Olhá claustrofobia democrática fesquinha

António Valle, Assessor de Comunicação de Pedro Passos Coelho, denuncia uma situação muito grave quanto ao DN.

Em nome do DN, na sua prosa, o jornalista João Pedro Henriques ensaia a justificação para explicar porque o DN não publica a mensagem política do PSD. O jornalista assume que o jornal não reporta as posições do PSD (!) porque este se centra em “coisitas menores”, como a denúncia ao ataque que o atual Governo desencadeia a quem contraria a narrativa instalada…

Acontece que, pequeno detalhe, o que afirma Valle é falso.

Lendo o artigo de opinião em causa, João Pedro Henriques escreve na secção de opinião, onde, até, explicita o que pensa reforçando-o com um “pessoalmente“. Em lado algum o cronista fala em nome do jornal.

Mais, Valle retira a expressão, “coisitas menores” de contexto, usando-a em sentido completamente diferente do original. Escreve Henriques o seguinte: [Read more…]

Giro 

Será desta que se tornará público quem é que paga o Observador?

Notícia? 

Quando o título, sobre a motherfucker das bombas, atravessa a comunicação social com mais eficácia do que os mísseis disparados enquanto se mordisca uma fatia de bolo de chocolate – the best, absolutely – lembramo-nos da imprensa como caixa de ressonância, em vez de fonte de informação.

Eis o processo de destrumpetização em curso. 

Momento “rigor” do dia

Quando a SIC usa um software de antivírus para ilustrar uma reportagem sobre as transferências para offshores. E daí, atendendo ao efeito virulento das offshores, se calhar até nem está mal visto. Só que tal software, que remova os paraísos fiscais, ainda não existe.

Quantas mais vezes terá que vencer Rui Costa para ser destaque na imprensa portuguesa?

É português, é um dos desportistas mais consagrados do desporto português da actual geração, já foi campeão do mundo de estrada (foi o único português a conseguir o feito), já venceu por 3 vezes a geral da prova que serve de antecâmara ao Tour de France, a Volta à Suiça, já venceu etapas no Tour entre outras vitórias em etapas em várias provas, e anda sempre a lutar pelas vitórias nas clássicas da primavera, em especial, na Flèche Wallone, na Liège-Bastone-Liège e na Amstel Gold Race. É chefe-de-fila absoluto das equipas por onde passa há 4 anos.

Ontem, Rui Costa voltou a vencer, desta feita na Volta à Abu Dhabi, prova categorizada como World Tour (a categoria máxima do ciclismo mundial) na média montanha, derrotando a nata dos trepadores da actualidade, ou seja, Contador, Aru, Quintana, Dumoulin, Zakarin, Samuel Sanchez, Bauke Mollema, entre outros, arrebatando a liderança da prova. O que é que o ciclista português terá que fazer para ser primeira página de um jornal português?
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Observador Enganador

É a melhor imagem ilustrativa da coisa. E da autoria do próprio.

Quando relatar factos é secundário

Nevou numa montanha, no Emirado de Ras Al Khaimah, mas o Observador usou uma foto de uma cidade grega. É assim o quotidiano daquele blog. Colar títulos a textos e fotos, eventualmente com relação entre si. Mais uma careca posta à mostra pelo quinto poder, o escrutínio do que se lê. 

[actualizado]

David Dinis e o Público

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Rui Naldinho

David Dinis foi convidado pelos sociais-democratas Alexandre Relvas e António Carrapatoso há cerca de três anos para dirigir o primeiro projecto digital de comunicação em Portugal, o jornal electrónico “Observador”. O referido diário mais parece um blogue da “extinta” PAF, com jornalistas e colaboradores escolhidos a dedo. Os temas, as notícias e os assuntos estão alinhados politicamente, tendo a direita como sua clientela quase exclusiva. Mas, tirando esse “pormenor”, nada terei a acrescentar, uma vez que só lá vai quem quer. Aquilo até nem se paga!

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Ignorância do jornalismo

Declaração de intenções: nunca votei no PC. Por outras vias, sou muitas vezes acusado de ser quase anti-PC primário. Diria que talvez, mas só quando ele aparece a festejar uma vitória com um chouriço, sublinhando a nova política desportiva do Herrera ou dos seis milhões do central do Braga. Falasse assim quando perde e talvez a solução estivesse mais perto que o fim.

Mas, o post não era para ser sobre isto. Fugiu-me a tecla para o sentimento.

Dizia eu, que não sendo eleitor comunista, olho para o Congresso do PC como um encontro de gente que, acima de tudo faz política. Eles não brincam em serviço e as Teses são mesmo discutidas. Quem ouviu algumas das intervenções percebe que eles não estão (pelo menos todos) atrás de um tacho ou apenas a tentar ganhar palco. Para um comunista a actividade política é muito mais que isso. As entrevistas a alguns “comunistas comuns” mostraram que são de facto gente com outra preparação. E, nesse campo, nenhum partido português os bate.

