O camilourenço, a História e a Economia

Camilo Lourenço camilourenço, dicionarizado a preceito pelo João José Cardoso, desde há muito demonstrou ser um provocador mentecapto. Saiu a terreiro com nova imbecilidade, hostilizando a História como área do conhecimento científico humano – área sublime, entendo eu.

Sou economista, membro da respectiva ordem. Em defesa da verdade, mais do que da ‘minha dama’, entendo que, reagir com fragilidade a Camilo Lourenço camilourenço, para desvalorizar a Economia, como ciência social, é igualmente censurável. A polémica desce a baixo nível e naturalmente ao mundo da subjectividade. Mais a mais, invocando Margaret Tatcher, engenheira química, que, em sintonia com Reagan, foi grande obreira da desregulação dos mercados originária da crise sistémica. Registe-se-lhe também o feito de fundadora do modelo das PPP que o advogado e trabalhista Blair aproveitou e outros disseminaram pela Europa – de Cavaco a Sócrates tivemos, entre nós, excelentes intérpretes dessa ruid(n)osa melodia, pela qual estamos e vamos pagar milhares de milhões.

No curso que frequentei, além de Sociologia, Psicologia Social e Psicossociologia e outras áreas sociais, integrava-se a disciplina de História Económica e Social, ministrada pela Prof.ª Miriam Halpern Pereira, doutorada pela Sorbonne, universidade onde foi assistente do Prof. Pierre de Vilar. A ideia de que os economistas estudam só números é imprecisa, embora os mais responsáveis pela imagem sejam eles próprios.

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