Comunicação social muda em causa própria

Será que a perspectiva (ilusória) de facturar alguma coisa com a proposta taxa sobre os links emudeceu a comunicação social para a mais grave proposta sobre censura na Internet?

Uma pesquisa realizada hoje às 8:00 só mostrou artigos em publicações ligadas à tecnologia e, também, no DN e no Dinheiro Vivo.

Sem surpresa, a SPA apoia a censura. Na verdade, esta associação apoia tudo o que lhe possa trazer proveitos, seja ou não moralmente aceitável.

Agora vou passar pelos sítios liberais do burgo para observar se, finalmente, se insurgiram contra esta obscenidade europeia.

Ler também:

Nova lei dos direitos de autor já está a fazer vítimas.

A Frente Nacional francesa, apoiante da nova directiva de direitos de autor da UE, foi uma das primeiras vítimas dessa mesma lei.

Mas o partido francês não está sozinho, o canal do OpenCourseWare do MIT e da Blender Foundation também foram removidos.

A ironia tem destas coisas. Os fachos franceses sucumbiram às sua própria estupidez, passe o pleonasmo.

Campanha contra o Nónio

O leitor NÃO DEVE registar-se no Nónio, por três grandes motivos:

  • Violação de privacidade
  • Violação do Regulamento Europeu Geral de Proteção de Dados (GDPR)
  • Efeito “filtros-bolha”.

Ler o artigo para saber o que é o Nónio e para perceber porquê é que não contribuir para a completa devassa da privacidade é importante.

Em resumo e como refere Zeynep Tufekci na seu recente Ted Talk, estamos a criar uma distopia só para fazer as pessoas clicarem em anúncios.

Estão avisados.

(via)

Não é a acusação, senhor ex-ministro investigado por tráfico de influências: é mesmo a comunicação social

MM

A ver se nos entendemos, senhor ex-ministro e homem forte do profissional da abertura de portas: a acusação é o que é e chegará o momento da justiça se pronunciar sobre ela. E não se preocupe, que pessoas do seu estrato social tendem a ser imunes ao encarceramento, mesmo quando o crime é feito nas nossas barbas. Veja o caso dos seus companheiros de partido que rebentaram com o BPN e com a economia nacional. Terá algum deles sido preso? Claro que não. Não só não são como ainda correm o risco de ser elogiados por um primeiro-ministro em funções, como foi o caso do seu grande amigo Pedro. [Read more…]

Os emails do Benfica e a Comunicação Social prostituída


Os últimos emails do Benfica que foram revelados mostram uma incrível promiscuidade entre o clube e a Comunicação Social. Nesses emails, podemos ver José Manuel Delgado, «jornalista» de «A Bola», a conspirar com Paulo Gonçalves contra o FC do Porto e a combinar notícias que serão publicadas nos dias seguintes. Outros «jornalistas», como Rui Pedro Braz, Nuno Farinha e tantos outros também aparecem nos emails a desempenhar exactamente o mesmo papel.
A Comunicação Social portuguesa, hoje como há muitos anos, não passa de uma prostituta ao serviço do Benfica.
Notícias sobre os emails? Zero! Zero!
Bem pode o Benfica processar todos aqueles que divulgarem os emails. Processem-me, caralho!
E bem podem clamar também pela protecção da intimidade – estamos a falar de crimes graves e isso sobrepõe-se a tudo o resto. Para quem estiver com ideias, visto que estamos a falar de padres, a confissão não entra na equação.
A quem elogiou Julian Assange, Edward Snowden e os autores dos Panama Papers, entre tantos outros, aconselho uma grande dose de coerência. É enternecedor falar sobre o conteúdo quando estão em causa os outros, mas pôr em causa a origem quando falam de nós.
Pudesse eu queixar-me à ERC!
Infelizmente, após o mandato do cangalheiro, que desempenhou a função com a eficácia própria do epíteto, a ERC está hoje entregue a uma Brigada do Reumático que, para além de ser benfiquista, percebe pouco do assunto.
Quanto ao FC do Porto, responde (em campo) da única forma que pode responder.

Sobre o apalpanço

Em primeiro lugar, tudo é taxado, seja com impostos directos, indirectos ou, na maioria dos casos, com ambos. Em segundo lugar, o aumento de impostos não tem uma ligação directa com a redução consumo. Se assim fosse, poucos andariam de carro, já que quase 70% do preço dos combustíveis são impostos.