Apesar da boa cobertura do Bloco, das sistemáticas sondagens, cada vez com resultados mais longe da verdade do voto…

Acompanho por isso integralmente o João Ramos de Almeida: “Nada de novo, portanto. Nada se aprende. Nem com Trump, Le Pen, etc., etc.”

Em oposição a esta pobreza da nossa Comunicação Social, a forma séria e inteligente como Adelino Maltez, hoje em representação da Reitoria da Universidade de Lisboa, falou na SIC Notícias.

Manipulação grosseira na comunicação social

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A situação descreve-se muito rapidamente. Alguma comunicação social e a Vodafone criaram um facto político para colar António Costa a uma investigação sobre corrupção. Foi “apanhado”, houve escutas que foram “mandadas destruir” e até se conseguiu colar o nome de José Socrates à “notícia”.

A manipulação na comunicação social atingiu um nível em que simplesmente não merece crédito. Não vale tudo na luta política e na caça ao clique.

Uma espécie de lista de passageiros com bilhete de ida e volta

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Pretender que um blog político precisa de ter políticos entre os seus autores, ou para melhor dizer,  “nomes do poder do costume que o jovem escriba já viu na televisão“, como refere o Paulo Guinote, é como dizer que um jornal só existe em papel. Quem rabisca em “jornais sem papel” deveria estar atento ao paradoxo.

A arte da mentira

Rui Naldinho

Após a eleição de Donald Trump muito se tem falado das razões mais profundas que estiveram na origem da sua vitória. Teoriza-se sobre tudo sem se ter a certeza de nada. Analisam-se as motivações para tantas mentiras  do republicano vitorioso nesta eleição. E como o povo americano se deixou seduzir por elas.

Ferreira Fernandes fala no Diário de Noticias da “pós-verdade”, como a palavra do ano. “Uma homenagem ao Brexit e a Trump. É um adjectivo que define uma sociedade pasmada com a realidade. Espero que passe a substantivo, já. É que, se a verdade é dura, a pós-verdade, que é uma mentira, pode distinguir-se talvez melhor, pois é mole.”

Se tudo isso está em conformidade com o pensamento dominante, há questões que, no entanto, não podem deixar de se colocar. [Read more…]

“Os Truques da Imprensa Portuguesa” em entrevista

obrigado internet

Obrigado, Internet
Convidado: Os Truques da Imprensa Portuguesa | 05 Nov, 2016

A página do Facebook “Os truques da imprensa portuguesa” tem colocado em questão diversas notícias da nossa comunicação social. Há quem concorde que há truque e há quem diga que é um braço armado do PS, à semelhança do que foi o Corporações. Um podcast com interesse para quem acompanha o assunto. Aqui fica uma espécie de transcrição, muito aligeirada.

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Uma questão de prioridades

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O jornal PÚBLICO mantém há dois dias a entrevista a PPC em destaque. Nos entretantos, aconteceram coisas, como uma entrevista do primeiro-ministro e a questão da DBRS. Coisitas, afinal, a não merecerem destaque na filial do Povo Livre.

Enquanto dormia, David Dinis observadorizou o PÚBLICO

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Com a entrada em funções de David Dinis como director do PÚBLICO, passei a receber um email diário titulado “Enquanto dormia”. Ao lê-lo pela primeira vez, senti uma sensação estranha, sem que a tenha conseguido identificar. Entretanto, percebi que se devia à expressão de alguém fazer qualquer coisa nas nossas costas enquanto dormimos. Algo que aconteça sem nosso controlo.

O título é, na minha opinião, um pouco infeliz, mas hoje constato que tem também alguma substância.

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José Gomes Ferreira arrependeu-se

Rui Naldinho

Todos já sabemos que o subdiretor da SIC Noticias tem sido um verdadeiro “Spin doctor” dos partidos da oposição e das confederações patronais, no canal de televisão do grupo IMPRESA.

José Gomes Ferreira, Fevereiro de 2014

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A memória na política

Muitos políticos comportam-se como se os eleitores não tivessem memória – e por vezes esse parece ser o caso.

A Persistência da Memória - Salvador Dalí

A Persistência da Memória – Salvador Dalí


 
No tempo do online, repleto de registos de áudio e vídeo e de artigos publicados e republicados, é trivial confrontar as posições do presente com as de há pouco tempo, por vezes com meses apenas, constatando-se que umas e outras estão nos antípodas. Mesmo assim, a facilidade com que se demonstra a posse de um carácter tão sólido quanto o de um junco mole não impede a reviravolta de posição desses políticos, capazes de serem, simultaneamente, um Dr. Jekyll e um Mr. Hyde, sem, no entanto, manifestarem conflito algum.

