Boatos à la Observador

O rigor. O fact check. A pergunta onde cai o ponto de interrogação.

Conversas vadias 14

Desta a vez a vadiagem foi num tom um pouco mais sério, fruto das circunstâncias e, também, dos vadios, – António de Almeida, Carlos Araújo Alves, João Mendes, José Mário Teixeira e Orlando Sousa -, que falaram sobre buscas, testes, lavagem de dinheiro, TVI, Rui Moreira, Selminho, comunicação social, justiça, Espanha, Ceuta, migrantes, Marrocos, cessar-fogo, Israel, Hamas, Palestina, Irão, história e provocações.

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Conversas vadias 14
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Odemira para totós

Da exploração laboral à cobertura mediática, passando pelo levantamento popular no ZMar. Tudo – bem – explicado pelo Diogo Martins, no Ladrões de Bicicletas.

Conversas vadias 4

Mais um périplo dos  vadios pela passagem do Porto aos quartos-de-final dos Campeões Europeus, pelas emoções e pelas azias, passando pelo PCP e pelo PS, a Comunicação Social e suas (in)tolerâncias, Tancos, Sporting, Santana Lopes, o Calimerismo, O Independente e Cavaco Silva, Roquete e o vinho, confinamento e a Via Norte.

Os aventadores vadios são António Fernando Nabais (moderador/provocador), Fernando Moreira de Sá, Orlando de Sousa, José Mário Teixeira e João Mendes. Tudo com a assessoria do ausente especial Francisco Miguel Valada.

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Conversas vadias 4
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Willkommen!

Sejam bem-vindos, ó profissionais de saúde alemães.

Antes de mais, pedimos desculpa pelo facto de se saber primeiro na Alemanha que vocês vinham para cá ajudar, sem que aqui se soubesse ainda.

É que isto sem a pandemia já era um pandemónio, com a bronca de um ucraniano a morrer às mãos do SEF, um Presidente a fazer striptease em campanha por uma vacina que depois não houve, uma candidatura martelada ao lugar de Procurador da União Europeia, entre outras cenas tipo.

E aquela coisa do Cavani não ter vindo para o Benfica, também não ajudou nada.

Enfim, tem sido só scheisse.

Mas, como podem ver, tivemos o cuidado de vos colocar num hospital privado.

O que não é para qualquer um.

Olhem que nesta terra, recorrer aos privados só mesmo depois de esgotar o parque automóvel das ambulâncias às portas das nossas urgências.

E, também, porque há sempre comunicação social e sociedade civil a meterem nojo.

Compreendam que os nossos recursos são parcos, e se queremos continuar a ser o país que menos gasta com a pandemia, temos de manter este esforço.

Atenção que não é austeridade. É esforço.

De qualquer forma, vindos de tão longe, era só o que faltava se iam agora andar de ambulância em ambulância para assistir ao povo, às portas das urgências do Santa Maria.

Ainda para mais com este tempo.

Mas, dizia eu, que são muito bem-vindos.

Fazem-nos um jeito do caraças.

Imaginem que temos imensos profissionais de saúde a trabalhar no estrangeiro. Principalmente enfermeiros. Que foram para fora à procura de melhores salários e progressões na carreira e outras coisas assim.

E nenhum parece estar com ideias de voltar para cá e dar uma mãozinha.

Malandros!

Mas, o que importa é vocês estão cá. E até trouxeram material auxiliar.

Pena não ter sido no Natal, pois faziam de Reis Magos.

De qualquer forma, se precisarem de alguma coisa, seja o que for, até mesmo umas sandes de pernil, é só dizerem.

Estejam à vontade e obrigadinho.

Compulsões

OMS avisa que a Europa pode enfrentar uma segunda vaga letal de covid-19 a partir do Outono”

Hans Kluge recomendou que os países europeus que estão a começar a levantar as restrições de circulação e actividade económica olhem para os exemplos de Singapura e do Japão, queentenderam desde cedo que este não é o momento para celebrações, mas sim um momento para preparativos”.

Ninguém previu que esta segunda vaga surgisse tão cedo

Marcelo deu o exemplo e garante que há vacinas da gripe para todos

DGS garante que não há racionamento da vacina da gripe

DGS alerta que vacina da gripe não chegará para todos devido à elevada procura

 

É notória a tendência compulsiva que esta coligação Governo/PR tem pela mentira.

