Aparentemente, o mundo está organizado por países, com governos (às vezes democraticamente eleitos), onde os cidadãos (aparentemente) têm alguma voz no destino desses países.
Actualmente, isso é um proforma, apenas.
A nova soberania é ditada pelas grandes empresas globais. Quem não gosta, pode (aparentemente) consumir de outra empresa ou trabalhar em outra empresa. Os termos de utilização dos serviços valem mais do que as leis dos países. E estas empresas, funcionando dentro da lei, têm uma imensa capacidade de a moldar às suas necessidades (benditos sistemas eleitorais com campanhas financiadas por privados) e de a contornar quando lhes convém (p.ex. paraísos fiscais).
São estados ao lado do Estado. Ironicamente, o liberalismo que os tornou possível é o mesmo que cerra a malha às liberdades individuais, um tema querido aos liberais.
Infografia: Visual Capitalist







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