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Cuidado com a corrente do Facebook, mas no que respeita aos anúncios de perigo

Roubo de dados pessoais e de endereços de IP, spam, phishing, burla, propagação de vírus e demais sete pragas do Egipto em versão digital foram os perigos que vários órgãos de comunicação social, alguns até dizendo-se como de referência, anunciaram como podendo acontecer a quem aderisse à corrente “Desafio aceite”.

Esta corrente consiste em publicar no Facebook uma foto a preto e branco, como forma de suporte à luta contra o cancro. Obviamente que nem essa luta ganhará com isso, nem os utilizadores do Facebook ficarão mais expostos do que quando publicam qualquer outra foto.

Na verdade, o único truque nesta campanha chama-se clickbait e é praticado, precisamente, pelos órgãos de comunicação social que publicaram no Facebook estas notícias alarmistas para atrair visitas para o seu site.   Onde, naturalmente, vendem publicidade em função do número de visitas.

Posto este esclarecimento, vamos lá começar uma campanha como deve ser. Se acha que o mundo não vai acabar amanhã às 22:53, tome um bom banho matinal e alimente-se bem, pois vai ser um dia longo.

A iminência eminente

Eminente

Seria muito importante que pudéssemos ter na comunicação social um instrumento de defesa e valorização da Língua Portuguesa através, nomeadamente, do seu bom uso. Não se trata já de uma questão eminentemente formal, relevando do respeito que todos devemos à Língua onde assentam os pilares do nosso Pensamento e que usamos para comunicar uns com os outros. Trata-se da iminência de um cataclismo linguístico, após o qual será indiferente o que dissermos ou escrevermos, pois o que dissermos ou escrevermos poderá significar qualquer coisa, ou seja, nada.

Wow, David Dinis, a nova turbo-estrela

Observador, TSF e agora Público. A endireitar tudo por onde passa.

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Boa sorte para o novo director e que traga muitas noticias amarelas.

Bilhete do Canadá: Clube dos Abutres

De há semanas para cá, todos os dias a comunicação social veicula, numa pressa prazenteira, uma insinuação venenosa acerca dum membro do governo. Onde é que eu já vi este filme? Porque tenho a sensação de estar a ver um filme repetido.

Foi assim com José Sócrates, não foi?

O Clube dos Abutres não desarma, tece intrigas dia e noite.  Quer lá o Clube saber de Portugal! Quer lá saber do povo que atirou à pobreza! O que verdadeiramente interessa aos Abutres é destruír reputações, anular o governo, porventura deitá-lo abaixo, porque vive na ânsia boçal de voltar a enfiar o focinho no pote e lambuzar-se.

Numa situação parecida, Guerra Junqueiro chamou a isto “uma enxerga podre cheia de percevejos”. É o que parece. Nem mais nem menos.

Aprovado após


O destaque do Metro de hoje foi para o número de alterações que o orçamento teve até ser aprovado. A repetição, portanto, dos pacotes de texto, perdão, notícias, criadas nos laboratórios da direita, para colarem uma imagem de amadorismo à governação. Junta-se à estratégia o uso de diversos epítetos, como geringonça, esquerda radical, habilidosos e só falta dizerem ilegítimos, apesar de a cada arroto se ouvir falar de uma suposta usurpação. Se prejudica a imagem do país perante os sacrossantos mercados? Claro que sim e aí reside o sonho húmido da direita. Esperar que o pior aconteça, para poderem voltar ao poder. Portugal à frente, my ass.

Podiam os metros de papel impresso trazerem uma notícia diferente? Sem dúvida. Poderiam falar da procura de consenso para chegar ao resultado. Muitas vezes se fala em prepotência na governação. Ter um governo que é obrigado a negociar é a maior garantia de se ter o interesse geral à frente de agendas ideológicas.

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Bilhete do Canadá – coisas que se dizem

Prós e Contras – esta semana discutiu os bancos. Ressaltaram três nomes de lucidez e coragem: Ricardo Cabral, Marco Ferreira Capitão e Carlos Firme.

José Vitor Malheiros  diz que  A UE não nos inspira nem nos mobiliza. Pelo contrário: cada vez mais envergonha-nos.

Dinheiro chinês para Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF – haja maneira de os pôr de olhos em bico. Coisa gira.

Duarte Marques ataca  governo  pela demissão do presidente do CCB – este grunho de Mação sabe o que é Cultura?