Este tipo de artigos, uns a apalpar a reacção pública, outros a lançar veneno, são o cimento do jornaleiro que embrulha publicidade em folhas de jornal. Destes, alguns até têm preço de capa.

Austeridade na imprensa

“Governo demite chefe da Armada após caso do submarino desaparecido”, titula o DN. Custava assim tanto não ter poupado no nome do país (Argentina)? Nem uma referência, no título ou no lead sobre não se tratar de Portugal. Trocaram uns poucos cliques dos distraídos que vão ao engodo pela seriedade jornalística.

Os bullies avençados

Santana Castilho*

Mesmo para quem está habituado ao confronto de opiniões que as decisões políticas mais polémicas suscitam, causa perplexidade verificar a quantidade de pronúncias na comunicação social, escrita ou falada, ora expondo ignorância inaceitável, ora evidenciando intuitos manipulatórios censuráveis, que a questão da tentativa de apagar uma década ao tempo de serviço dos professores suscitou. Conheço os preconceitos e as agendas destes bullies avençados. Mas, confesso, espantou-me ver tantos e tão irmanados na mentira e no ódio a uma classe, a quem devem parte do que são e do que serão os seus filhos e netos. Não é corporativa a razão que dita estas linhas. É a seriedade, é a justiça e é a certeza sobre o quanto toda a comunidade precisa dos seus professores.

Dois clichés são recorrentes no discurso dos bullies: a progressão dos professores é automática, em função do tempo de serviço; não há possibilidade financeira para o que reclamam.

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O CETA é TABU

Foto: Paula Moreno

Suponho que quem lê o Aventar também se informará através dos meios de comunicação social mais lidos, vistos ou ouvidos em Portugal. Pois pergunto-lhe: quantas vezes, nos últimos anos ou meses, ouviu falar ou leu algo sobre o CETA, o Acordo de “livre comércio” entre a União Europeia e o Canadá?

SE viu ou leu, terá sido uma excepção, e quiçá estará a confundir com algum dos numerosos posts que escrevi aqui no blogue, por exemplo este.

Tendo em mente que o CETA vai expressamente enviesar ainda mais o centro de gravitação dos países em volta do grande capital global por meio da passagem de soberania dos mesmos para o dito, aquilo que ouviu ou leu sobre o CETA nos mídia portugueses é uma gota de água, e as mais das vezes, turva.

Pouquíssimos portugueses terão noção do grau de bloqueamento a que o CETA foi e continua a ser sujeito na comunicação social em Portugal. [Read more…]

Miséria de estratégia

Desde ontem – pelas intermináveis declarações de Passos Coelho, ouvido em particular e por tudo o que se disse no debate (?) parlamentar – começam a desenhar-se as cartilhas e as obscenidades que a direita deve usar para pontuar os seus ataques. Podiam os partidos de direita atacar, na AR e nas suas metástases televisivas, com argumentos e ideias duras, até violentas, mas sérias e, até, procedentes, porque há matéria para tal, mas isso tinha um preço – eles fizeram sempre o mesmo e geralmente pior nestas matérias. Mas não. Não é isso que colhe e o deserto argumentativo parlamentar não surpreende. Por isso, tratam de promover e repetir curtas e simplórias grosserias.

Não há limites. Mas há concertação. Exemplo? Ontem, na TVI24, uma jornalista (??) promovida a comentadora, uma tal Judite de Freitas arengava: “o PCP e o BE eram outra coisa, agora são… não sei… uma espécie…não sei…uma coisa…estão mascarados de partidos que apoiam governos que permitem 100 mortos…”. Horas depois, Nuno Magalhães, com a elegância oratória que lhe é reconhecida, bolsava: ” cabe ao PCP e ao BE avaliarem se a morte de 100 pessoas não é grave”. Esta imitação de ideia vai fazendo o seu caminho ao ritmo da obediência dos vários servidores da causa. [Read more…]

Então, Expresso, esse relatório de Tancos?

Há duas semanas, Pedro Santos Guerreiro justificava o Expresso com o argumento de, na edição a seguir, voltar ao tema Tancos com informação relevante. A montanha pariu um rato na edição que se seguiu e nesta nem a isso chegou.