Claro está que se pode sempre contra-argumentar que todos os Governos mentem.

A questão é como essa mentira é lidada pelos instrumentos de controlo de poder e de contra-poder.

E aqui reside o maior perigo dos efeitos da mentira: a impunidade que a legitima.

Foi prometida uma vacina da gripe, que afinal não chegará sequer a todos os que fazem parte do grupo de risco. Repare-se que a DGS fala que chegará “à maioria as pessoas de grupos de risco”. Ou seja, nem sequer todos os que pertencem aos grupos de risco, serão vacinados.

E a desculpa é que houve um demanda por vacinas superior ao previsto.

Como se as mesmas, não fossem receitadas por indicações expressas da DGS e do Ministério da Saúde. Pois que não se compram vacinas, como quem compra máscaras no hiper.

Na Primavera e no Verão, não faltaram alertas sobre a necessidade de preparação para a segunda vaga que chegaria no Outono. Foi, inclusivamente pela voz de Hans Kluge que é nada mais nada menos do que o Director Regional para a Europa da OMS.

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A luta continua, camarada Santana

Em 2015, salvo erro, as eleições Legislativas foram disputadas por 18 partidos políticos. E tudo indica que, mais partido, menos partido, esse número se repetirá em Outubro. Destes, apenas seis têm cobertura mediática visível. São, sem surpresas, e como vem sendo habitual, os partidos com assento parlamentar.

Não me interessa discutir a justeza e equidade dos critérios editoriais da comunicação social. São o que sempre foram. E, sublinhe-se, mesmo entre os seis “privilegiados”, o fosso mediático existente entre os dois maiores e os restantes é significativo. Para não falar no domínio de absoluto de PS e PSD nas colunas de opinião dos jornais e espaços de debate televisivos. [Read more…]

Adivinha

Qual foi o OCS que pegou num vídeo feito para dar nas vistas à conta de um conhecido fabricante de robots e o transformou numa notícia, sem um mínimo de validação jornalística, titulada “A ‘vingança’ das máquinas está aí. Robots já atacam“?

Talvez o texto fosse também uma paródia, à semelhança do vídeo, poderíamos pensar. Indo pelo endereço encontrado no Google logo se percebe que o artigo foi apagado, pelo que se ficaria na dúvida, não se desse o caso de a Internet ainda ter memória. E de ter uma cópia.

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A direita mentirosa

É um dogma que diversas personagens de direita repetem ad nauseam: a comunicação social é controlada pela esquerda.

Que os factos não estragarem um belo enredo.

Se antes da criação dos canais de televisão privados, a RTP era a voz do governo, fosse ele de que cor fosse, depois disso, a SIC, TVI e, agora também, a CMTV, fazendo fé no estudo do ISCTE, são a voz da direita.

Para quem só lê os títulos (compostinhos)

ligeira alteração no texto proposto pelo candidato à presidência da Comissão Europeia Manfred Weber mudou totalmente o sentido político do que foi votado: em vez de se dizer que “a filiação será suspensa”, diz-se que “o Fidesz suspende a sua filiação do PPE até ao relatório de avaliação estar pronto”

Agora repitam todos comigo: toda a imprensa é controlada pela esquerda

Como já aqui tive oportunidade de denunciar, a imprensa portuguesa não passa de uma cambada de comunistas. E, se dúvidas restassem, aqui fica a prova irrefutável do domínio absoluto da esquerda no comentário político nacional. É o marxismo cultural, estúpidos!

A agenda mediática e política

Imagem: Diário de Notícias, edição impressa de 23/12/2018. Clicar para aumentar.

Ouvindo os ecos da política difundidos pela comunicação social, ficamos a saber que os temas quentes são a contagem do tempo de serviço dos professores para efeitos de progressão na carreira, a empolada manifestação nacional dos coletes amarelos e  a greve dos enfermeiros e de outras classes com menos capacidade mediática, tais como os oficiais de justiça. [Read more…]

‘Trumpesque’ ban

A primeira página do jornal “The National” tornou-se viral depois de Theresa May ter excluído este jornal de uma conferência de imprensa. Assim vai a liberdade informativa.

“‘Trumpesque’ ban”, assim lhe chamou o jornal.

