João Casanova de Almeida e a asneira perfeita

Um governo que tem no seu programa um corte nas despesas da educação pública que acarreta forçosamente despedimentos (até porque no mesmo programa se aumenta a despesa com o ensino privado, contrariando o memorando) devia ter algum cuidado na hora de o aplicar. O Ministério da Educação teve-o, com a habilidade de um paquiderme numa vidraria.

Primeiro antecipa a indicação dos professores que não iriam ter horário para uma altura onde é impossível fazer tal cálculo (as matrículas ainda nem acabaram). Depois fá-lo ameaçando os directores, lembrando-lhes que podem ser alvo de castigo no caso de se esquecerem de alguém. Resultado; mesmo com uma semana de prolongamento de um prazo absurdo: a maioria dos directores na dúvida preferiu arredondar em claro excesso. Não me admiraria que o total nacional de professores ameaçados se aproxime dos 20%.

Depois deixou que critérios diferentes fossem utilizados na selecção desses professores (ver por exemplo nos comentários a este artigo), motivo mais que suficiente para que o concurso seja impugnado, e ainda gostava de perceber de que estão à espera os sindicatos.  [Read more…]