Vamos aguardar. Para já, é mais um caso para juntar à lista composta pelos dossiers WikiLeaks, Panamá Papers e mortos de Pedrogão Grande. Naturalmente que se trata de jornalismo de referência. É uma questão apenas de determinar qual é o referencial.

Espécies

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Os telejornais, arautos de tudo o que se passa de importante, informaram: apareceram moscas na Herdade da Comporta! Os habitantes e os turistas, dizem, estão indignados.

Tomando chá com as suas amigas à sombra do alpendre da sua luxuosa vivenda, a Tia Batata sacudia, desesperada, umas moscas que tinham ousado poisar na mesa. Depois de sublinhar que poucas das tragédias que atingem a humanidade se podem comparar a uma praga de moscas, a Tia, enxotando a última mosca, bradava, virada para as suas companheiras, de anelado dedo em riste apontando aqueles insectos daninhos:
– “Seres horrorosos! Porque criou Deus bichos tão inúteis e repugnantes”?!

A mosca, pousada numa viga do tecto, afagava as asas com as patas e, fixando os seus caleidoscópicos olhos nas humanas que se sentavam à mesa, bradava, apontando-as às suas companheiras com a primeira pata anterior direita:
– “Serezz horrorosozzzz! Porque criou Deuzzz bichozz tão inúteizzz e repugnantezz”?!

Jornalismo


A cena passa-se num desses incêndios que lavram por aí, num canal de notícias desses que há por aí, protagonizada por um “repórter” desses que andam por aí. Um habitante de uma aldeia ameaçada pelo fogo corria, de balde na mão, procurando apagar umas labaredas que lhe ameaçavam uma construção, talvez um curral, um palheiro, não sei bem. De microfone na mão, o diligente repórter tentou, pondo-se ao lado do homem, entrevistá-lo. Quiçá para fazer uma daquelas inteligentes perguntas tipo “o que sente neste momento?”. Ficamos sem saber a resposta, pois o homem continuou a sua tarefa em silêncio – não ouso imaginar a resposta que lhe devia bailar na cabeça. O jornalista – chamemos-lhe assim…- vira-se para as câmaras e anuncia: “este senhor não quis responder-nos – faz tom de paternal censura – talvez porque tenha coisas mais importantes a fazer…”.

E ainda há quem pense que as críticas à comunicação social são exageradas.

Olhá claustrofobia democrática fesquinha

António Valle, Assessor de Comunicação de Pedro Passos Coelho, denuncia uma situação muito grave quanto ao DN.

Em nome do DN, na sua prosa, o jornalista João Pedro Henriques ensaia a justificação para explicar porque o DN não publica a mensagem política do PSD. O jornalista assume que o jornal não reporta as posições do PSD (!) porque este se centra em “coisitas menores”, como a denúncia ao ataque que o atual Governo desencadeia a quem contraria a narrativa instalada…

Acontece que, pequeno detalhe, o que afirma Valle é falso.

Lendo o artigo de opinião em causa, João Pedro Henriques escreve na secção de opinião, onde, até, explicita o que pensa reforçando-o com um “pessoalmente“. Em lado algum o cronista fala em nome do jornal.

Mais, Valle retira a expressão, “coisitas menores” de contexto, usando-a em sentido completamente diferente do original. Escreve Henriques o seguinte: [Read more…]

Giro 

Será desta que se tornará público quem é que paga o Observador?

Notícia? 

Quando o título, sobre a motherfucker das bombas, atravessa a comunicação social com mais eficácia do que os mísseis disparados enquanto se mordisca uma fatia de bolo de chocolate – the best, absolutely – lembramo-nos da imprensa como caixa de ressonância, em vez de fonte de informação.

Eis o processo de destrumpetização em curso. 

Momento “rigor” do dia

Quando a SIC usa um software de antivírus para ilustrar uma reportagem sobre as transferências para offshores. E daí, atendendo ao efeito virulento das offshores, se calhar até nem está mal visto. Só que tal software, que remova os paraísos fiscais, ainda não existe.

Quantas mais vezes terá que vencer Rui Costa para ser destaque na imprensa portuguesa?

É português, é um dos desportistas mais consagrados do desporto português da actual geração, já foi campeão do mundo de estrada (foi o único português a conseguir o feito), já venceu por 3 vezes a geral da prova que serve de antecâmara ao Tour de France, a Volta à Suiça, já venceu etapas no Tour entre outras vitórias em etapas em várias provas, e anda sempre a lutar pelas vitórias nas clássicas da primavera, em especial, na Flèche Wallone, na Liège-Bastone-Liège e na Amstel Gold Race. É chefe-de-fila absoluto das equipas por onde passa há 4 anos.