A tempestade

Nelson Zagalo

Faz hoje exatamente um ano que aconteceu a tragédia do incêndio do Pinhal de Leiria que arrastou toda a zona centro e chegou à Galiza. Na altura, foi o caos com a eletricidade, as redes móveis, assim como o apoio da Proteção Civil, para não falar dos media. Nessa altura, tanto rádio como imprensa online (TV não adianta falar), pouco ou nada ajudaram, nem antes, nem durante, nem depois. Porquê? Porque não era em Lisboa nem Porto, e no resto do país mais uma vez era fim-de-semana e não acontecem notícias ao fim-de-semana para se reportar na imprensa e rádio regionais.

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Comunicação social muda em causa própria

Será que a perspectiva (ilusória) de facturar alguma coisa com a proposta taxa sobre os links emudeceu a comunicação social para a mais grave proposta sobre censura na Internet?

Uma pesquisa realizada hoje às 8:00 só mostrou artigos em publicações ligadas à tecnologia e, também, no DN e no Dinheiro Vivo.

Sem surpresa, a SPA apoia a censura. Na verdade, esta associação apoia tudo o que lhe possa trazer proveitos, seja ou não moralmente aceitável.

Agora vou passar pelos sítios liberais do burgo para observar se, finalmente, se insurgiram contra esta obscenidade europeia.

Ler também:

Nova lei dos direitos de autor já está a fazer vítimas.

A Frente Nacional francesa, apoiante da nova directiva de direitos de autor da UE, foi uma das primeiras vítimas dessa mesma lei.

Mas o partido francês não está sozinho, o canal do OpenCourseWare do MIT e da Blender Foundation também foram removidos.

A ironia tem destas coisas. Os fachos franceses sucumbiram às sua própria estupidez, passe o pleonasmo.

Campanha contra o Nónio

O leitor NÃO DEVE registar-se no Nónio, por três grandes motivos:

  • Violação de privacidade
  • Violação do Regulamento Europeu Geral de Proteção de Dados (GDPR)
  • Efeito “filtros-bolha”.

Ler o artigo para saber o que é o Nónio e para perceber porquê é que não contribuir para a completa devassa da privacidade é importante.

Em resumo e como refere Zeynep Tufekci na seu recente Ted Talk, estamos a criar uma distopia só para fazer as pessoas clicarem em anúncios.

Estão avisados.

(via)

Não é a acusação, senhor ex-ministro investigado por tráfico de influências: é mesmo a comunicação social

MM

A ver se nos entendemos, senhor ex-ministro e homem forte do profissional da abertura de portas: a acusação é o que é e chegará o momento da justiça se pronunciar sobre ela. E não se preocupe, que pessoas do seu estrato social tendem a ser imunes ao encarceramento, mesmo quando o crime é feito nas nossas barbas. Veja o caso dos seus companheiros de partido que rebentaram com o BPN e com a economia nacional. Terá algum deles sido preso? Claro que não. Não só não são como ainda correm o risco de ser elogiados por um primeiro-ministro em funções, como foi o caso do seu grande amigo Pedro. [Read more…]

Sobre o apalpanço

Em primeiro lugar, tudo é taxado, seja com impostos directos, indirectos ou, na maioria dos casos, com ambos. Em segundo lugar, o aumento de impostos não tem uma ligação directa com a redução consumo. Se assim fosse, poucos andariam de carro, já que quase 70% do preço dos combustíveis são impostos.

Este tipo de artigos, uns a apalpar a reacção pública, outros a lançar veneno, são o cimento do jornaleiro que embrulha publicidade em folhas de jornal. Destes, alguns até têm preço de capa.

Austeridade na imprensa

“Governo demite chefe da Armada após caso do submarino desaparecido”, titula o DN. Custava assim tanto não ter poupado no nome do país (Argentina)? Nem uma referência, no título ou no lead sobre não se tratar de Portugal. Trocaram uns poucos cliques dos distraídos que vão ao engodo pela seriedade jornalística.

