Gaspar: Défice pode ficar acima de 10% no primeiro trimestre

BANIF… (Aquele banco que comprámos, quase, quase, às escondidas.)

O Checo sem papas na língua e Cavaco encavacado

O Presidente Cavaco sofreu um soco no estômago. Foi, de certeza, muito indigesto ouvir o homólogo checo, Václav Claus, classificar de ‘inimagináveis’ os deficits que alguns países atingiram – notícia SIC online.

Assumiu o aspecto de uma descortesia, embora sincera, da qual o Prof. Cavaco Silva se defendeu inabilmente. Retorquiu que o importante era estabilizar a situação na Grécia pelos perigos que ela comporta de contágio. Mesmo com aprumado respeito pelo protocolo, se o caso fosse para divertir, diríamos, a sorrir, ter-se tratado de troca de palavras entre duas personagens desentendidas nos discursos, mas hipócrita e simultaneamente cordiais entre si. Na cruel linguagem popular, talvez alguém ousasse dizer tratar-se de uma conversa de doidos.

A tese do contágio grego, à laia da ‘gripe das aves’ ou do H1N1, é no mínimo disparatada. Se o nosso PR, ou algum seu conselheiro, tivesse lido hoje New Yor Times, julgo que teria tido outra postura perante a crítica de Claus. Olhava para o lado e falava do tempo, por exemplo. É que a débil situação de Portugal, para além de muito preocupante para os portugueses, é notícia que corre mundo e não pode varrer-se para debaixo do tapete do ‘contágio grego’.