Ontem, Rui Costa voltou a vencer, desta feita na Volta à Abu Dhabi, prova categorizada como World Tour (a categoria máxima do ciclismo mundial) na média montanha, derrotando a nata dos trepadores da actualidade, ou seja, Contador, Aru, Quintana, Dumoulin, Zakarin, Samuel Sanchez, Bauke Mollema, entre outros, arrebatando a liderança da prova. O que é que o ciclista português terá que fazer para ser primeira página de um jornal português?
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Observador Enganador

É a melhor imagem ilustrativa da coisa. E da autoria do próprio.

Quando relatar factos é secundário

Nevou numa montanha, no Emirado de Ras Al Khaimah, mas o Observador usou uma foto de uma cidade grega. É assim o quotidiano daquele blog. Colar títulos a textos e fotos, eventualmente com relação entre si. Mais uma careca posta à mostra pelo quinto poder, o escrutínio do que se lê. 

[actualizado]

David Dinis e o Público

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Rui Naldinho

David Dinis foi convidado pelos sociais-democratas Alexandre Relvas e António Carrapatoso há cerca de três anos para dirigir o primeiro projecto digital de comunicação em Portugal, o jornal electrónico “Observador”. O referido diário mais parece um blogue da “extinta” PAF, com jornalistas e colaboradores escolhidos a dedo. Os temas, as notícias e os assuntos estão alinhados politicamente, tendo a direita como sua clientela quase exclusiva. Mas, tirando esse “pormenor”, nada terei a acrescentar, uma vez que só lá vai quem quer. Aquilo até nem se paga!

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Ignorância do jornalismo

Declaração de intenções: nunca votei no PC. Por outras vias, sou muitas vezes acusado de ser quase anti-PC primário. Diria que talvez, mas só quando ele aparece a festejar uma vitória com um chouriço, sublinhando a nova política desportiva do Herrera ou dos seis milhões do central do Braga. Falasse assim quando perde e talvez a solução estivesse mais perto que o fim.

Mas, o post não era para ser sobre isto. Fugiu-me a tecla para o sentimento.

Dizia eu, que não sendo eleitor comunista, olho para o Congresso do PC como um encontro de gente que, acima de tudo faz política. Eles não brincam em serviço e as Teses são mesmo discutidas. Quem ouviu algumas das intervenções percebe que eles não estão (pelo menos todos) atrás de um tacho ou apenas a tentar ganhar palco. Para um comunista a actividade política é muito mais que isso. As entrevistas a alguns “comunistas comuns” mostraram que são de facto gente com outra preparação. E, nesse campo, nenhum partido português os bate.

Apesar da boa cobertura do Bloco, das sistemáticas sondagens, cada vez com resultados mais longe da verdade do voto…

Acompanho por isso integralmente o João Ramos de Almeida: “Nada de novo, portanto. Nada se aprende. Nem com Trump, Le Pen, etc., etc.”

Em oposição a esta pobreza da nossa Comunicação Social, a forma séria e inteligente como Adelino Maltez, hoje em representação da Reitoria da Universidade de Lisboa, falou na SIC Notícias.

Manipulação grosseira na comunicação social

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A situação descreve-se muito rapidamente. Alguma comunicação social e a Vodafone criaram um facto político para colar António Costa a uma investigação sobre corrupção. Foi “apanhado”, houve escutas que foram “mandadas destruir” e até se conseguiu colar o nome de José Socrates à “notícia”.

A manipulação na comunicação social atingiu um nível em que simplesmente não merece crédito. Não vale tudo na luta política e na caça ao clique.

Uma espécie de lista de passageiros com bilhete de ida e volta

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Pretender que um blog político precisa de ter políticos entre os seus autores, ou para melhor dizer,  “nomes do poder do costume que o jovem escriba já viu na televisão“, como refere o Paulo Guinote, é como dizer que um jornal só existe em papel. Quem rabisca em “jornais sem papel” deveria estar atento ao paradoxo.