Os bullies avençados

Santana Castilho*

Mesmo para quem está habituado ao confronto de opiniões que as decisões políticas mais polémicas suscitam, causa perplexidade verificar a quantidade de pronúncias na comunicação social, escrita ou falada, ora expondo ignorância inaceitável, ora evidenciando intuitos manipulatórios censuráveis, que a questão da tentativa de apagar uma década ao tempo de serviço dos professores suscitou. Conheço os preconceitos e as agendas destes bullies avençados. Mas, confesso, espantou-me ver tantos e tão irmanados na mentira e no ódio a uma classe, a quem devem parte do que são e do que serão os seus filhos e netos. Não é corporativa a razão que dita estas linhas. É a seriedade, é a justiça e é a certeza sobre o quanto toda a comunidade precisa dos seus professores.

Dois clichés são recorrentes no discurso dos bullies: a progressão dos professores é automática, em função do tempo de serviço; não há possibilidade financeira para o que reclamam.

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O CETA é TABU

Foto: Paula Moreno

Suponho que quem lê o Aventar também se informará através dos meios de comunicação social mais lidos, vistos ou ouvidos em Portugal. Pois pergunto-lhe: quantas vezes, nos últimos anos ou meses, ouviu falar ou leu algo sobre o CETA, o Acordo de “livre comércio” entre a União Europeia e o Canadá?

SE viu ou leu, terá sido uma excepção, e quiçá estará a confundir com algum dos numerosos posts que escrevi aqui no blogue, por exemplo este.

Tendo em mente que o CETA vai expressamente enviesar ainda mais o centro de gravitação dos países em volta do grande capital global por meio da passagem de soberania dos mesmos para o dito, aquilo que ouviu ou leu sobre o CETA nos mídia portugueses é uma gota de água, e as mais das vezes, turva.

Pouquíssimos portugueses terão noção do grau de bloqueamento a que o CETA foi e continua a ser sujeito na comunicação social em Portugal. [Read more…]

Miséria de estratégia

Desde ontem – pelas intermináveis declarações de Passos Coelho, ouvido em particular e por tudo o que se disse no debate (?) parlamentar – começam a desenhar-se as cartilhas e as obscenidades que a direita deve usar para pontuar os seus ataques. Podiam os partidos de direita atacar, na AR e nas suas metástases televisivas, com argumentos e ideias duras, até violentas, mas sérias e, até, procedentes, porque há matéria para tal, mas isso tinha um preço – eles fizeram sempre o mesmo e geralmente pior nestas matérias. Mas não. Não é isso que colhe e o deserto argumentativo parlamentar não surpreende. Por isso, tratam de promover e repetir curtas e simplórias grosserias.

Não há limites. Mas há concertação. Exemplo? Ontem, na TVI24, uma jornalista (??) promovida a comentadora, uma tal Judite de Freitas arengava: “o PCP e o BE eram outra coisa, agora são… não sei… uma espécie…não sei…uma coisa…estão mascarados de partidos que apoiam governos que permitem 100 mortos…”. Horas depois, Nuno Magalhães, com a elegância oratória que lhe é reconhecida, bolsava: ” cabe ao PCP e ao BE avaliarem se a morte de 100 pessoas não é grave”. Esta imitação de ideia vai fazendo o seu caminho ao ritmo da obediência dos vários servidores da causa. [Read more…]

Então, Expresso, esse relatório de Tancos?

Há duas semanas, Pedro Santos Guerreiro justificava o Expresso com o argumento de, na edição a seguir, voltar ao tema Tancos com informação relevante. A montanha pariu um rato na edição que se seguiu e nesta nem a isso chegou.

Vamos aguardar. Para já, é mais um caso para juntar à lista composta pelos dossiers WikiLeaks, Panamá Papers e mortos de Pedrogão Grande. Naturalmente que se trata de jornalismo de referência. É uma questão apenas de determinar qual é o referencial.

Espécies

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Os telejornais, arautos de tudo o que se passa de importante, informaram: apareceram moscas na Herdade da Comporta! Os habitantes e os turistas, dizem, estão indignados.

Tomando chá com as suas amigas à sombra do alpendre da sua luxuosa vivenda, a Tia Batata sacudia, desesperada, umas moscas que tinham ousado poisar na mesa. Depois de sublinhar que poucas das tragédias que atingem a humanidade se podem comparar a uma praga de moscas, a Tia, enxotando a última mosca, bradava, virada para as suas companheiras, de anelado dedo em riste apontando aqueles insectos daninhos:
– “Seres horrorosos! Porque criou Deus bichos tão inúteis e repugnantes”?!

