Eu até conheço dois gajos que gastam muito em gajas e bagaço!

As imagens com que escolhemos ilustrar as nossas opiniões são o rabo de fora dos nossos preconceitos mal escondidos, a não ser que sejamos muito hábeis ou que não tenhamos rabo. Dijsselbloem é um dos gatos mais desastrados que tenho visto, e só sobrevive porque vivemos num ambiente em que os políticos nem sequer precisam de ter vergonha na cara, bastando lembrar o amigo Juncker e o seu fascínio pelo charme do défice francês ou, há mais tempo, o Durão Barroso que jurou pela existência de armas terríveis no Iraque e que se pôs a correr para Bruxelas, abandonando, patrioticamente, o cargo de primeiro-ministro do, por assim dizer, seu país.

Relativamente a Dijssolbloem, e porque estamos a falar de gente que se comporta como um bêbedo que se esqueceu do alfabeto numa tasca tão reles que nem a ASAE lá entra, tenho a dizer que só se perdem as que caírem no chão. Por muitas voltas que queiram dar ao discurso do holandês, ao escolher a imagem dos dissipadores em mulheres e vinho é evidente que deixou escapar um complexo de superioridade que não é mais do que a manifestação na crença de que faz parte de uma raça superior. Para disfarçar, ainda recorre a uma das minhas palavras preferidas, solidariedade, alegando que isso correspondeu à generosa prática dos povos do Norte, oposta ao parasitismo dos sulistas europeus. [Read more…]