Rápida recuperação para o António José Seguro.

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Tive agora conhecimento, através de um amigo comum, que o António José Seguro foi hoje operado de urgência numa conhecida unidade hospitalar de Lisboa, devido a um problema gastro-intestinal. Tambem sei que, graças a Deus, a operação correu bem.

O António José Seguro é uma pessoa que admiro pela sua coerência, honestidade e verticalidade. Desejo-lhe uma rápida e completa recuperação.

Saia um piropo para a Mesa do Rato, que o Brilhante foi ao museu

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Os romanos tinham um aforismo que não resisto a citar: “asinus asinum fricat”. Sem pretender insultar asininos ou políticos, quando li que o Professor Marcelo terá dito que António Costa era um dos seus alunos mais brilhantes, foi o que me disparou a memória. É que, por princípio, desconfio de “jotas” e de quem, na vida real, pouco ou nada mostrou no uso da sua formação académica. Marcelo, pelos vistos, gosta. É a ensiná-los, criticá-los ou a bajulá-los que ganha a vida.

Dir-me-ão: Ah! Mas António Costa exerceu advocacia. Dizem que começou a exercer, de facto, em 1988, numa altura em que já era deputado na Assembleia Municipal de Lisboa, com portas abertas, portanto, até porque fazia parte do Secretariado do PS. E, pelos vistos, três anos depois, já tinha abandonado por motivações políticas. Sim, a política (se vadia, tanto melhor) é bem mais saciável do que ler extensos códigos e ter que trabalhar para viver, fazendo alegações em juízo. Por alguma razão, um dos seus gurus, que também chegou a Primeiro-ministro, tenha começado a máscara de trabalhador, desenhando umas mal-amanhadas casas na Câmara da Guarda, como Agente Técnico, que era assim que se chamava na altura. [Read more…]

Seguro sai pela porta traseira…

…e cruza-se com Sócrates a entrar.

O punho e a rosa

José Xavier Ezequiel

PS_punho  PS_rosa

A maioria dos cidadãos talvez não saiba, mas o logo-punho-erguido do Partido Socialista foi apenas fruto das circunstâncias. Ao que me contaram, havia várias propostas para um símbolo que, mesmo depois do 25 de Abril, pura e simplesmente ainda não existia. O PREC e a ‘guerra dos cartazes’ obrigavam a tomar decisões, coisa sempre difícil no PS ‘histórico’. Parece que um funcionário do partido, a meu ver com um enorme sentido de humor, escolheu para os primeiros cartazes aquele punho sobre um fundo amarelo-e-vermelho e, tal como na clássica tradução do latim — ‘ite, missa est’. Ou seja, assim ficou.

É certo que o primeiro PS, não sendo propriamente marxista, era, pelo menos, claramente igualitarista. E anti-clerical. Ora, quando um partido assim tão jacobino é assaltado por uma vaga muito mais dada a missas e ladaínhas, havia que mudar de logo. Foi o que o bondoso engº Guterres tentou fazer, ao substituir o velho punho erguido por uma rosa com ‘désainhe’.

O velho PS torceu o nariz a este vistoso reposicionamento, como agora se diz, em marketês. Na verdade, excepto na extensão de marca JS, nunca o punho-e-a-rosa apareceu sem o punho-erguido ao lado. E, com a fuga intempestiva do engº Guterres para Nova York, o desgraçado foi mesmo caindo em desuso, desaparecendo da comunicação do partido a partir o consulado socrático.

Pode parecer-vos assunto de ‘lana caprina’, este dos símbolos do PS. Mas olhem que não é bem assim. [Read more…]

Simulação do que aconteceria aos partidos com a redução do número de deputados para 181

O Helder Guerreiro disponibilizou mais um serviço público no seu tretas.org. Trata-se de um simulador que mostra como poderia ser a distribuição de cadeiras no Parlamento em eleições anteriores caso o número de deputados fosse outro e/ou se a distribuição fosse por círculos eleitorais ou por um círculo eleitoral único.