Deputado Amaral (CDS) considera incorrecto o “empurrão” dado a António Lamas – perdeu a memória. Já se esqueceu do empurrão que deu, com o punho fechado, nas costas de Maria José Nogueira Pinto por esta ter posto o dedo no nariz do Portas.

Conselho Superior de Finanças Públicas  é independente  – é o que garante a imprensa dita de referência. Porque é que eu tenho a desconfiança de se tratar de um quarto independente com porta para a escada? No caso, Santana à Lapa.

Passos Coelho garante que fracasso do Governo não terá que passar por eleições –  Pois. Ele aparece  e o país inteiro, em delírio, entroniza-o. É assim que “eles” começam. Depois pensam ser o Napoleão.

Assunção Cristas está preocupada com o orçamento – assim declarou, entre bolinhos e copinhos, numa feira.  Enquanto ela anda entretida com esta preocupação, o Nuno Melo vai andando, caladinho,  e faz-lhe a cama à meia volta.

Pergunta para um milhão:

– porque é que a Comunicação Social continua a tratar o Passos como primeiro, fazendo uma cobertura mediática de um deputado como se ele ainda fosse o que já não é?

#ConselhosdoPassos chegam à imprensa nacional

CdP

Parece que os conselhos de Pedro Passos Coelho também têm espaço na comunicação social portuguesa. Só é pena terem chegado tão tarde. E apesar de não despertarem tanto interesse e paixões arrebatadoras na nossa imprensa como os conselhos do seu sucessor, a verdade é chegaram à TSF, ao DN e ao jornal I. Nada mau! Parabéns à malta da Uma Página Numa Rede Social que não anda cá há dois dias nem foi parida num qualquer gabinete de assessores boys para servir estratégias eleitoralistas. E se dúvidas restassem, a argumentação das pessoas por trás deste projecto é esclarecedora: [Read more…]

Para “serviço público” já não basta a RTP?

Se o PÚBLICO não é financeiramente viável, caso o investidor decida fechar a torneira, o destino não poderá ser diferente de qualquer outra empresa. Mais elefantes brancos não, afinal quem beneficiaria com um jornal vivendo à custa do contribuinte? Ser financiado pelo O.E. teria esse significado. E se o Estado financiasse o PÚBLICO, porque não todos os outros? Com base em que critérios? Era o que mais faltava um jornal não ter que se preocupar em angariar leitores ou vender publicidade, porque como pelos vistos pretende a jornalista, encontraria à disposição e prontos para pagar os cada vez mais esbulhados, suspeitos do costume…

 

O Zé é jornalista?

A Sarah já fez referência ao assunto. Vale a pena ver o vídeo. De acordo com o Zé Rodrigues dos Santos, o Zé Rodrigues dos Santos é jornalista.

Mais abaixo, fica a opinião do Carlos Vaz Marques.

Se o José Rodrigues dos Santos é jornalista, eu quero ser operário metalúrgico. Se o José Rodrigues dos Santos é escritor, eu quero ser analfabeto. Se o José Rodrigues dos Santos é português, eu quero ser espanhol.
Disse ontem José Rodrigues dos Santos no lançamento – reles – de uma peça sobre os novos deputados eleitos: “O novo Parlamento terá muitas caras novas; o deputado mais velho [Alexandre Quintanilha, gay assumido] tem 70 anos e foi eleito – ou eleita – pelo PS.”

O eleitorado que mudou

Uma análise de, Manuel Carvalho, PÚBLICO, 27/09/2015, para se ler com a mente despida de preconceitos.

Os perplexos com as sondagens e outros cépticos

Anda meio mundo perplexo com uma provável vitória da Coligação nas eleições do próximo domingo.

No tradicional julgamento das eleições, que ora punem ora aplaudem quem governou, os números que as sondagens apresentam não batem certo com a leitura que fazem do passado recente. Custa-lhes perceber como podem os partidos de um governo ganhar depois de imporem ao país a mais severa dieta das últimas décadas. Têm dificuldade em conceber que governantes que fizeram disparar o número de pessoas sem emprego para a casa do milhão ou forçaram a saída de centenas de milhar de jovens do país possam ser premiados com a reeleição. Não lhes cabe na cabeça como pode um governo que centrou o ajustamento económico e financeiro nos cortes de salários e pensões ou em brutais aumentos de impostos voltar a merecer confiança dos eleitores. [Read more…]

Está farto de telenovelas vendidas como notícias às 20h?

terceiro resgate grego

É tempo de mudar de canal. Euronews, também em português.

Da Grécia, sem amor

vaso grego
Dedicado a Camilo Lourenço, José Manuel Fernandes, José Gomes Ferreira, José Rodrigues dos Santos e outros mentirosos, a todos os que por estes dias andaram por Atenas reduzindo o jornalismo a prostituição de rua, e sobretudo aos respectivos patrões.