NUCLEAR: O BOM EXEMPLO ALEMÃO

Ao contrário do que se diz, a decisão de encerrar as centrais nucleares tem hoje em dia um efeito claramente positivo na Alemanha:

  • A produção de renováveis ultrapassou largamente a produção de eletricidade via nuclear na altura em que a decisão de encerrar foi tomada;
  • As renováveis são 5 a 10x mais baratas;
  • As renováveis emitem cerca de 10x menos CO2 do que o ciclo nuclear incompleto (literatura científica e IPCC);
  • A dependência da Rosatom de Putin é zero;
  • Os riscos, mortes ou doenças associadas às renováveis são muito inferiores ao nuclear (literatura científica).
Literatura científica
Emissões CO2:
Mortes/cancros setor nuclear:

Comments

  1. Não estrague boas narrativas com factos…

  2. Bom serviço. Ficámos a saber que o canal público alemão também têm jornalistas sérios como os nossos e que não devem nada aos PIGS a martelar números. Gostava de ver esse raciocínio sobre “emissões de Co2” das centrais nucleares aplicado às ciclovias de Lisboa, ou seja, incluindo o carbono consumido na sua edificação e manutenção, na produção dos materiais utilizados na mesma e nas bicicletas, trotinetes, capacetes e sacos da Glovo/Bolt/Uber, com o consumo agravado dos carros pela concentração do trânsito em menos faixas e mais tempo à procura de sítio para estacionar, com o incentivo ao consumo de refeições em casa (e consequente uso de embalagens descartáveis, considerando o carbono consumido na sua produção) e desincentivo ao uso de transportes públicos (que, com mais trânsito, circulam ainda mais devagar), e, porque não, com a respiração ofegante dos ciclistas e dos peões que fogem aos mesmos.

    • Ai o alcatrão que não existia sem as bicicletas… não se preocupe, vão ficar bastante populares em poucas semanas. Gostava de ver esse raciocínio a contar com as centenas de milhões que custam as cheias e incêndios, mas a culpa deve ser de Allah.
      O problema de não funcionar é que os nossos gestores inspiram-se nas últimas modas privadas e fazem o mínimo para preencher os requisitos que permite ir buscar financiamento de que necessitam para o resto funcionar. Como o resto no mundo civilizado, funciona cada vez melhor, considerando o objectivo real de canalizar riqueza para cima mantendo as aparências de um regime funcional. Até colapsar com uma crise auto-provocada.

      • Cem por cento a favor de energia renováveis (a começar pela hidroeléctrica, das barragens que “evaporam”, mas, sem as quais, era a baixa de Coimbra que se tinha evaporado) e da redução da dependência de hidrocarbonetos. Cem por cento contra estatísticas marteladas para atingirem conclusões ridículas.

    • POIS! says:

      Ora pois, e já agora…

      O metano enviado para a atmosfera pelos automobilistas que se peidam enquanto procuram estacionamento e o dos que consomem em casa feijoada brasileira, incluindo os que, depois de repetirem ao lanche, se ajoelham na missa das sete na Igreja de São Nicolau

  3. As renováveis estão em cima da mesa, ou foi mais carvão e gás natural dos petro-estados aprovados pelo daddy e os seus patrocinadores sionistas? A juntar à parvoíce da expansão a leste, estes anos de crimes de guerra no médio oriente têm sido de uma verdura que até a ver presidente da assembleia geral das nações unidas não tem opção senão aprovar.
    Entretanto, o país que cresce e já diminui as emissões construi uma data delas em menos de 7 anos, mas isso agora não interessa nada.

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