Como vai o fundo pagar o empréstimo do estado?

Fundo de Resolução dá como perdidos os €4,9 mil milhões injectados no Novo Banco em 2014

Mais notas sobre o natal dos partidos

Porco feliz depois de um trabalho bem feito

Em jeito de continuação do post: “O Natal dos partidos“.

O projecto de lei 708/XIII, cozinhado à socapa, subscrito por gente de todos os partidos (com a ausência do PAN e a ausência inconsequente e quase de certeza interesseira do CDS), foi aprovado em vésperas de Natal, é uma demonstração da competência e eficiência dos nossos eleitos!

Esta unanimidade não é inédita. Em 2015 os partidos também se uniram pelo direito a usar as subvenções do parlamento em actividades políticas.

Como se vê os pactos de regime não são impossíveis em Portugal.

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Quem diria?

Salvar os bancos da Alemanha não ajudou muito a Grécia.

Os corruptos estão todos no Sul da Europa

Isto é sem dúvida uma aberração.

Isto poderá ser muito importante

BCE quer que novos activos tóxicos sejam provisionados a 100%.

Os portugueses e o período colonial

A maioria dos portugueses vê o nosso período colonial como uma coisa muito branda. A realidade foi bem mais negra, com o habitual cortejo de racismo, degradação, ignomínia. Filtramos o nosso passado pelas lentes rosadas da nostalgia, nuns casos, da ideologia, noutros casos, ou simplesmente pela ignorância. Penso que cresceríamos enquanto povo se soubéssemos mais da nossa história.

Não sendo eu imune à sociedade que me rodeia, a seguinte passagem do “The Last Train to Zona Verde” de Paul Theroux, chocou-me, por ir de uma forma tão brusca contra a ideia convencional que tantos fazem do colonialismo português:

Probably more nonsense has been talked about, and more myths have been created around, Portugal’s imperial adventures than any other nation’s. The most ludicrous was “Lusotropicalism,” a cockamamie theory and mystique of racial harmony proposed in the 1930s, which posited that because of their unique temperament and culture the Portuguese were the Europeans best suited to adapting to other lands and dealing with equatorial natives — finding (so it was argued) common ground in sympathy and like-mindedness. “We understand the natives better than you do” was the Portuguese boast. This implies not only that Portuguese imperialism had been a triumph, but also that Angolans had colluded in their own enslavement and willingly offered up their diamonds and gold. Provavelmente as aventuras imperiais de Portugal geraram mais absurdos e mais mitos do que em qualquer outra nação. O mais ridículo foi o “Lusotropicalismo“, uma teoria sem sentido e mística de harmonia racial, proposta na década de 1930, que postulava que, devido ao seu temperamento e cultura únicos, os portugueses eram os europeus mais adequados para se adaptar a outras terras e lidar com os nativos equatoriais – encontrando (argumentava-se) terreno comum em simpatia e mentalidades semelhantes. “Nós compreendemos os nativos melhor do que vocês”, vangloriavam-se os portugueses. Isso implica não só que o imperialismo português tinha sido um triunfo, mas também que os angolanos haviam colaborado na sua própria escravização e ofereceram voluntariamente os seus diamantes e ouro.

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Premiar o Abandono, Castigar o Cultivo

As causas do estado da floresta portuguesa estão mais do que discutidas, como se disse no Domingo, no Público, “Não há rigorosamente nada de novo a dizer“. Apesar disso e sem menosprezar todos os outros factores que contribuem para a presente situação, penso que vale a pena destacar a seguinte a opinião de Pedro Bingre do Amaral sobre o ordenamento das florestas e a responsabilização dos proprietários: