também.
Luís Vilar era um funcionário bancário quando Manuel Machado lhe descobriu competência para ser vereador do Município de Coimbra. Mas tinha outras, no ramo dos negócios:
Vereador do PS na Câmara de Coimbra entre 1997 e 2009, Luís Vilar ficou na história de dois dos maiores casos de corrupção julgados nas últimas décadas na cidade dos estudantes. Em ambos acabou condenado. Primeiro, em 2010, a três anos e meio de prisão (com pena suspensa) , por corrupção passiva para ato lícito, abuso de poder, angariação de fundos não identificados para campanha eleitoral e tráfico de influências, no processo Bragaparques, em que estava acusado de favorecer a empresa nos negócios da construção de um parque de estacionamento e um edifício de escritórios, na Baixa da cidade. Já este ano, recebeu nova condenação (quatro anos de prisão, com pena suspensa, por corrupção passiva), por ter servido de intermediário no negócio de venda irregular do edifício dos CTT de Coimbra (que no mesmo dia fora comprado pela empresa Demagre por 14,8 milhões de euros e vendido por 20 milhões…)
Quando António José Seguro decidiu que Manuel Machado era o seu candidato nas eleições do ano passado, que ganhou por uma unha negra, valha-nos que Luís Vilar também fora condenado à pena acessória de proibição do exercício de funções como titular de cargo político, pelo que não constou da lista. O actual presidente da câmara, promovido pelo PS a líder da ANMP, retribuiu sendo mandatário de António José Seguro. Quanto a Luís Vilar, entretanto dado a negócios falhados no ensino superior privado, não foi expulso do seu partido, e adivinhem quem apoia na actual palhaçada interna do PS.
A guerra do trono rosa

A elegância de quem fez uma vida de jota a querer chegar a primeiro-ministro com estratégias de jota e a coragem de quem esperou até ao último minuto para pegar nas rédeas de um cavalo sem energia mas que chegará à meta.
Seguro acusa Costa de só avançar por a vitória do PS em 2015 ser uma certeza
Costa diz que o PS “não precisa de questões pessoais”
O país vai assistindo ao espectáculo demonstrativo de um segredo de polichinelo: primeiro, o partido. O governo agradece.
José Manuel Fernandes
observou de muito perto (com uma lupa de identificar lugares-comuns e frases-feitas) o que disse António Costa no Porto. Visto pelo Observador de direita, Seguro até parece um bom líder: qual é a pressa de Costa? (um tempo) Qual é a pressa?
Com quantos golpes se faz um canalha?
António José Seguro até pode ser um bom pai de família, um tipo devotado que se dedicou à política em prol do que entende ser o bem de todos (tenho amigos comuns que mo atestam). Politicamente, a partir do minuto 14 desta intervenção (cliquem no play sff) não passa de um reles canalha.
Vejam esta lógica: perdemos votos para pequenos partidos? gente que vota em branco ou no Marinho Pinto, ai foi? reduzam-se os deputados para 180, e os que não votam em nós vão logo ver como elas mordem.
Quando, pela primeira vez, os partidos ditos do arco do poder têm uma votação abaixo dos 2/3 constitucionais, e num cenário em que parece cada vez mais natural um governo desses mesmos três partidos que arrasando a Constituição na prática mude o regime, chega-nos o engenheiro eleitoral. Cedendo a um velho desejo do PSD, limpem-se as pontas, fiquem apenas dois partidos e uma meia-dúzia de representantes do resto, para decorar a sala. [Read more…]
Estratégia de sobrevivência política
Não se percebe bem, se é que existe, a estratégia de António José Seguro. Por um lado pede eleições antecipadas, várias vezes tem desafiado o primeiro ministro a demitir-se para ouvir os portugueses, na passada sexta-feira votou uma moção de censura na A.R. que se aprovada implicaria a queda do executivo. Por outro, desafiado, recusa ouvir os militantes do próprio partido, refugiando-se numa legitimidade estatutária, que embora exista, não é menos legítima que a do governo continuar em funções até às próximas legislativas. Como referi aqui, a vitória escassa do PS não fazia prever a tempestade que se levantou, mas o líder da oposição revelou-se completamente incapaz de gerir a crise interna, num primeiro momento entrincheirando-se no aparelho do partido, depois disparando em todas as direcções. Por princípio sou favorável à proposta para redução para 180 deputados e introdução de círculos uninominais. Mas como isso se aplica? Será para eleger à primeira volta ou será necessária uma segunda? Serão permitidas candidaturas independentes nos círculos uninominais? [Read more…]
Vigarista
Depois dos pequenos partidos crescerem nas europeias, Seguro quer só 180 deputados. E que tal demitir o povo e nomear outro?
From Lisbon with tactics
Apesar do desastre, este PSD diverte-me. Sempre feroz quando o PS puxa da cartada da antecipação das eleições, reforçando que este governo exerce funções no âmbito da legitimidade que lhe foi concedida pelas urnas, e que é inegável, o PSD-Lisboa reagiu imediatamente à intenção de António Costa em disputar a liderança do PS pedindo eleições antecipadas na Câmara Municipal de Lisboa. Ainda não há data para o congresso e as laranjas lisboetas já estão a contar espingardas. Já agora, onde estava mesmo Pedro Santana Lopes antes de ser nomeado (não confundir com “eleito“) para Primeiro-Ministro? Ganda nóia, estava presidência da CML. Claro que tal constatação não passa de um detalhe curioso e pouco relevante.
O PS dá à costa
Depois do naufrágio, o fundador do PS deve ter puxado orelhas mais em privado que em público, e António Costa vai empurrar António José Seguro borda fora, ou é suposto.
Não tenho expectativas de que isso vá mudar grande coisa no PS, excepto o óbvio: António Costa pode vencer eleições, Seguro no máximo seria ministro de Passos Coelho.
Há diferenças? há, principalmente porque no Domingo, muito embora ande toda a comunicação social a fingir que não viu, pela primeira vez (ou quase, esqueçamos o PRD) o dito arco da governação soltou-se nos 60%. Não foi a hecatombe do estado espanhol, mas o tripartidarismo agoniza, há que enterrá-lo.
Um PSeguro sem maioria (admitindo que ficasse em primeiro) estacionaria o Clio do Assis na direita. Um Costa, não sei. Sei que no estado a que chegámos a urgência é afogar um governo criminoso. E que para isso há que reforçar a esquerda, e que estas eleições também demonstraram que assim não vamos lá, mas já faltou mais (é somar os votos dos partidos à esquerda). Infelizmente também sei que as capelinhas se colocam acima do interesse geral. É pena. Essa sim, era a bóia de salvação.
















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