A mosca, pousada numa viga do tecto, afagava as asas com as patas e, fixando os seus caleidoscópicos olhos nas humanas que se sentavam à mesa, bradava, apontando-as às suas companheiras com a primeira pata anterior direita:
– “Serezz horrorosozzzz! Porque criou Deuzzz bichozz tão inúteizzz e repugnantezz”?!

Jornalismo


A cena passa-se num desses incêndios que lavram por aí, num canal de notícias desses que há por aí, protagonizada por um “repórter” desses que andam por aí. Um habitante de uma aldeia ameaçada pelo fogo corria, de balde na mão, procurando apagar umas labaredas que lhe ameaçavam uma construção, talvez um curral, um palheiro, não sei bem. De microfone na mão, o diligente repórter tentou, pondo-se ao lado do homem, entrevistá-lo. Quiçá para fazer uma daquelas inteligentes perguntas tipo “o que sente neste momento?”. Ficamos sem saber a resposta, pois o homem continuou a sua tarefa em silêncio – não ouso imaginar a resposta que lhe devia bailar na cabeça. O jornalista – chamemos-lhe assim…- vira-se para as câmaras e anuncia: “este senhor não quis responder-nos – faz tom de paternal censura – talvez porque tenha coisas mais importantes a fazer…”.

E ainda há quem pense que as críticas à comunicação social são exageradas.

Olhá claustrofobia democrática fesquinha

António Valle, Assessor de Comunicação de Pedro Passos Coelho, denuncia uma situação muito grave quanto ao DN.

Em nome do DN, na sua prosa, o jornalista João Pedro Henriques ensaia a justificação para explicar porque o DN não publica a mensagem política do PSD. O jornalista assume que o jornal não reporta as posições do PSD (!) porque este se centra em “coisitas menores”, como a denúncia ao ataque que o atual Governo desencadeia a quem contraria a narrativa instalada…

Acontece que, pequeno detalhe, o que afirma Valle é falso.

Lendo o artigo de opinião em causa, João Pedro Henriques escreve na secção de opinião, onde, até, explicita o que pensa reforçando-o com um “pessoalmente“. Em lado algum o cronista fala em nome do jornal.

Mais, Valle retira a expressão, “coisitas menores” de contexto, usando-a em sentido completamente diferente do original. Escreve Henriques o seguinte: [Read more…]

Giro 

Será desta que se tornará público quem é que paga o Observador?

Notícia? 

Quando o título, sobre a motherfucker das bombas, atravessa a comunicação social com mais eficácia do que os mísseis disparados enquanto se mordisca uma fatia de bolo de chocolate – the best, absolutely – lembramo-nos da imprensa como caixa de ressonância, em vez de fonte de informação.

Eis o processo de destrumpetização em curso. 

Momento “rigor” do dia

Quando a SIC usa um software de antivírus para ilustrar uma reportagem sobre as transferências para offshores. E daí, atendendo ao efeito virulento das offshores, se calhar até nem está mal visto. Só que tal software, que remova os paraísos fiscais, ainda não existe.

Quantas mais vezes terá que vencer Rui Costa para ser destaque na imprensa portuguesa?

É português, é um dos desportistas mais consagrados do desporto português da actual geração, já foi campeão do mundo de estrada (foi o único português a conseguir o feito), já venceu por 3 vezes a geral da prova que serve de antecâmara ao Tour de France, a Volta à Suiça, já venceu etapas no Tour entre outras vitórias em etapas em várias provas, e anda sempre a lutar pelas vitórias nas clássicas da primavera, em especial, na Flèche Wallone, na Liège-Bastone-Liège e na Amstel Gold Race. É chefe-de-fila absoluto das equipas por onde passa há 4 anos.

Ontem, Rui Costa voltou a vencer, desta feita na Volta à Abu Dhabi, prova categorizada como World Tour (a categoria máxima do ciclismo mundial) na média montanha, derrotando a nata dos trepadores da actualidade, ou seja, Contador, Aru, Quintana, Dumoulin, Zakarin, Samuel Sanchez, Bauke Mollema, entre outros, arrebatando a liderança da prova. O que é que o ciclista português terá que fazer para ser primeira página de um jornal português?
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