Se leu nos jornais é porque não aconteceu

Nós também temos pasquins mas não tão bons (no sentido em que não são suficientemente pasquins) como os de outras partes do mundo. Assim de repente, acho o The Sun e o Bild quase imbatíveis, mas é capaz de haver pior, perdão, melhor no seu género (por outro lado, também temos jornais, mas não tão bons como nos países que têm bons pasquins).

O Daily Mail é, a par com atrás referidos, sério candidato a maior pasquim do mundo. Vai daí, noticia o que lhe apetece mesmo se não tiver acontecido. Os pasquins sabem bem, aliás, que o que não aconteceu de dada forma vende bem melhor do que o que realmente aconteceu.

Os pasquins, os tablóides e os jornais que para lá caminham, gostam de sangue e sensações fortes mas não se deslocam, por exemplo, aos teatros de guerra ou às manifestações de trabalhadores. Preferem sangue nas carpetes e nos cristais das casas dos famosos, nas salas de tribunal quando lá entra uma socialite, nas histórias dos desportistas de topo que escorregam numa casca de banana.

Os bons pasquins, além de noticiarem o que não acontece, escrevem a reportagem completa antes do não acontecido poder ter acontecido. Confuso? Tavez não, basta ler aqui.