A imagem seguinte mostra como seria o actual Parlamento saído das eleições legislativas de 5 de Junho de 2011 se apenas fossem eleitos 181 deputados.

parlamento-181
Simulador disponível em parlamento.tretas.org

O número de deputados que actualmente constitui a Assembleia da República é  PPD/PSD: 108; PS: 74; CDS-PP: 24; PCP-PEV: 16; B.E.: 8. Com a reorganização são os pequenos partidos que mais perdem e, consequentemente, mais se perde na diferença de opiniões e soluções.

António José Seguro, em vez de ser populista, faria melhor serviço ao país e a si mesmo se defendesse a redução dos gastos com cada deputado, em vez de pretender reduzir o número de deputados. Ou será preciso lembrar, por exemplo, o caso dos deputados que colocam a morada fora de Lisboa só para receber as ajudas de custo? E que dizer da sumptuosa cantina da Assembleia da República? E dos carros para os grupos parlamentares? Isto só para exemplificar.

Mas se a preocupação de Seguro é mesmo a despesa do Estado, porque é que ainda não perguntou pelas fundações que o governo anunciou que ia extinguir, afinal de contas, uma grande bandeira eleitoral, mas que ainda continuam a existir. E os contratos com os escritórios de advogados e os gastos de consultoria? Isto, novamente, só para exemplificar.

Seguro é um desastre, como se pode ver pelas tiradas que já ficaram célebres e, novamente, como se constata nesta proposta. “Qual é a pressa?” “Anulei-me no PS para manter a paz interna.”

Vai um tirinho, freguês?

Pronto. Nós não nos queremos meter na vida interna do PS, mas não há como ficar calado perante a provocação pública de António José Seguro.

É que levo a sério – e levo a mal! – a proposta de redução de deputados da Assembleia da República para 181. O demagógico embrulho com que é apresentada não esconde o seu conteúdo essencial: diminuir a representatividade regional, atacar a força parlamentar dos partidos à esquerda do PS, reduzir a proporcionalidade, forçar o “voto útil” dos incautos. Como o proponente quer esta alteração legislativa antes das próximas eleições legislativas – isto é novidade! -, propõe-se fazê-la de braço dado com o PSD e Passos Coelho. Como a prostituta que procura aliciar o cliente mostrando a perna, Seguro oferece ao PSD o extermínio eleitoral do CDS. Revoltante.

O PS dos negócios apoia quem?

luis vilar

António José Seguro, o da engenharia eleitoral, afirmou que o “PS associado aos negócios e interesses é apoiante de António Costa“.  Pode ser que sim, mas nesse caso será um também.

Luís Vilar era um funcionário bancário quando Manuel Machado lhe descobriu competência para ser vereador do Município de Coimbra. Mas tinha outras, no ramo dos negócios:

Vereador do PS na Câmara de Coimbra entre 1997 e 2009, Luís Vilar ficou na história de dois dos maiores casos de corrupção julgados nas últimas décadas na cidade dos estudantes. Em ambos acabou condenado. Primeiro, em 2010, a três anos e meio de prisão (com pena suspensa) , por corrupção passiva para ato lícito, abuso de poder, angariação de fundos não identificados para campanha eleitoral e tráfico de influências, no processo Bragaparques, em que estava acusado de favorecer a empresa nos negócios da construção de um parque de estacionamento e um edifício de escritórios, na Baixa da cidade. Já este ano, recebeu nova condenação (quatro anos de prisão, com pena suspensa, por corrupção passiva), por ter servido de intermediário no negócio de venda irregular do edifício dos CTT de Coimbra (que no mesmo dia fora comprado pela empresa Demagre por 14,8 milhões de euros e vendido por 20 milhões…)

Quando António José Seguro decidiu que Manuel Machado era o seu candidato nas eleições do ano passado, que ganhou por uma unha negra, valha-nos que Luís Vilar também fora condenado à pena acessória de proibição do exercício de funções como titular de cargo político, pelo que não constou da lista. O actual presidente da câmara,  promovido pelo PS a líder da ANMP, retribuiu sendo mandatário de António José Seguro. Quanto a Luís Vilar, entretanto dado a negócios falhados no ensino superior privado, não foi expulso do seu partido, e adivinhem quem apoia na actual palhaçada interna do PS.