A arte da mentira

Rui Naldinho

Após a eleição de Donald Trump muito se tem falado das razões mais profundas que estiveram na origem da sua vitória. Teoriza-se sobre tudo sem se ter a certeza de nada. Analisam-se as motivações para tantas mentiras  do republicano vitorioso nesta eleição. E como o povo americano se deixou seduzir por elas.

Ferreira Fernandes fala no Diário de Noticias da “pós-verdade”, como a palavra do ano. “Uma homenagem ao Brexit e a Trump. É um adjectivo que define uma sociedade pasmada com a realidade. Espero que passe a substantivo, já. É que, se a verdade é dura, a pós-verdade, que é uma mentira, pode distinguir-se talvez melhor, pois é mole.”

Se tudo isso está em conformidade com o pensamento dominante, há questões que, no entanto, não podem deixar de se colocar. [Read more…]

“Os Truques da Imprensa Portuguesa” em entrevista

obrigado internet

Obrigado, Internet
Convidado: Os Truques da Imprensa Portuguesa | 05 Nov, 2016

A página do Facebook “Os truques da imprensa portuguesa” tem colocado em questão diversas notícias da nossa comunicação social. Há quem concorde que há truque e há quem diga que é um braço armado do PS, à semelhança do que foi o Corporações. Um podcast com interesse para quem acompanha o assunto. Aqui fica uma espécie de transcrição, muito aligeirada.

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Uma questão de prioridades

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O jornal PÚBLICO mantém há dois dias a entrevista a PPC em destaque. Nos entretantos, aconteceram coisas, como uma entrevista do primeiro-ministro e a questão da DBRS. Coisitas, afinal, a não merecerem destaque na filial do Povo Livre.

Enquanto dormia, David Dinis observadorizou o PÚBLICO

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Com a entrada em funções de David Dinis como director do PÚBLICO, passei a receber um email diário titulado “Enquanto dormia”. Ao lê-lo pela primeira vez, senti uma sensação estranha, sem que a tenha conseguido identificar. Entretanto, percebi que se devia à expressão de alguém fazer qualquer coisa nas nossas costas enquanto dormimos. Algo que aconteça sem nosso controlo.

O título é, na minha opinião, um pouco infeliz, mas hoje constato que tem também alguma substância.

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José Gomes Ferreira arrependeu-se

Rui Naldinho

Todos já sabemos que o subdiretor da SIC Noticias tem sido um verdadeiro “Spin doctor” dos partidos da oposição e das confederações patronais, no canal de televisão do grupo IMPRESA.

José Gomes Ferreira, Fevereiro de 2014

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A memória na política

Muitos políticos comportam-se como se os eleitores não tivessem memória – e por vezes esse parece ser o caso.

A Persistência da Memória - Salvador Dalí

A Persistência da Memória – Salvador Dalí


 
No tempo do online, repleto de registos de áudio e vídeo e de artigos publicados e republicados, é trivial confrontar as posições do presente com as de há pouco tempo, por vezes com meses apenas, constatando-se que umas e outras estão nos antípodas. Mesmo assim, a facilidade com que se demonstra a posse de um carácter tão sólido quanto o de um junco mole não impede a reviravolta de posição desses políticos, capazes de serem, simultaneamente, um Dr. Jekyll e um Mr. Hyde, sem, no entanto, manifestarem conflito algum.

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Cuidado com a corrente do Facebook, mas no que respeita aos anúncios de perigo

Roubo de dados pessoais e de endereços de IP, spam, phishing, burla, propagação de vírus e demais sete pragas do Egipto em versão digital foram os perigos que vários órgãos de comunicação social, alguns até dizendo-se como de referência, anunciaram como podendo acontecer a quem aderisse à corrente “Desafio aceite”.

Esta corrente consiste em publicar no Facebook uma foto a preto e branco, como forma de suporte à luta contra o cancro. Obviamente que nem essa luta ganhará com isso, nem os utilizadores do Facebook ficarão mais expostos do que quando publicam qualquer outra foto.

Na verdade, o único truque nesta campanha chama-se clickbait e é praticado, precisamente, pelos órgãos de comunicação social que publicaram no Facebook estas notícias alarmistas para atrair visitas para o seu site.   Onde, naturalmente, vendem publicidade em função do número de visitas.

Posto este esclarecimento, vamos lá começar uma campanha como deve ser. Se acha que o mundo não vai acabar amanhã às 22:53, tome um bom banho matinal e alimente-se bem, pois vai ser um dia longo.